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Mostrando postagens de Junho, 2013

Os vendidos

Em teoria, a imprensa automotiva existe para informar o cidadão sobre os modelos disponíveis, seus preços e passar um veredicto se determinado automóvel é bom ou não, que motor leva, quantos cavalos, porta-malas, acabamento, e por aí vai.

Pelo menos era assim quando isso ainda era levado a sério.

Hoje a imprensa automotiva é um lugar onde jornalistas mal-pagos, recém saídos da faculdade, podem passear em carrões em troca de um texto curto e mal escrito, supervisionado por um editor que já deveria ter se aposentado. E tem também os jornalistas que deveriam estar aposentados, mas sobrevivem às custas de sites de blogs de qualidade altamente duvidosa, sem anúncios, mas que se pagam pois o jabá de ter carro novo para dirigir toda semana é uma tremenda economia em termos de seguro e IPVA.

E quem sustenta os impressos, pelo menos, são as fartas verbas de mídia das montadoras, que por sua vez são justificadas ano após ano pelas matérias mal escritas, elogiando qualquer porcaria que chegue no…

Teste: Ford Mustang V6 Conversível

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Respondendo já de cara aos apressadinhos. Sim, vamos publicar o teste de um Mustang V6. Pois é, não é V8. Nem tem compressor. Nem tem 500 cavalos. Sossegou aí na poltrona? Se não, sempre tem teste do Agile na Quatro Rodas pra te ajudar a passar o tempo.
Bom, agora podemos começar.
Recentemente publicamos o teste do Citroën DS4, bom carro que sofre de dois problemas: alto preço e falta de carisma. Pois se tem um diferencial entre vários carros bons atualmente é o quanto de carisma eles têm. Veja o caso do recém-lançado Fusca. Carisma de monte, e acompanhado de um ótimo carro a um preço dentro de um contexto. Pimba: sucesso de vendas. O mesmo vale pro 500 e pro MINI. Aliás, essa coisa do carisma está ficando tão séria que até nomes como Escort e Santana estão sendo cogitados para futuros carros que, vamos e venhamos, pelo que vimos até agora vão ser daqueles sedãs bem sem graça.
Em termos de carisma automotivo, talvez nenhum carro supere o Mustang.
Vejamos: o Camaro é bacana, mas não tem um…

Teste: Citroën DS4 1.6T "Prince"

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História interessante, a da Citroën. Até bem pouco tempo atrás, talvez final dos anos 90, uma marca atrevida e inovadora. Pareia-se ombro a ombro com a Lancia em termos de carros revolucionários (e lembremos que a Lancia foi eleita pelo Top Gear como a marca com o maior número de modelos avançados lançados em sua história).
Na Cit, não precisamos vasculhar muito. Basta lembrar do Traction Avant, primeiro carro tração dianteira produzido em massa; o 2CV, carro simples, mas de soluções técnicas de alto nível. Mais recentemente tivemos todos os carros com a suspensão pneumática, aliando conforto de Crown Victoria a estabilidade de Lotus Elise; vários modelos históricos como XM, Xantia e C5 foram equipados com este recurso. Esta história é rica o suficiente; mas falta a cereja do bolo. É o Citroën DS, carro lançado em 1955 e aposentado 20 anos depois. Veja bem: 1955. Neste ano, o suprassumo era a Mercedes 300 SL asa de gaivota, com freios a tambor nas quatro rodas e inovação mesmo somente n…