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Fiat 500 a bom preço

Muito boa a iniciativa da Fiat de trazer o 500 do México mais barato. Tem seus riscos, claro. Quem comprou um 500 polonês e pagou R$ 65 mil deve estar meio incomodado de vê-lo sendo vendido 20 mil reais mais barato, com o respectivo impacto no mercado de usados. Dois anos atrás, não tinha como a Fiat saber que ia comprar a Chrysler, voltar ao mercado norte-americano e “ganhar” uma fábrica no México. O 500 de entrada, com motor Fire flex 1.4 de 88 cv, sai por R$ 40 mil com air bag duplo, ABS, EBD, controle de estabilidade e tração (meio otimista num carro dessa potência, mas vá lá...), direção elétrica, ar manual, trio elétrico, computador de bordo completo, ajuste elétrico dos faróis, CD com MP3 e Hill Holder. Um Uno 1.4 com o mesmo motor e projeto muito inferior, mais antigo, mais frágil, sem a mesma resistência à torção ou comportamento dinâmico, sem muitos equipamentos da lista acima, sai por R$ 41 mil. E não é só a Fiat: um Gol 1.6 ou Agile 1.4 saem pela mesma coisa. Carro...

Teste comparativo: Toyota Camry 3.5 V6 x Toyota Hilux SW4 4.0 V6

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É prática comum no jornalismo automotivo comparar os carros dentro da mesma categoria. Então Gol compete com Palio, Focus com Golf, Corolla com Civic, e por aí vai. Só que a coisa não é assim tão óbvia. Se quem tem R$ 30 mil na mão para comprar um zero dificilmente consegue fugir do hatch compacto, com mais grana no bolso as opções se multiplicam. Quem tem por volta de R$ 55 mil pode escolher entre um compacto super equipado, como Polo ou o Novo Fiesta, ou um médio, como Focus e C4, e até mesmo um médio-grande em final de carreira, como o Vectra. Ainda pode ser considerada uma picape, como S10 e Ranger. Fato é: na hora de comprar, o que decide é a grana no bolso, e não necessariamente a categoria do carro. E, com a grana no bolso, o consumidor tem optado pelos SUVs. É só olhar em volta para perceber como as ruas estão saturadas com CR-V, RAV4, Captiva, Tiguan, Freelander, Pajeros, ASXs, Outlanders, Santa Fes, Tucsons e todo tipo de SUV que se vende por aí. Os utilitários esportiv...

Aprenderam tudo errado

A Hyundai demorou anos para se atrever a cobrar o mesmo que a concorrência. Pudemos desfrutar de Tucson, Azera, Santa Fe e Veracruz bem mais baratos que os equivalentes de outras marcas até que a empresa se sentisse na liberdade de cobrar caro pelos seus produtos – veja o i30, com preço equivalente aos concorrentes, e o Sonata, que é ainda mais caro. Se dizem que o aprendizado chinês será bem mais rápido que o coreano, ao menos em política de preços ele já é. Após a boa pegada do J3, a JAC já chutou o balde e botou a minivan J6 no mesmo preço da concorrência. Pelo visto, aquele sonho nosso de ver os chineses barateando os preços dos carros e forçando uma concorrência agressiva já foi pro beleléu.

Queremos melhores condições

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A Hyundai decidiu trazer o Veloster ao Brasil. O cupê vem com motor 1.6 16v de alta potência específica – 145 cv e um pacote completo de equipamentos (veja abaixo) pelo preço sugerido de R$ 63 mil ou R$ 66 mil com teto. Muito mais do que dizer se o carro é bom ou não, cabe mais uma vez tirar o chapéu para a Hyundai. É impressionante como as montadoras tradicionais são uns paquidermes, tocadas por uns energúmenos, imbecis preocupados unca e exclusivamente com as vendas do próximo trimestre. O motivo da revolta é simples: é só dar uma olhada nos catálogos das montadoras lá fora para entender como poderíamos receber, via importação, uma série de carros muito interessantes e que ficamos a ver navios. A Argentina, essa potência econômica, recebe o Corvette importado oficialmente pela GM. A Fiat tem na Itália o Panda, um ótimo carro na faixa dos compactos. A Ford e a VW têm uma prateleira cheia de carros desejáveis para trazer. Um concorrente direto do Veloster seria o VW Scirocco, cupê magn...

