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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Complexo de vira-lata

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Li dia desses uma crítica muito honesta em relação aos shows da cantora inglesa Amy Winehouse no Brasil: “nem tudo é bom só porque vem da gringa”. A ideia era mostrar que não necessariamente porque uma coisa é moda ou bem falada num outro país, ela vai funcionar por aqui.

Quero mudar esse princípio um pouco para uma das coisas mais hediondas já vistas: a nova BMW 5 GT. A maioria das análises que vi desse carro por jornalistas brasileiros é aquele usual desbunde de quando o cara acabou de avaliar uma Monstrana e entra numa BMW: tudo é lindo, maravilhoso, sensacional. Não discuto muitos dos méritos da 5 GT, e entre esses méritos está o de ser um dos carros mais feios e inúteis de todos os tempos.

Jeremy Clarkson, no Top Gear, acostumado a avaliar Ferraris e Aston Martins, e não Golf 4,5, chamou a 5 GT de um carro completamente sem personalidade, que não consegue ser nem um SUV e nem um sedã, com os problemas de alto peso e má dirigibilidade de um utilitário, sem a capacidade para o fora-d…

Amizade colorida

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A Folha de S. Paulo ilustrou no caderno de veículos deste domingo uma tendência que já vem clara desde o Salão do Automóvel, e que foi noticiada em nosso twitter (@blogm4r), que é a multiplicação das cores nos automóveis. É cedo ainda para clamar o final da ditadura do preto e prata, mas é fato que carros mais coloridos têm chegado às ruas.

Um dos pivôs dessa mudança é o novo Uno (na foto a nova versão Sporting), lançado com uma paleta de cores chamativas que ficam muito melhor no carrinho de design inovador do que os entediantes preto e prata. O azul e o vermelho têm saído bem, e sempre abro um sorriso ao ver um amarelo nas ruas. Cor faz muito bem ao trânsito.

Um outro pivô é a grande aceitação mundial do branco, tendência clara do Salão – o estande da BMW só tinha carros brancos. Há uma resistência natural à cor nas cidades que a frota de táxis é branca, um absurdo que priva do consumidor uma cor excelente e que é a opção mais bonita para muitos automóveis, como os inesquecíveis Corsa…

Cada um é cada um

As publicações especializadas, este blog entre elas, têm a preocupação de mostrar ao consumidor qual é o carro que melhor vai atender suas necessidades pelo valor que ele tem disponível. Isso vem na forma dos testes e comparativos que estamos acostumados a ler e ver. E, mesmo com essa grande quantidade de informação disponível, a maior parte das aquisições é feita com mais ênfase em obscuros critérios pessoais do que na objetividade em si.

Os exemplos são vários. Talvez o mais comum seja a fidelidade à marca, pessoas que só compram Volkswagen, pois tiveram um Fusca em mil novecentos e bolinha e desde então adoram os modelos da marca alemã – muitas vezes alegando que eles “não quebram”. Outros são fãs de Chevrolet, fidelizados por grandes carros do passado, como Opala e Monza, e hoje sofrendo com geringonças como Agile e Monstrana. Existem desculpas do tipo “adoro o torque do motor Ford”, sendo que torque não tem nada a ver com marca.

Existe ainda o preconceito em relação a outras marcas…

Teste: Peugeot Hoggar 1.4 XR

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Cobrindo uma falha grave do M4R, o primeiro teste de uma picape compacta vem na forma de uma Peugeot Hoggar XR 1.4.

Esclarecendo desde já, não gosto de picapes. Vejo-as como veículos de trabalho, para pessoas que precisam levar grandes volumes de carga para cima e para baixo. Comprar uma picape para rodar com a caçamba vazia é uma opção com a qual simplesmente não concordo, tanto pelos motivos práticos e óbvios, como levar somente duas pessoas na maioria dos casos, como sacrificar a dirigibilidade em nome de uma suspensão traseira robusta, capaz de levar centenas de quilos de carga, e cujo potencial nunca será utilizado. Mas é uma questão de gosto.

Comecei o teste me livrando desta ideia e pensando na verdade no que um executivo de uma montadora disse há alguns meses, mencionando que as picapes compactas são os cupês esportivos do Brasil. Eu prefiro um cupê esportivo de dois lugares de verdade, mas há uma certa razão nesta afirmação. As picapes compactas comportam somente duas pessoas c…

Para o ano novo

O pedido do M4R para 2011 é que as pessoas prestem atenção quando estão ao volante. Vejam as placas, vejam os limites de velocidade. Olhem para a frente, percebam o que está à sua volta quando vão manobrar. Não dirijam com uma mão segurando o cigarro, a outra segurando o celular e esperando que uma força superior agarre o volante (sim, estou falando com você, louca do Peugeot 207 prateado). Não corram em situações que possam colocar outras pessoas em risco. Não desconte a sua frustração com a vida querendo andar a 150 km/h na estrada quando o fluxo está intenso. Motoristas de carros de frota, o fato do carro não ser seu não significa que você pode sair por aí sem cuidado nenhum. Verifiquem as lâmpadas dos carros e, acima de tudo, não dirijam por aí com as luzes de freio queimadas.

E, claro, carros atualizados e mais baratos em 2011, se possível.