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Mostrando postagens de Junho, 2008

Nova Quatro Rodas

Absolutamente vergonhosa a edição atual da revista Quatro Rodas, com o novo Gol na capa. Todos os elogios que eu vinha destinando à equipe verteram-se em água. Ou melhor, em lixo.

A matéria sobre o novo Gol é de um puxa-saquismo ímpar. Nem a equipe de assessoria de imprensa da montadora esperava. Ao final da leitura, a impressão é que a Volkswagen optou por lançar o novo Bentley, e não um Gol. A matéria seguinte é igualmente elogiosa a uma outra porcaria, o Peugeot 206,5. Me envergonha saber que a imprensa especializada aceita este tipo de automóvel mal-ajambrado sem ao menos questionar a empresa.

É como se uma fabricante de TVs resolvesse voltar a investir em aparelhos de tubo, e a imprensa abraçasse a causa. Já imaginou se a Motorola resolve relançar o StarTAC, e a Veja diz que o aparelho é espetacular pois a pressão nas teclas é similar à dos aparelhos modernos?

Ah, façam-me o favor. Bando de incompetentes.

Carro popular

Do Webmotors:

Totalmente pelado na versão básica, só com limpador e desembaçador traseiro, o Gol com motor 1-litro custa R$ 31.255. O mesmo modelo temperado com vidro, ar-condicionado, travas e direção hidráulica custa R$ 37.661. Quando o assunto é o motor 1,6-litro, o valor sobe um pouco, R$ 34.936 sem equipamentos e R$ 38.206 na versão top.Repare que a diferença da versão completa com motor 1-litro é de cerca de R$ 1,5 mil para a com propulsor 1,6 litro.Na concessionária Brasilwagen, em São Paulo, o novo Gol sai por R$ 31.245 na versão 1.0 básica e R$ 34.030 na 1.6 básica. Como os valores de Brasília e de São Paulo diferem apenas por R$ 10, chegamos bem perto dos valores oficiais de venda do modelo básico. As versões mais sofisticadas têm diferenças um pouco maiores. Nas opções de acabamento Power, os valores variam de R$ 36.670 a R$ 42.775.

Volkswagen, firme em busca da última colocação em vendas!

Gol GTi

Gol GTi

1.4 16v turbo

Primeiro semestre de 2009

Filhos da...

Genial o último post do Joel Leite no Webmotors.

De 2001 a 2008, o índice de preços ao consumidor da Fipe subiu 51,9%. Evidentemente, o ínidice leva em conta os reajustes realizados pelos fabricantes nos produtos por conta do aumento do custo das matérias-primas.

A média de aumento dos carros ficou em 75%.

Bando de ganaciosos. Os gestores das montadores estão se aproximando dos políticos como a classe mais odiosa do Brasil.

O único carro a subir abaixo da inflação foi o Peugeot 206. De compacto premium em 2001, ele hoje se tornou um pequeno comum, embora cheio de qualidades. Faz sentido. Parabéns à Peugeot.

Focinho de porco

Acabaram de vazar as fotos do novo Gol. Antes de qualquer avaliação, vale comentar: lembram que a VW, ao remodelar o Golf, disse que a nova frente deixava nosso Golf em sintonia com os novos produtos VW na Europa, e que portanto seria ainda mais atual do que a frente utilizada no Golf europeu, cuja versão sedã temos aqui (Jetta)?

Enganação. Aliás, como todo o Golf 4,5. A frente do Gol mostra o caminho que o design da VW tem perseguido, e ele não passa nem de longe pela frente que temos no Golf 4,5. Eu falei isso no lançamento do carro.

Volkswagen, porcaria para sua vida.

Plataformas

Um amigo levantou um questionamento bastante interessante:

“Porque humilhar o 207 Brasil, sendo que o Focus de futura geração, que você tanto espera, também será a ‘casca’ do europeu sobre a plataforma brasileira?”

