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GMPSA

E a GM comprou uma fatia da PSA, conglomerado Peugeot-Citroën. É uma máxima de mercado: não se compra quem está bem das pernas. Neste caso, nem a compradora anda às mil maravilhas. O que poderia sair de bom dessa parceria seria um 407/C4 com motor e câmbio de Cruze, o uso do ótimo novo 1.6 do 308 em carros como Cobalt e Meriva, ou mesmo na nova plataforma PM5/7 que vai substituir Meriva e Zafira. O que podia sair mesmo é um Corsa hatch SS com o 1.6 turbo do 408 e câmbio de seis marchas! Viajar é bom...

Dica para a Peugeot

O M4R oferece agora, totalmente de grátis, sugestões de melhorias importantes para a Peugeot. Grandes consultorias multinacionais cobrariam milhares de dólares pelos nacos de bom senso que serão expostos aqui, de graça. Vamos começar pelo 408. Sedã médio, oferta da marca num segmento disputado e de altas vendas. Resultado? Mediocridade. De acordo com a revista Carro de fevereiro, “a vida do Peugeot 408 não está fácil no mercado nacional. Quando foi lançado, há cerca de um ano, a marca foi pouco ousada ao divulgar a sua expectativa de vendas, que era emplacar 1500 unidades por mês do modelo. O pior é que essa meta, que já parecia modesta, não foi alcançada (...) o 408 registrou uma média de 729 modelos comercializados por mês em 2011.” Como comparação, novamente de acordo com a revista, o Corolla vendeu 53 147 unidades no ano, cerca de 4430 por mês. Ok, o 408 não precisa bater o Corolla em vendas, mas não deveria passar vergonha. E o que está errado? Para se estabelecer no mercado, uma ...

Bye, Opel

O Carsale anunciou a morte do Corsa Sedan, por enquanto negada pela GM. Pouco importa: se não for agora, será em breve. E o irmão hatch vai junto, logo depois. Convivemos no M4R com um Corsa Sedan dos primeiros, motorização 1.0 a gasolina. Desempenho sofrível, câmbio extremamente curto e um gasto de combustível nem tão parcimonioso assim. Mas esses são detalhes de um motor claramente inadequado para o projeto (mesmo caso do malfadado Polo 16v). Nas versões 1.4 e 1.8, o Corsa agregava um bom desempenho às qualidades notadas mesmo na versão 1.0: ótimo acerto de suspensão, rodar “plantado”, com estabilidade e conforto, boa posição de dirigir, bom acabamento, ótimo espaço interno e porta-malas. O câmbio ficava a desejar. Podia não ser o carro perfeito, mas ainda é melhor que Prisma e Agile (não dirigimos o Cobalt, mas se for parecido... putz...). Herança da origem alemã. E é por isto que a morte do Corsa Sedan é importante. Com ele, e as mortes iminentes do Corsa hatch e do Astra, acabarã...

A ordem das coisas

Acontece desde o início do M4R. Cidadão compra um carro e, todo felizão, coloca o nome do carro no Google pra ver o que a imprensa especializada acha. Aí, dependendo do modelo, o sujeito se depara com um link para este recanto da internet. E nem sempre as palavras do M4R são amigáveis. Acabamos de receber um caso assim no post do Vectra GT-X . Duas coisas: A primeira, e mais fundamental, é fazer as coisas na ordem certa. PRIMEIRO você pesquisa sobre o carro que quer comprar, e depois compra. Não adianta gastar dinheiro num veículo e depois ficar procurando especialistas pra falar bem do seu carro. Se você é apaixonado, acha o Chery Tiggo a coisa mais bonita do mundo, adora o custo-benefício e está decidido a comprá-lo, vá em frente: o dinheiro é seu. Agora, se a opinião alheia é importante, vale consultá-la ANTES da compra. A segunda é que o M4R é um espaço opinativo. Muita gente não entende isso ainda, mal acostumada que está com a nossa imprensa especializada totalmente chapa-branca....

Tudo é questão de referência

Estreou a nova propaganda do Chevrolet Cobalt. O tema é "tudo é uma questão de referência". O vídeo está aqui . No meio, o narrador pergunta: "e agora, o seu carro? É espaçoso, completão?". Não sei, senhor narrador. Mas após ver o Cobalt, ele ficou muito mais bonito.

Motolândia

A capa do caderno mercado da Folha de S. Paulo de hoje fala do aumento dos casos de invalidez após acidentes no trânsito, que catapultaram de 31 mil para 152 mil por ano entre 2005 e 2010. Mais de 70% dos acidentados usavam motos. “Há trabalhadores que só contribuíram à Previdência por cinco anos, mas que vão receber aposentadoria por invalidez o resto da vida”, destacou o secretário de Políticas de Previdência na matéria. A grande diferença entre o trânsito de um país desenvolvido e o de um subdesenvolvido é a quantidade de motos. Não é a civilidade, não é o congestionamento, não é a idade nem a qualidade da frota. A diferença mais brutal é a quantidade de carros. É possível passar um mês em Londres e ver menos motos do que em cinco minutos na avenida Rebouças, em São Paulo. Os motivos para essa proliferação são conhecidos: transporte público precário e elevados congestionamentos. O cidadão opta pela moto porque é barata, econômica, ágil no trânsito pesado – tudo de bom. E aí se acide...

