Postagens

Quem nos lê

É interessante a dinâmica da visualização das postagens do M4R.

Os menos vistos são os com comentários sobre o mercado, posicionamento de produtos e assuntos em geral que não sejam testes. Este aqui por exemplo será muito ruim em visualizações.
Os testes são muito mais lidos, mas muito mesmo, coisa de dez vezes mais. Existe claramente uma quantidade enorme de leitores que digita o nome do carro no Google e aí consome as informações que aparecem. Esperamos que façam isso antes de comprar o carro e não depois...
Dentro dessa dinâmica, podemos notar a força do mercado de usados. Em determinadas semanas, a postagem mais lida do M4R é uma bastante antiga de um carro que não é mais vendido 0km. É gente interessada em comprar um usado, e aí busca informações sobre esse modelo específico. Em alguns casos, os arquivos online das revistas e sites não trazem mais essas informações, ou pode ser que o leitor já as tenha visto.
A quantidade de visualizações aumenta ainda mais se nosso teste tiver sido …

Independência custa caro

Só agora nos deparamos com este texto sobre a morte da crítica gastronômica.

Aconteceu igualzinho com a imprensa especializada em automóveis.

Teste: Chevrolet Cruze Sedan LTZ Turbo

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Pergunta que assola a liderança da GM no Brasil: “Por que o Cruze vende tão menos que o Corolla sendo que é muito mais carro”? Até setembro, o Corolla já havia emplacado 54.085 unidades vendidas e era o sétimo carro mais vendido do Brasil, enquanto que o Cruze não figurava entre os 20 primeiros. Em outubro, o Corolla foi o sexto carro mais vendido, com 5.933 unidades, e o Cruze Sedan ficou em 38º, com 1.670 vendas. Pouco à frente está o Civic, em 35º, com 1.916.

É realmente difícil explicar a liderança do Corolla. Podendo escolher, não seria a primeira opção do entusiasta – existem outros carros por valor parecido que entregam muito mais prazer ao volante, como Jetta e os próprios Cruze e Civic.
Porém, não podemos nos esquecer que brasileiro não gosta de carro. Muito poucos compram carro pelos atributos – infelizmente, carros são comprados por facilidade de pagamento, pronta entrega, valor de revenda, manutenção barata; prazer ao dirigir mal figura entre os itens considerados.
O sucesso…

Feliz 2018!

Caros leitores, esperamos que tenham tido um ótimo período de festas e que estejam energizados para 2018.

Antes de retomarmos a programação normal, um alerta: claramente o Blogger está "na UTI" do Google e em algum momento será desativado. Os problemas, bugs, e erros têm sido constantes.

Sabemos que não somos os mais frequentes em postagens, mas se um dia parar de vez, é porque o Blogger morreu.

Por esse preço eu compro...

Caro leitor: nos ajude a entender porque o cidadão lê uma reportagem sobre um carro e faz questão de comentar que pelo mesmo preço ele levaria o carro XYZ usado, que é muito melhor.
É EXTREMAMENTE ÓBVIO que para qualquer preço de carro 0km sempre haverá um usado mais equipado e/ou potente à disposição. O texto está falando do carro 0km, e é contra outros carros novos que ele deve ser comparado. Se for entrar no mérito dos usados, dá pra comprar importados ou então, dependendo do valor,  fazer frota de Unos e ganhar dinheiro com Uber.

Se vai comentar, fale do assunto em questão. Se você é um gênio e comprou uma BMW 850i por cinco reais e que nunca deu manutenção e roda com etanol, óleo 20w50 e Militec, parabéns, uau, deveria entrar para o Guinness. Mas não tem nada a ver com o assunto.

Mais uma morte evitável

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A foto acima é de um acidente acontecido no final de semana passado em São Paulo. Um manobrista com limite alcoólico no sangue acima do permitido bateu o Evoque de um cliente no Onix acima. Um ocupante do Onix morreu e outros três ficaram feridos.
Onix, aquele mesmo carro que foi reprovado no teste de colisão do LatinNCAP com nota ZERO em proteção contra colisões laterais.
E que é de longe o carro mais vendido do Brasil, tá vendendo mais que o dobro do segundo colocado.
Temos a combinação nefasta da omissão do Poder Público, que ignora resultados de crash tests e permite a comercialização de carros inseguros; da ganância da GM em continuar comercializando carros inseguros e cobrando caro por eles, visando um lucro que não se repete em outros países nos quais opera; e a ignorância do brasileiro, que continua comprando e dirigindo carros inseguros sendo que existem outras opções no mercado. Ou, no caso específico, alugando para prestar serviços de Uber.