Justo. Não dá pra usar dois pesos e duas medidas. Mas, nesse caso específico, acredito que a Peugeot tenha sido bem mais gananciosa do que a Ford. Vejamos:

- O 207 é nosso 206 com a frente do 207 europeu e algumas mudanças internas, notadamente a parte superior do painel. Está muito mais para um face-lift do que uma mudança digna do nome. Mesmo assim, a Peugeot se atreveu a mudar o nome do carro, indicando como se este híbrido fosse na verdade equivalente ao 207 europeu, coisa que está a anos-luz. Em termos de preço, somente agora o 206 original teve uma queda significativa; até há pouco, custava o equivalente a Palio e Corsa 1.4, a não ser a versão de entrada que, fruto de alguma decisão bizarra, não podia vir com ar-condicionado E direção hidráulica ao mesmo tempo.

- O Focus …

Só piora...

Ok, então na verdade o 2.0 flex da VW rende 120 cv, ao invés dos 117 cv que anunciei há pouco. UAU, agora sim.

E a VW decidiu aplicar a mudança apenas aos carros manuais, deixando os automáticos com o mesmo gasolina de 116 cv. Como o Golf hoje utiliza o mesmo câmbio do Jetta, que lida com um motor de 170 cv, não acredito que a limitação de potência se deva a esse fator.

Um outro motivo poderia ser o favorecimento do torque ao invés da potência, como é o caso da linha Focus, em que o manual rende 147 cv e o automático 140, mas com uma curva de torque mais plana e com força desde baixas rotações no segundo. Mas, aparentemente, este não é o caso. O novo 2.0 flex rende 17,7 e 18,4 kgfm, gasolina e álcool, a 2250 rpm. O 2.0 a gasolina rende MENOS torque, 17,3 kgfm, a MAIS rotações: 2400.

Qual o motivo então? Provavelmente algum que a VW não assume, como baixa capacidade produtiva, baixa resistência de alguma peça, ou ainda o medo de enfurecer os compradores de Golfs automáticos - pouca gente,…

Servicinho mal-feito

Não contente em reformular todo o motor 1.6 para extrair mais UM cavalo, e com isso manter a unidade num patamar inferior em potência (o 1.6 8v da Ford gera 113 cv, contra 104), a Volkswagen segue fazendo calamidades.

Aparentemente, segundo boatos fortes, a versão flex do atual 2.0 sairá do forno. Com a incrível potência de... (estão sentados?) 117 cv. Sim, o MESMO ganho de um cavalo presenciado no 1.6.

Segundo os mesmos boatos, a limitação de potência deveu-se ao câmbio, que não ofereceria a resistência necessária para uma potência mais elevada. É o mesmo motivo pelo qual o Vectra Elite 2.4 nunca pôde oferecer câmbio manual.

Se for verdade, a Volks mais uma vez terá mostrado seu descompromisso total e absoluto com o consumidor brasileiro.

Bando de incompetentes.

Fiat Palio Adventure Locker

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Há uns bons anos, fui convidado a uma festa de aniversário a ser realizada no interior de São Paulo. Gente endinheirada. Fui alertado para tomar cuidado nos longos 20 km de estrada de terra, pois ela poderia estar ruim em alguns lugares. Imbuído com o melhor espírito “espero não atolar”, lá fui eu. A estrada de terra estava mais lisa que a parte de asfalto. Sério. O dono de uma Ferrari não precisaria se preocupar. Pra pegar justamente aquela estrada impecável que o prioprietário do sítio possuía uma Pajero.

E não é só ele. Meu carro era provavelmente o único humilde 4x2 tração dianteira presente à festa. O gramado usado como estacionamento era um festival de Land Rovers, Pajeros, Cherokees, Frontiers, Pathfinders e até mesmo mais humildes Ranger, S10 e Blazer. Aposto que seus donos não saberiam ligar a tração integral nem se ela ficasse no lugar do volante.

O que leva, então, à compra desses jipões? A sensação de segurança de um carro grande e alto, a robustez da suspensão em nosso asfa…