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Dúvidas dos leitores

Falando em usado, Focus 2017 ou 2018 é bom negócio? Powershift ainda é uma preocupação de 2017 pra cá? Andei em um 2017 se plus 2.0 e amei, mas tenho receio de dor de cabeça no futuro. Abs. Renato. Verdade, um focus 1.6 se ou se plus manual seminovo é muito furada?  Vamos dividir a resposta em duas partes. A primeira parte é sobre o Powershift, a grande dúvida de quem tem intenção de comprar um Focus. Ao que sabemos, a incidência de problemas caiu significativamente nos Focus mais novos. O modelo 2014 que testamos em 2015 não apresentou problemas sérios, porém teve a troca efetuada como relatamos aqui . Modelos mais novos, 2017 ou 2018, aparentemente não enfrentam mais esses problemas. Nós compraríamos sem muita preocupação um Focus Powershift usado, dos primeiros se tivesse passado pela troca do conjunto de embreagem, ou então um dos mais novos. Ao testar, preste muita atenção no câmbio e o comportamento em baixas velocidades. As trocas devem ser suaves e sem...

TESTE: Audi A4 Ambiente 2.0 TSFI

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    “Quem tem carro premium não volta”. É uma frase repetida à exaustão, e combatida com inúmeros exemplos de pessoas que voltaram pelos mais variados motivos, incluindo custos mas também preferências. Claro que existem exceções, e opiniões das mais variadas possíveis. Para nós, a frase é verdadeira. Toda vez que pegamos um carro premium para dirigir notamos a superioridade dinâmica e construtiva. Existe um algo a mais que é difícil de explicar, pois envolve sensações e percepções que desafiam a lógica. O James May certa vez disse que carros realmente bons lhe dão uma sensação que ele descreveu como “fizz”. Estamos falando de algo nessa linha, não tão visceral, porém algo mais próximo de uma grande sensação de satisfação e contentamento pelo dirigir e comportamento em geral do carro. Alguns desconversam dizendo que é justificativa para quem gastou uma boa grana em um carro que muitas vezes é menos potente e equipado que seus rivais de marcas generalistas. Tal...

Dúvida do leitor

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Dub, ainda vale investir em um fiesta? Estou em dúvida entre ele, argo drive 1.3 e 208 1.2 (faixa dos 50k baixo). Nossa opinião: Fiesta Tem a melhor dirigibilidade entre as opções listadas. O pacote de equipamentos é bastante atraente. Pesam conta o espaço interno, o acabamento um tanto datado e o visual que ficou pesado após o face-lift. A nosso ver, a maior dúvida fica em relação ao suporte que será dado pela Ford. É capaz de ter dificuldade de peças e com manutenção. Se for ficar pouco tempo com o carro, isso pode não ser um problema. Argo Não gostamos do Argo. Ele tenta ser muitas coisas e acaba não sendo nenhuma delas. Consideraríamos na versão 1.0 mais básica possível, porém na 1.3 já deixa um pouco a desejar com relação aos rivais. A dirigibilidade não é boa – o ajuste de suspensão é ótimo, mas as reações do volante e principalmente do câmbio não são. O espaço interno é bom e o acabamento é condizente. É preciso prestar atenção nos opcionais para montar o...

Teste: Volkswagen Gol 1.6

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  Quando testamos o Fusca 1972 , foi necessário fazer uma reprogramação completa do modo de dirigir. Conduzir um veículo de quase 50 anos de idade é muito, mas muito diferente dos carros modernos com os quais estamos acostumados, recheados de opcionais, com câmbio automático e motores potentes. Para quem curte dirigir, no entanto, essa viagem no tempo é uma delícia. A conexão homem-máquina é muito mais forte do que a relação anestesiada que existe hoje em dia, com as direções elétricas sem feedback, rodas desnecessariamente grandes, câmbio automático e motores que mal se escutam. Claro que não queremos nada disso quando estamos parados no congestionamento, mas em trânsito livre ou menos denso, apreciamos bastante esse contato mais íntimo com o carro. O teste desse Gol serviu para tirarmos uma dúvida: será possível ter esse contato mais próximo com a máquina sem precisar recorrer a um carro antigo e seus problemas de confiabilidade? Ou ainda, sem precisar recorrer...

Descanse em paz, Ford

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Enquanto a GM ameaça, a Ford foi lá e fez: anunciou essa semana o fechamento de sua icônica fábrica em São Bernardo do Campo, adquirida da Willys em 1967 e de onde saíram modelos históricos para o Brasil como Maverick, Corcel e Escort. Com isso, cessa a comercialização do Fiesta no Brasil e também a linha de caminhões da empresa. O que aprendemos com essa triste decisão? 1.    Que o capitalismo norte-americano passa por um momento de crise institucional. Calma, este não é um blog comunista. O que existe hoje no modelo de capitalismo liderado pelos acionistas e grupos privados de fundos de investimento é uma priorização muito pouco saudável do acionista e do retorno sobre o capital. Trata-se de sempre aumentar margens e enxugar custos, reduzir investimentos em prol de remunerar um acionista que colocou dinheiro na empresa e quer resultados máximos em curto prazo. Isso adoece as empresas e compromete seu futuro. Nas empresas europeias o fenômeno é menor, pois...