Uma lástima.

Teste: Peugeot 3008 1.6 THP

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Já defendemos essa teoria outras vezes nesse espaço: o HB20 é um dos maiores cases de sucesso do mercado automotivo brasileiro. A Hyundai, até então uma marca limitada aos segmentos superiores, entrou no concorrido segmento dos hatches de entrada e foi logo com o pé na porta. O HB20 tornou-se um estrondoso sucesso de vendas – embora não o seja mais, pois ficou defasado. Qual o segredo? Uma marca razoavelmente estabelecida na mente do consumidor, chega ao mercado com um produto vastamente (muita ênfase no vastamente) superior à concorrência. Hoje a Hyundai é mais presente em nosso mercado do que muitas marcas veteranas.
Um carro na faixa de 150 mil reais não fará o mesmo sucesso em termos de volume para a Peugeot. E nem é a proposta. Mas o 3008 é carro para voltar a fazer o consumidor considerar a Peugeot em sua próxima compra.
O design, por exemplo, é moderno, atual e diferente da concorrência. O Jeep Compass, que é o maior rival, é um carro bonito e moderno, porém de desenho conservado…

ARGO-mentos

Assustada com o fracasso retumbante de vendas do Argo, a Fiat tem tentado diversas estratégias para alavancar suas vendas. A primeira etapa foi melhorar as condições comerciais, reduzindo taxa de juros do financiamento e oferecendo bônus no seminovo. A segunda etapa começou agora, e consiste em promover comparações ativas com dois concorrentes: Onix (1.0 e 1.4) e HB20 (1.0 e 1.6). A propaganda convida a um test drive dos três modelos nas concessionárias Fiat, o que leva a supor que a Fiat comprou mais de 400 unidades de cada modelo para deixá-los disponíveis em cada uma de suas concessionárias espalhadas pelo Brasil. Será isso mesmo?
De todo modo, uma prévia das comparações está disponível no site do Argo. Assim como a Ford fez há um tempo, são comparações totalmente tendenciosas para o lado do próprio carro, porém que permitem algumas “vitórias” da concorrência para parecer imparcial.
Note por exemplo a ausência de “consumo rodoviário”, item que os Fiats costumam não ir tão bem devido …

Teste: Fiat Mobi Drive 1.0 Firefly

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Hoje no Brasil temos três receitas de carros subcompactos de fabricantes com grande volume de vendas.
O primeiro a ser lançado foi o Volkswagen Up. É um projeto alemão, pensado para vendas na Europa e alguns outros mercados. Por lá, é o carro de entrada da marca – em alguns casos substituindo o Fox brasileiro –, seguido pelo Polo. Então, deve cumprir com as regulações da União Europeia com relação a segurança e com as expectativas do consumidor europeu quanto a acabamento, equipamentos, e emissão de poluentes, que reflete em economia de combustível. Por lá existem clones inclusive da SEAT e da Skoda, para penetração em outros segmentos e países.
No Brasil, deveria ser também um carro de entrada. Foi a proposta quando do seu lançamento, uma opção urbana, moderna ao Gol. Só que em algum momento a fórmula se perdeu. Não fazemos parte da diretoria da empresa, portanto só podemos imaginar que tomou-se uma decisão de manter o Gol como carro de entrada, imaginando uma versão nova (Gol G7?) que…

Comentando variadamente

E o Renault Captur já está com taxa zero, bônus, parcelamento até a próxima Olimpíada... o pessoal parece que prefere apostar no ajuste e não no planejamento. Ao invés de lançar um carro inovador, tecnológico, bem acabado, bem motorizado, prefere fazer um Duster de novo design e acha que o pessoal vai cair matando de vontade. Aí tome ajuste de preço pra tentar desencalhar. A Renault tinha logo ali do lado o exemplo do bem-sucedido Kicks pra aprender como se lança um SUV: produto novo, bem acabado, design diferenciado, equipamentos de segurança e conectividade, CVT com motor econômico, e uma boa campanha de divulgação.
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Uma pena que o Golf vá morrer (ou pelo menos definhar) com a chegada do Polo. Polo parece que será um excelente carro, mas o Golf é simplesmente o padrão dos hatches médios. 
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O Kwid já está forçando reduções de preços no Mobi e principalmente no Up, que já "ganhou" uma versão com os equipamentos do Kwid completo a 42 mil. Se não fosse a concorrência, aposta…