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GM vai sair do Brasil

Na sexta dia 18 os funcionários da GMB receberam um comunicado interno super alto astral dizendo que a empresa vive um momento muito crítico, que teve prejuízo no Brasil nos últimos três anos e que a situação não pode se repetir. Fontes do mercado estimam as perdas de 2018 em 1 bilhão de reais. Na terça dia 22 o presidente se reuniu com os sindicatos dos metalúrgicos de São Caetano e São José dos Campos, onde possui fábricas.
Ficamos aqui pensando qual o sentido de um comunicado desses. Óbvio que ia vazar para a imprensa, e a assessoria da GM não se posicionou, indicação que ou foi pega de surpresa ou foi ignorada na execução desse plano.
Se o objetivo é fazer pressão nos sindicatos, ficamos imaginando o que a GM pede em troca. O quanto o sindicato pode flexibilizar que não é lei? Não pode cancelar o décimo-terceiro, por exemplo. Se a ideia era fazer pressão para uma fábrica em específico, isso pode ser feito nos bastidores em reunião e não precisa desse alarde todo.
Também ficamos nos …

Como salvar a Quatro Rodas

Compramos a Quatro Rodas dessa semana. A capa são os elétricos lançados no Salão do Automóvel a preço de ouro: Leaf, Zoe e Bolt. Tem uma matéria curta porém boa de SUVs compactos de entrada, um teste do Audi Q7 elétrico cuja bateria deixou o repórter na mão, um maravilhoso Maverick LDO e ainda a parte do teste de 60 mil km que honestamente deveria ter mais espaço. Uma boa edição.
Porém isso não se refletiu nos anunciantes. Nissan e Chevrolet têm anúncios de duas páginas promovendo Frontier e Cruze. A Michelin ocupa a contracapa. Dentro da matéria sobre elétricos, anúncios da Volvo e Audi. E só. CINCO anúncios na revista inteira. Não tem condição de sobrevivência.
Por muitos anos criticamos a Quatro Rodas pelo perfil submisso. Era uma época em que o Peugeot 206,5 era elogiado, assim como a “sábia decisão” da Peugeot de oferecer um carro requentado para o brasileiro. Realmente faltava visão para os editores.
Hoje a revista voltou a ser interessante. Veja o exemplo: a Audi convidou o repórt…

TESTE: Volkswagen Tiguan Allspace Comfortline 250 TSI

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Imagine que você vai abrir uma pizzaria, porém só pode oferecer dois sabores para os clientes. Quais você escolheria? Algo como mussarela e calabresa, que são as mais vendidas, certo? Pois é. Dada a mesma pergunta, a Volkswagen escolheria Abobrinha com Abacaxi e Berinjela com Rúcula. É uma metáfora para tentar explicar as opções de produtos de uma fabricante que, nos segmentos de maior venda – compactos de entrada e SUVs –, oferece ou opções defasadas (Gol) ou nada. Porém, tem um carro maravilhoso disputando o segmento dos SUVs premium, como a Tiguan que testamos. Ou dos sedãs grandes (Passat).
Aí quebra as pernas do M4R. Porque a Volks está paulatinamente se tornando a fabricante que sempre defendemos aqui, uma com produtos bons em todos os segmentos e preços competitivos (poderiam ser bem mais competitivos, claro). Só que isso não se reflete na liderança de vendas, porque a Volks está fora dos dois segmentos de maior volume – além, claro de uma presença menos expressiva nas vendas dir…

Nós aprovamos

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Não sabemos dizer do conteúdo da revista, que não lemos faz algum tempo. Mas a gestão dos posts da Quatro Rodas no Facebook está SENSACIONAL. Comentários ácidos, pertinentes, como a imprensa deve fazer.

Nem parece a mesma revista que aceitou o Peugeot 206,5.

GM fecha fábricas

Essa semana a GM anunciou que vai fechar 5 fábricas nos Estados Unidos e mais duas no exterior. Segundo o site kbb.com.br:
O fechamento das fábricas faz parte de um esforço de aumento da utilização da capacidade das plantas que permanecem ativas. Com elas, morrem diversos modelos nos EUA, como os Chevrolet Impala, Cruze e Volt, o Buick LaCrosse e o Cadillac CT6. Segundo a GM, a ideia é focar em "crossovers, SUVs e picapes", algo que permeia todo o informativo à imprensa divulgado pela empresa. É a mesma ideia que a Ford divulgou em abril deste ano e que foi pesadamente criticada. Com otimização de seu portfólio, concentrado nestes modelos, a GM espera produzir mais de 75% de seus carros sobre apenas 5 plataformas no começo da próxima década.
Outras medidas anunciadas pela empresa, no esforço de chegar a "Zero Acidentes, Zero Emissões e Zero Mortes" em seus carros, são a integração de seus times de desenvolvimento de motores e de veículos e a expansão do uso de ferram…

Chevrolet Onix, líder de vendas?

