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Mostrando postagens de Fevereiro, 2007

Palio HLX 1.8 Flex

A fórmula motorzão em carrinho tem dado certo desde o primeiro Mustang V8. A falta de esportivos de verdade no mercado brasileiro tem dado status de pocket-rocket aos compactos com os maiores motores – é só lembrar que o Corsa SS e o Palio 1.8R compartilham os mesmos motores do Corsa Premium e do Palio HLX, na sua essência. E, toda vez que isso acontece, minha preferência pessoal é pelo carro “normal” - seguro mais barato e desempenho, senão igual, altamente parecido. No desenho atual, o Palio é um dos pequenos mais bonitos da categoria, no mesmo patamar do novo Fiesta. Bate a apatia de Clio, Corsa e do Gol com facilidade. Só perde, em harmonia, pro ultra bem desenhado Pug 206. Dentro, o Palio revela vantagens que se destacam desde o seu desenho básico, em 96. A posição de dirigir é muito boa; os bancos são excelentes e os comandos, incluindo pedais e câmbio, bem suaves. O acabamento está bem acima da categoria, equiparando-se a Corsa, 206 e Clio, os pequenos com o melhor acabamento.

Não é feitiçaria...

Só uma nota de rodapé: em janeiro, o Corolla vendeu mais que Civic e Vectra. JUNTOS. Sei não, mas acho que a Honda tá abusando desses 90 dias de espera para um Civic novo. Não se brinca no segmento Premium. Sujeito fica puto e vai na Toyota, é extremamente bem tratado, ganha desconto e leva o velhinho Corolla.

PALEO

Xi, gente. Queimei a língua a respeito do Palio. Não a respeito da traseira, que continua sem graça, mas a minha maior crítica – o empobrecimento do interior – não aconteceu. Aliás, por dentro o carro segue muito parecido com a geração atual, o que conta pontos positivos. Se, em termos de precisão de montagem, a Fiat ainda tem bastante o que aprender, é fato que os materiais empregados superam amplamente a concorrência – e para isso não foi necessário nenhum grande salto de qualidade; Fiesta e Corsa antigos, que tinham bom acabamento, foram substituídos por gerações anos-luz atrás no quesito (considerando-se o Celta como sucessor do Corsa; o Corsa atual, de ótimo acabamento, sofre com seu posicionamento no mercado). Com a mudança, o carro segue uma excelente compra. Embora não tenha um quesito de amplo destaque (como a dirigibilidade no Fiesta e a indestrutibilidade do Gol), é um carro sem grandes defeitos que ainda bebe da fonte do ótimo projeto 178, que lançou o carro, com melhorias

Golf 4,5

Volkswagen está pra lançar a versão 4,5 do seu médio, o Golf. E olhem, por tudo que eu já malhei o pessoal aqui, tenho de admitir que o marketing deles é imbatível. Soltaram na imprensa um punhado de fotos do carro, num jogo de esconder e mostrar que funciona como uma espécie de sedução entre carro e motorista. Os lançamentos de carros, aliás, têm sido bastante aprimorados, especialmente no segmento superior. O Vectra ficou famoso como “o carro que faz fuamcinha”, por conta da famosa propaganda na TV onde o carro fazia uma “grande saída” de uma garagem. O próprio Prisma teve um lançamento chamativo, incluindo-se o novo motor Econo.Flex. Até agora, a Fiat e a Ford não mostraram muitas inovações nos seus lançamentos – o Fusion merecia muito mais, por exemplo. No caso do Golf, o marketing tem a missão ingrata de revitalizar um carro com várias qualidades, mas bem batido no mercado, em especial pelo absurdo preço do seguro nos principais centros urbanos – e esse não é o defeito que se r

O Cliente que vá pra aquele lugar

CRM até saiu de moda já. Virou prática consolidada, mais um item do bê-a-bá das empresas, assim como “o cliente em primeiro lugar”, e “soluções inovadoras”. Só que, claro, enquanto algumas companhias vivem estes valores na prática, outras são especialistas em colocá-los na boca para fora. O CRM (Customer Relationship Marketing) é a arte de conceder ao cliente uma experiência única, envolvê-lo com comunicações dirigidas, para que ele se sinta diferenciado e portanto torne-se fiel àquela marca. Vamos pegar o caso da Mercedes. Por décadas e décadas, a superioridade dos carros da marca denotou à sua rede de revendedores uma certa arrogância, um desdém pela concorrência. “Carro de verdade é Mercedes”. Pois bem. Desde que a gigante alemã decidiu que seus carros tinham “excesso de engenharia” e portanto custavam muito para serem feitos, a margem de lucro aumentou e a confiabilidade foi por água abaixo. Até hoje a marca fica atrás de japonesas e até coreanas no ranking de confiabilidade de p

Ah, se fosse mundial

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Este é o novo Ford Mondeo. E nós felizes que o trocamos pelo Fusion e seu câmbio super moderno...

