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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Mínimo denominador comum

Líamos os comentários postados pelos internautas numa matéria sobre o novo Fusion quando nos deparamos com esta pérola: "prefiro o motor flex ao Ecoboost pois duvido da durabilidade dos motores turbo com nossa gasolina. Motor pra mim tem que durar 300 mil km".

Depois nos deparamos com muitos comentários elogiosos à Kombi, aquela monstruosidade que everia ter saído de linha há 30 anos. E aí um comentário com o qual concordamos: "quem elogia a Kombi é quem nivela por baixo. Nivelar por baixo é o problema do Brasil há 500 anos".

Concordamos completamente. É por nivelar por baixo e pensar pequeno que as ruas de São Paulo e do Rio são assim apertadas; afinal, no começo do século passado não precisava de nada mais. Buenos Aires pensou grande e hoje a capital portenha é lotada de largas avenidas que facilitam o fluxo dos carros. Pensar pequeno faz o brasileiro se contentar com o crescimento ridículo do país; poderia estar crescendo oito por cento, ao invés de dois.

Pensar…

Propaganda inteligente

O difícil de fazer propaganda de carro para o público brasileiro é que, ao contrário do que se pensa, brasileiro não gosta de carro. Só alguns realmente gostam. O que a maioria gosta é de um símbolo de status, ou então simplesmente de ter seu problema de mobilidade resolvido. Se brasileiro realmente gostasse de carro não teríamos tanta coisa obsoleta sendo comprada.
Tudo isso precisa ser considerado pela agência responsável pelas propagandas de um novo lançamento. Como transmitir ao público as características e qualidades do carro sem ser chato? Ou então, como esconder que o carro não é lá essas coisas?
A Fiat fez bem com o Linea nesta propaganda aqui. Fala sobre um monte de coisas, mas nada sobre o carro, porque o carro é meio tanga e não tem muito o que ser falado sobre ele. A aposta foi no status. Como disse um entendido: “a propaganda é ótima, está tudo certo, menos o Linea que aparece no final. Não combina com o resto.”
A Volkswagen lançou o Jetta com esta. Coisa horrível, deploráve…

Bem feito

A reportagem no blog UOL Carros explica bem: a Peugeot começa a fabricar no Rio de Janeiro o "carro de sua vida", o 208. Servirá para combater quatro grandes fracassos de venda: a picape Hoggar, a perua 207 SW, o sedã 408 e o grande 508, embora este último nunca fosse vender muito mesmo.

A petição de miséria da Peugeot deve-se a uma única decisão estúpida lá atrás: inventar uma aberração chamada 207 (na verdade, 206,5) ao invés de faz aqui o 207 de verdade. Tivesse feito isso e a empresa teria capitalizado o carisma e qualidades dinâmicas do 206, carro bom de vendas. Mas não, decidiu economizar uns trocados fazendo aquela monstruosidade e agora esta aí, obrigada a fazer o 208 tal e qual o europeu sob pena de se tornar irrelevante no mercado.

Que sirva de aviso para todos idiotas do financeiro das montadoras, em busca de bônus. Pensem antes de sugerir bobagens como essa.

E uma puxada de orelha especial na Quatro Rodas, que na época vestiu a camisa da Peugeot, defendeu o 206,5…