GM vai sair do Brasil

Na sexta dia 18 os funcionários da GMB receberam um comunicado interno super alto astral dizendo que a empresa vive um momento muito crítico, que teve prejuízo no Brasil nos últimos três anos e que a situação não pode se repetir. Fontes do mercado estimam as perdas de 2018 em 1 bilhão de reais. Na terça dia 22 o presidente se reuniu com os sindicatos dos metalúrgicos de São Caetano e São José dos Campos, onde possui fábricas. Ficamos aqui pensando qual o sentido de um comunicado desses. Óbvio que ia vazar para a imprensa, e a assessoria da GM não se posicionou, indicação que ou foi pega de surpresa ou foi ignorada na execução desse plano. Se o objetivo é fazer pressão nos sindicatos, ficamos imaginando o que a GM pede em troca. O quanto o sindicato pode flexibilizar que não é lei? Não pode cancelar o décimo-terceiro, por exemplo. Se a ideia era fazer pressão para uma fábrica em específico, isso pode ser feito nos bastidores em reunião e não precisa desse alarde todo. Tamb...

Como salvar a Quatro Rodas

Compramos a Quatro Rodas dessa semana. A capa são os elétricos lançados no Salão do Automóvel a preço de ouro: Leaf, Zoe e Bolt. Tem uma matéria curta porém boa de SUVs compactos de entrada, um teste do Audi Q7 elétrico cuja bateria deixou o repórter na mão, um maravilhoso Maverick LDO e ainda a parte do teste de 60 mil km que honestamente deveria ter mais espaço. Uma boa edição. Porém isso não se refletiu nos anunciantes. Nissan e Chevrolet têm anúncios de duas páginas promovendo Frontier e Cruze. A Michelin ocupa a contracapa. Dentro da matéria sobre elétricos, anúncios da Volvo e Audi. E só. CINCO anúncios na revista inteira. Não tem condição de sobrevivência. Por muitos anos criticamos a Quatro Rodas pelo perfil submisso. Era uma época em que o Peugeot 206,5 era elogiado, assim como a “sábia decisão” da Peugeot de oferecer um carro requentado para o brasileiro. Realmente faltava visão para os editores. Hoje a revista voltou a ser interessante. Veja o exemplo: a Audi c...

TESTE: Volkswagen Tiguan Allspace Comfortline 250 TSI

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      Imagine que você vai abrir uma pizzaria, porém só pode oferecer dois sabores para os clientes. Quais você escolheria? Algo como mussarela e calabresa, que são as mais vendidas, certo? Pois é. Dada a mesma pergunta, a Volkswagen escolheria Abobrinha com Abacaxi e Berinjela com Rúcula. É uma metáfora para tentar explicar as opções de produtos de uma fabricante que, nos segmentos de maior venda – compactos de entrada e SUVs –, oferece ou opções defasadas (Gol) ou nada. Porém, tem um carro maravilhoso disputando o segmento dos SUVs premium, como a Tiguan que testamos. Ou dos sedãs grandes (Passat). Aí quebra as pernas do M4R. Porque a Volks está paulatinamente se tornando a fabricante que sempre defendemos aqui, uma com produtos bons em todos os segmentos e preços competitivos (poderiam ser bem mais competitivos, claro). Só que isso não se reflete na liderança de vendas, porque a Volks está fora dos dois segmentos de maior volume – além, claro de uma pr...

Nós aprovamos

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Não sabemos dizer do conteúdo da revista, que não lemos faz algum tempo. Mas a gestão dos posts da Quatro Rodas no Facebook está SENSACIONAL. Comentários ácidos, pertinentes, como a imprensa deve fazer. Nem parece a mesma revista que aceitou o Peugeot 206,5.

GM fecha fábricas

Essa semana a GM anunciou que vai fechar 5 fábricas nos Estados Unidos e mais duas no exterior. Segundo o site kbb.com.br: O fechamento das fábricas faz parte de um esforço de aumento da utilização da capacidade das plantas que permanecem ativas. Com elas, morrem diversos modelos nos EUA, como os Chevrolet Impala, Cruze e Volt, o Buick LaCrosse e o Cadillac CT6. Segundo a GM, a ideia é focar em "crossovers, SUVs e picapes", algo que  permeia todo o informativo à imprensa divulgado pela empresa . É a  mesma ideia que a Ford divulgou em abril deste ano  e que foi pesadamente criticada. Com otimização de seu portfólio, concentrado nestes modelos, a GM espera produzir mais de 75% de seus carros sobre apenas 5 plataformas no começo da próxima década. Outras medidas anunciadas pela empresa, no esforço de chegar a "Zero Acidentes, Zero Emissões e Zero Mortes" em seus carros, são a integração de seus times de desenvolvimento de motores e de veículos e a expansão d...