Fiatwagen

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Quando a Fiat lançou o Stilo, não foram poucos os que viram ali uma cópia descarada do médio de maior sucesso em todos os tempos, o VW Golf. O modelo, de fato, rompia com os traços curvos e sedutores do Bravo/Brava para assumir ângulos retos que não fariam feio num carro alemão. Piadas à parte (o Stilo combina engenharia italiana com desenho alemão, quando deveria ser o contrário), a verdade é que a Fiat parece ter gostado de copiar a VW e vai à luta mais uma vez, desta vez estragando seu fenômeno de vendas, a família Palio . Combinando a traseira do Daihatsu Charade (eu não faria um blog de carros se não lembrasse a traseira do Daihatsu Charade de cabeça) com a frente do Gol G4 (repare no formato dos faróis), o carro é a quarta geração sobre a mesma plataforma, e desta vez com o devido empobrecimento do interior, um dos destaques da família Palio atual. A deterioração, bem como a provável extinção da versão HLX 1.8, já mostra que a Fiat abre espaço na sua linha para a chegada do Grand

Fade away

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Chega mais. Deixa eu te falar uma coisa ao pé do ouvido. Mais perto. Mais. Isso. “Eu gosto do Bora”. É, pois é. Pode buscar o seu queixo do chão. Gosto não se discute, se lamenta. As razões práticas de se comprar um Bora, hoje, são muito poucas, diante de uma concorrência muito mais moderna e interessante. Mas eu gosto do danado do carro. Acho bonito, elegante, jovem, bem-acabado – embora sempre criticando o motor, não pela unidade em si, mas pelo fato que o carro merecia algo mais moderno. E eis que a Volks, num processo contínuo de eliminar sua participação no mercado brasileiro, eliminou o porta-copos do Bora. Eu me importo, e muito, com porta-copos. Não que os use muito, mas eles sempre são de uma importância fundamental numa hora importante, prevenindo que líquidos esparramem pelo interior do carro – eu já tive o desprazer de derrubar meio litro de refrigerante no chão do carro, pela absoluta ausência de porta-copos, e posso te dizer que a experiência não é agradável. E vem o Golf

Vectra Expression

Seu Antônio tá feliz. A GM atendeu os pedidos dos taxistas de todo o Brasil e lançou o Vectra Expression (a meio caminho entre um Vectra Comfort e um Pug 206 Expression). É basicamente o modelo Elegance sem o ar digital, maçanetas internas cromadas, volante forrado em couro e rodas de liga-leve. O preço, embora interessante (R$ 55 mil), é pouco se comparado aos preços do Elegance (R$ 58 mil nos anúncios da GM, sendo possíveis mais descontos ainda nas concessionárias). De um lado, um tiro na mosca. Nenhum sedã nesta faixa de preço tem o espaço interno, o tamanho e o status do Vectra. O Focus, embora um excelente produto com a melhor suspensão da produção nacional, perde nestes quesitos – e, além disso, não caiu no gosto, ao contrário do Vectra. O Bora é menor e menos potente. O 307 sedan, é apenas ligeiramente menor no comprimento total (embora perca mais no entre-eixos), mas vem com motor 1.6 e um desenho... Por si só, o Vectra Expression é um produto interessante e agressivamente p

Preços relativos

"O preço do carro subiu 41,7% desde 2001, quando a Agência AutoInforme, em parceria com a Molicar, passou a acompanhar a evolução dos valores a cada mês. O índice da pesquisa ficou um pouco abaixo da inflação oficial, medida pela FIPE, que foi de 45,49% no período.O estudo leva em conta o Preço de Verdade dos modelos zero-quilômetro (realmente praticado), e não o passado pelas montadoras nas tabelas. Em 2006 o preço do carro caiu 1%, comportamento bem diferente do dos anos anteriores, quando os aumentos foram constantes.Em 2005 o valor dos modelos zero subiu 7,39%. Em 2004, a alta foi maior, de 14,57%; no ano seguinte, o aumento foi de 5,31%; em 2002, chegou a 8,92% e, em 2001, 1,43%." Pois é. E eu que sempre achei (e ainda acho) que carro tá caro. Vale aqui o raciocínio Big Mac: uma promoção no McDonald’s, no início do Plano Real, custava R$ 4,85. Hoje está em R$ 10,25. Considerando a conversão para dólar, a promoção hoje é mais barata que há 13 anos. E mesmo assim, a impre