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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Quando dirigir se torna um sacrifício

Pedimos licença aos leitores de outros lugares (embora os de grandes cidades possam se identificar).
O paulistano desaprendeu a dirigir. Não que soubesse muita coisa, cortesia do exame ridículo para tirar CNH e do esquema de compra de cartas. Mas, após passar dias e noites preso em engarrafamentos, o paulistano esqueceu de como fazer as coisas depois de engatar a quarta marcha.
O resultado disso é que dirigir nos horários e dias nos quais o trânsito alivia um pouco tornou-se um martírio. Começa pelos que não andam acima de 60 por hora em hipótese alguma, não importa a avenida e nem a faixa. Costumam ser os mesmos que precisam dobrar as esquinas a 5 km/h e que levam dez minutos com o pisca ligado para mudar de faixa.
Depois vêm os caminhoneiros, esta praga que foi banida da cidade em determinados dias e horários e que, por conta disso, se considera rei das ruas quando podem trafegar. E tome caminhão na faixa da esquerda, caminhoneiro que acha que está disputando corrida, os que não respei…

O pau vai comer

E começou o auê com o Golf 7 batendo à porta. Depois de seis anos convivendo com essa aberração chamada Golf 4,5, finalmente será dado aos brasileiros comprarem um dos hatches médios mais vendidos do mundo – e, melhor ainda, lado a lado com o Focus Mk3.
A VW soltou as informações das versões inicias a serem importadas da Alemanha – Highline 1.4 TSI manual ou automática com o DSG de sete marchas, e a GTI 2.0 com o DSG de seis marchas. Highline é o nome da linha de topo da Volks e é de se imaginar portanto que estas serão as versões mais caras dos Golfs não esportivos – portanto com preços que deveriam ficar na casa dos R$ 70 mil. E é complicado custar mais caro, já que com pouco mais já é possível comprar Fusca e Jetta TSI, com 200 cv.
O pacote escolhido para importação é o que a Hyundai chamaria de “este aqui é o completo-eto-eto-completaço de verdade, aquele ali é só o completo-eto e o outro é somente completo”. Sete airbags, sopa de letrinhas, tudo elétrico, aquela coisa toda que se e…

A voz da Chevrolet

Eis que um argentino teve a ótima ideia de passar a responder no Facebook da Chevrolet Argentina as diversas mensagens críticas a respeito da nota zero que o Agile levou no teste do Latin NCAP.
O que ele escreveu explicitamente é o que a GM pensa de verdade, atrás dos muros.
Leia o post do autoblog Argentina aqui.

http://autoblog.com.ar/2013/07/latinncap-un-falso-community-manager-provoca-confusion-en-el-facebook-de-chevrolet-argentina/

Um acerto

Hoje a Editora Abril anunciou o fim de quatro revistas e uma extensa reorganização interna. Informações extra-oficiais indicam que 150 pessoas foram demitidas e muitas outras estão a perigo.

Que a imprensa escrita tradicional está sofrendo não é novidade. Revistas de calibre mundial, como a Newsweek, já acabaram. Os jornais brasileiros agonizam, capitaneados pelo Estadão e pela Folha, que hoje são pálidas sombras do que já foram.

E alguém precisa avisar para a turma do financeiro que não é com um monte de estagiários trabalhando de graça que essas publicações terão a relevância editorial de que tanto precisam. Pois informação existe instantaneamente na internet; boas análises por quem entende, isso já é mais difícil.

Nossos pensamentos estão neste momento com os profissionais demitidos e suas famílias. Muitos são gente de bem que só procura um lugar ao sol.

Com a exceção de um, da 4R. Esse já vai tarde.

Foi sob essa gestão que a revista perdeu seus melhores profissionais e se tornou …