Uma boa: Sandero automático

Sagaz essa ideia da Renault de oferecer um câmbio automático de verdade no Sandero. E como o que tinha na prateleira era o do Mégane, é um câmbio legal, com quatro marchas bem escalonadas e mesmo opção de troca manual. Bem melhor do que os automatizados que vemos por aí. Nestas circunstâncias, um Sandero automático a R$ 46 mil é uma ótima opção para quem quer descansar o pé esquerdo. O fato das francesas oferecerem opções genuinamente automáticas em seus carros pequenos, adaptando pouca coisa, deixa no ar a pergunta das outras montadoras não seguirem o mesmo caminho. A Fiat não tem automáticos de verdade na linha, o que complica essa adaptação, mas a GM bem que poderia trazer o automático para a Meriva, e a Ford para a linha EcoSport 1.6 e Fiesta – sem falar no Fiesta mexicano, este que não emplaca de jeito nenhum por conta do câmbio manual. Mais absurdo ainda talvez seja a Volks, que tem aquele excelente automático de 6 marchas na prateleira que, com uns ajustes, cairia como uma luva ...

Nem sempre o maior é o mais seguro

Pelo jeito o acidente entre um Porsche 911 e uma Hyundai Tucson na rua Tabapuã, em São Paulo, deu repercussão nacional. Foi a matéria de abertura do Fantástico ontem. Ambos ali foram culpados. É tentador colocar um peso maior de culpa no motorista que estava trafegando a quase três vezes acima da máxima perimitida no local (60 km/h – e quem conhece o lugar sabe que essa velocidade é até meio alta dado o porte e o movimento na rua). Mas a moça também passou um sinal vermelho de madrugada sem dar a atenção devida. Um 911 a 150 km/h não é a coisa mais silenciosa do mundo, e vinha com os faróis acesos. Ela pode não ter visto, ou calculado mal a velocidade do carro, mas errou. Não deveria ter pago com a própria vida, mas nem sempre as punições da vida são justas. É revoltante, claro, ver o dono do 911 pagar fiança e andar solto por aí, mas como o acidente teve repercussão, é até provável que esse cara pegue uma cadeira. Mas o assunto a ser abordado pelo M4R não é esse. Quantas pessoas hoje ...

Água mole

Esta tem sido a melhor discussão sobre preços dos carros no Brasil desde que o M4R começou, mais de oito anos atrás. Não podemos deixar morrer. Aqui mais bons argumentos, com números - incluindo os chineses. http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/07/13/margem-que-embute-lucro-pode-passar-de-100-no-brasil-e-preciso-discuti-la.jhtm Será que o Zé da Quatro Rodas está preparando algo para a próxima edição? Ou o rabo está preso demais?

Bom ponto

Mais uma voz inteligente na multidão. Como é bom ler quem sabe das coisas. http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/07/11/caro-em-tudo-brasil-fabrica-carrocas-que-o-povo-aceita-comprar.jhtm

O império contra-ataca

A matéria a respeito do preço absurdo dos carros brasileiros, que comentamos no post abaixo, teve o grande mérito de chacoalhar a indústria (sorte nossa que não dependemos da paquidérmica Quatro Patas para isso). O próprio portal UOL tem dado boa visibilidade à questão. O colunista Fernando Calmon posiciou-se contra . No texto ele usa argumentos como diferenças cambiais e joga números da ineficiência da produção brasileira a esmo. Faltou embasamento. Ao mencionar o México, Calmon cita o que já falamos aqui, a inundação de carros usados americanos como fator que puxa o preço para baixo. O que causa espanto é o tom que o Calmon dá para esse fato, como se fosse algo ruim. Calmon, permita um pouco de visão capitalista: se uma operação não dá lucro, ela fecha. Mais cedo ou mais tarde, ela fecha. Te garanto que as montadoras não operam em solo mexicano por compaixão àquele país. Então se é possível vender o City lá pela metade do preço que ele custa aqui, e com lucro, venha o argumento que v...

Brasileiro, um idiota

O que vem abaixo é um texto longo e muito revoltante. Este é o trabalho brilhante do Joel Leite em seu blog no UOL Carros, “ O mundo em movimento ”. Joel analisa há anos o mercado automotivo e, embora sempre criticasse os preços altos, decidiu agora compor uma reportagem de verdade sobre o absurdo que é o preço dos carros aqui. Nós do M4R agradecemos imensamente e parabenizamos o Joel Leite por este trabalho. Este é o verdadeiro papel da imprensa: crítica, e não aceitar desculpinha de fabricante como faz a QUATRO RODAS e aquele dublê de fotógrafo colocado como editor. Em itálico, ao longo da reportagem, estão os comentários do M4R. Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os...