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Mostrando postagens de julho, 2017

O fim dos carros

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Lemos em diversos sites especializados críticas severas à saída da Porsche do campeonato de endurance (que até tem nome, sigla, mas que ninguém se importa. O que importa é que envolve a 24 horas de Le Mans). Combinado a isso, a Mercedes vai sair da DTM, o campeonato de turismo alemão que é tido como o suprassumo das corridas de turismo, ou seja, de carros que vagamente lembram seus primos vendidos ao cliente comum – embora a semelhança não seja maior que a do nosso Stock Car, que de Cruze não tem nada. Ambas vão investir na Fórmula E, o campeonato mais bem-sucedido até agora envolvendo carros elétricos. E aí os críticos estavam inconformados, dizendo que o mundo ia acabar, que Fórmula E é sem graça, disputada em circuitos de rua travados, que não ia ter barulho dos motores, que as duas categorias – Le Mans e DTM – iam acabar. Concordamos com tudo isso. Só que o problema é mais profundo. A desconexão dos jovens com o automóvel, a “celularização” dos carros, a importânci

VW Golf, mais uma vítima da incompetência

A Quatro Rodas saiu hoje com a notícia que a VW pode encerrar a produção do Golf no Brasil . O carro não vende nada, então faria mais sentido importá-lo. Mas peraí. O carro foi um sucesso de vendas quando de seu lançamento, o que aconteceu de lá pra cá? 1.    O carro ficou absurdamente mais caro. Golfs alemães da primeira leva podiam ser comprados na faixa de 70 a 80 mil reais, bem equipados, com suspensão traseira multilink, câmbio DSG e motor 1.4 turbo. Hoje um Golf nessa configuração supera os R$ 100 mil. 2.    O carro foi depenado. Inventaram um motor 1.6 aspirado. Inventaram um motor 1.0 turbo – que não pode ser acoplado a um câmbio automático. Meteram uma suspensão de eixo de torção. Cortaram o freio de mão eletrônico. Trocaram o câmbio DSG por um epicíclico convencional. E ainda por cima o carro ficou mais caro. 3.    O brasileiro está cego na mania de SUVs. Tá gastando 90k pra comprar Kicks, derivado do March, e HR-V pelado, e ignorando os hatches médios que são mu

Teste: Fiat Toro Freedom (Opening Edition) 1.8 16v AT6

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  A Toro não é Fiat. Explicamos. Se você já teve contato com algum carro da Fiat do Brasil, com exceção da Freemont, já deve ter alguma percepção prévia de como é um carro da marca. Reações da direção, suspensão, freios, acabamento e por aí vai. Existe uma coerência, notada em carros tão variados e de épocas distintas quanto Uno, Palio Fire, Stilo, Idea, Punto e Marea. Aí você entra na Toro, começa a dirigir e nenhuma das referências Fiat vêm à tona. Nenhuma. A associação imediata e óbvia é com o Jeep Renegade, com quem a Toro divide o motor, a plataforma e a fábrica em Pernambuco. Então é um Fiat com jeito de Jeep. Até o design é muito mais relacionado com a Cherokee do que com qualquer coisa Fiat. E esse é um daqueles casos nos quais um produto, digamos, mais básico, se beneficia enormemente de compartilhar engenharia com um produto superior. Um aspecto que a Toro traz da Fiat, que não é relacionado ao produto, é a oportunidade de marketing. A Fiat foi muito feliz