Onix líder de vendas pelo quarto ano. Parece piada de mau gosto. Carro defasado, inseguro, sem graça. E tá vendendo TRÊS VEZES MAIS que o segundo colocado. O que acontece?
- Concorrência incompetente. A VW tá aí cozinhando o Gol G5 há DEZ anos já. O HB20 é excelente, mas cansou. Nem um face-lift decente teve o coitado. O Argo quer ser tudo e não virou nada (está na ridícula 12ª posição entre os mais vendidos na primeira quinzena de novembro. O Palio nunca passou esse tipo de vergonha). O Sandero também está velho. O Ka seria a nossa recomendação, e até que vende bem, porém a situação da Ford no Brasil é incerta.
- Qualidades do produto. Diferentemente do Celta, o Onix tem qualidades. Boa central multimídia, motor confiável e econômico, espaço interno adequado, face-lift que o manteve atualizado, ampla rede de assistência. Não seria nossa escolha na categoria, mas tem seus méritos.
- Concessionários que sabem vender. Claro que há exceções, mas em nossa experiência é difícil entrar numa lo…

Por que será?

Gostamos dessa coluna sobre o Polo (pode ser que o link esteja fechado pelo paywall, paciência, burrice da imprensa). O texto diz que o veículo é sucesso de vendas em um segmento que parecia morto.
Já falamos um milhão de vezes aqui. Não existe dificuldade nenhuma em transformar um carro em sucesso de vendas. O que precisa é que ele seja bem pensado do começo ao fim, como foi o Polo, como foi o HB20, como foi o Compass. A receita inclui:
- Design moderno, bonito, sem exageros de frestas e vincos - Versões com equipamentos que sejam desejados pelo público-alvo - Boa dirigibilidade - Motorização potente para sua categoria, preferencialmente com mais de uma opção de motor, e ao menos uma das versões com motorização mais conservadora e “confiável” - Espaço interno e porta-malas adequados para a categoria
E o que parece ser o mais difícil:
PREÇO RAZOÁVEL!!!!
O Polo agrega bom espaço, motores interessantes (um 1.6 para quem valoriza essa “confiabilidade” e um 1.0 TSI de alto desempenho e tecnologia)…

Comentários: novo VW Jetta 2019

Que vergonha a estratégia da Volkswagen para o Jetta novo. 
A precificação já deixou claro que os competidores são as versões de topo dos campeões Civic e principalmente Corolla, que representam pouco no mix de vendas. Ou seja, a Volkswagen fugiu covardemente da briga de verdade — repare que a empresa não tem representante entre os sedãs de 80 a 100 mil. Vergonha, fugiu ao invés de apresentar produto superior. Devem ter sido considerados fatores como o custo maior de usar a plataforma MQB e a importação do México, que a VW não valoriza. 
A motorização 1.4T não se justifica nessa faixa. O Cruze já oferece no segmento inferior, o Civic touring é mais forte e o Corolla Altis... bem esse ninguém explica. E o motor 2.0T que diferenciou o Jetta da concorrência e o emplacou entre os entusiastas não está mais disponível. 
O design também sofre de uma frente estranha, que não capturou a classe do Passat, é uma grande semelhança com o Virtus especialmente da coluna C para trás. Se o Jetta antigo e…

Teste: Audi Q3 1.4 TSFI Black Edition

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Não foi planejado, porém imediatamente quando sentamos no banco do motorista desse Q3 pensamos que seria uma excelente continuação do teste do Nissan Kicks.
Ficou claro, ao conduzirmos o Nissan, que tanto ele quanto seus concorrentes no segmento dos SUVs compactos são inferiores aos carros da mesma faixa de preço – em equipamentos, em desempenho, em consumo de combustível, em acabamento, enfim. Se fôssemos imaginar um SUV compacto que fosse realmente competitivo no segmento, como ele seria?
Um Q3.
O SUV de entrada da Audi seria um SUV compacto ideal para a faixa dos 100 mil, aí sim batendo de frente com os automóveis de outros segmentos, oferecendo um pacote muito bom de desempenho, acabamento e equipamentos.
Só que não. O Q3 custa 150 mil e, nessa versão Black Edition, chega a 185 mil reais. O que pelo menos ajuda a termos uma ideia de conta: Um SUV equivalente a um hatch ou sedã é 50% mais caro; portanto, parabéns, você comprou um SUV e jogou dinheiro fora ao não pegar o hatch ou sedã…

Dicas para dirigir nos Estados Unidos

Vai alugar um carro nos EUA e está com dúvidas? Estivemos por lá recentemente e trazemos algumas dicas:
1.Nenhum sistema de GPS, seja aparelho ou nativo do carro, será tão bom quanto o Waze, o Google Maps ou mesmo o nativo da Apple (que funciona muito bem lá). Então considere seriamente habilitar o plano de dados internacional do seu telefone ou fazer um por lá para ter acesso a esses recursos.
2.Parece bobagem, mas lembre-se que nos EUA o sistema de medidas é o imperial e não o métrico. Portanto, se o seu GPS indicar quilômetros, será diferente das placas que indicam milhas. Nós preferimos padronizar tudo para facilitar.
3.Se o navegador estiver em português, ele falará os nomes dos lugares de maneira bastante estranha. Por outro lado, as indicações “fique à direita” são bem úteis de se manter em português.
4.Moto nos EUA são as Harley Davidson usadas para curtir no final de semana. O conceito “moto para trabalho” é praticamente ausente; poucos usam mesmo nas grandes metrópoles. Quem e…