A liderança da Fiat

Mais um ano e a Fiat segue como a montadora que mais vendeu carros no Brasil em 2011. Aparentemente lá se vão 10 anos assim. E é difícil entender como isso acontece quando: - O Gol é melhor que o Palio (pelo menos o Palio antigo; ainda não dirigimos o novo) - O Gol é melhor que o Uno - O Fiesta é melhor que o Siena - A Saveiro é melhor que a Strada - O Focus é melhor que o Bravo - Andar a pé sobre brasas incandescentes é melhor do que o Linea O que faltou? A Palio Weekend ainda é competitiva, graças à incompetência da concorrência; o mesmo para o Doblò. O Punto é genuinamente um bom produto. E o Mille é o carro mais barato do Brasil, o que tem seus méritos. Isso é suficiente para uma marca se manter no topo?

Sobre as notícias

E a Quatro Rodas estreou neste mês uma coluna do Jeremy Clarkson. O M4R é fã do Top Gear, como dissemos várias vezes, embora não tão fãs assim do Clarkson – não dá pra entender algumas coisas como o ódio pelo Porsche 911. JC é inglês e escreve para ingleses. A coluna dele na 4R rasga altos elogios ao Range Rover SE diesel e ao Evoque diesel. Nenhum dos dois temos por aqui. E os a gasolina são raros; não há como negar que o poder aquisitivo do cidadão médio é bem mais alto no Reino Unido do que no Brasil, o que torna estes carros bem mais comuns lá do que aqui. E não espere ele falando de Gol e Palio. Não chegam no primeiro mundo (embora o Fox antigo, bem pior que o Gol atual, chegasse). Será portanto uma coluna bem pouco conectada com assuntos relevantes para o Brasil, mas que de todo modo pode mostrar como um jornalista pode falar mal de carros de vez em quando. E compartilhar um humor inglês que é impagável. Continuando nos comentários da Quatro Rodas, a matéria de capa traz um compa...

Os eleitos de 2011 - em 2012...

Cada ano o M4R termina de um jeito. Teve ano que nem despedida teve. Em 2010, avaliamos os lançamentos do ano de acordo com os critérios que usamos em nossas avaliações. Mas em 2011 (embora neste post de 2012), vamos seguir o exemplo de 2009 e nomear o melhor carro nas determinadas faixas de preço. Sem justificativas, sem argumentos, apenas um colocado. Vejamos: Até R$ 25 mil: - Renault Clio Campus (por pouco esta categoria não desaparece. Os carros estão tão caros que quase nenhum se enquadra aqui, a não ser o velho Mille). Até R$ 30 mil: - Fiat Uno 1.4 Evo Attactive Até R$ 35 mil: - VW Gol 1.6 Até R$ 40 mil: - VW Fox 1.6 / Fiat 500 Cult 1.4 Até R$ 45 mil: - Fiat Punto 1.6 16v Essence Até R$ 50 mil: - Ford Fiesta 1.6 16v SE Até R$ 55 mil - Ford Focus Hatch GLX 1.6 ou Fiat Bravo 1.8 16v Essence Até R$ 65 mil - Renault Fluence 2.0 16v Dynamique automático Até R$ 80 mil - Toyota Corolla 2.0 16v XEi automático / Renault Fluence 2.0 16v Privilège Até R$ 100 mil - VW Jetta Highline 2.0T

Quando a vítima é culpada

O blog do Flávio Gomes é um dos favoritos do M4R, em que pese a preferência um tanto descabida por carros antigos do antigo bloco comunista. Chamou a atenção estes dias o relato de um leitor revoltado com a inspeção veicular de São Paulo. O M4R defende a iniciativa, embora saiba que no formato atual ela tem diversos problemas, dentre os quais acusações de corrupção envolvendo a prefeitura e os prestadores de serviço. O relato do leitor, reproduzido abaixo, vai além disso. Ele resume a diferença entre nos fazermos de vítimas ou de protagonistas. Os comentários do M4R estão em itálico, ao longo do texto. Olá Flavio, Gostaria de compartilhar contigo o que ocorreu comigo hoje na famigerada inspeção veicular de SP. Agendei minha inspeção para as 13:34 de hoje no Controlar Tatuapé, que segundo o Sr. Prefeito, é o maior centro de inspeção veicular do mundo. Palmas para o Sr. Prefeito. A coisa começou mal quando eu, com medo do trânsito da época de Natal, resolvi sair mais cedo do trabalho e ...