Nem sempre o maior é o mais seguro

Pelo jeito o acidente entre um Porsche 911 e uma Hyundai Tucson na rua Tabapuã, em São Paulo, deu repercussão nacional. Foi a matéria de abertura do Fantástico ontem.

Ambos ali foram culpados. É tentador colocar um peso maior de culpa no motorista que estava trafegando a quase três vezes acima da máxima perimitida no local (60 km/h – e quem conhece o lugar sabe que essa velocidade é até meio alta dado o porte e o movimento na rua). Mas a moça também passou um sinal vermelho de madrugada sem dar a atenção devida. Um 911 a 150 km/h não é a coisa mais silenciosa do mundo, e vinha com os faróis acesos. Ela pode não ter visto, ou calculado mal a velocidade do carro, mas errou. Não deveria ter pago com a própria vida, mas nem sempre as punições da vida são justas. É revoltante, claro, ver o dono do 911 pagar fiança e andar solto por aí, mas como o acidente teve repercussão, é até provável que esse cara pegue uma cadeira.

Mas o assunto a ser abordado pelo M4R não é esse.

Quantas pessoas hoje compram SUVs para rodar na cidade, olhando o trânsito de cima e sentindo-se mais seguros? Quantas pessoas acreditam que um jipão vai se sair melhor no caso de um acidente? Quantos donos de Hilux enfiam seu carro na frente dos outros, impondo-se de forma grosseira por meio do tamanho?

Pois bem: a motorista da Tucson, um SUV, morreu. O motorista do Porsche 911 – e quem já viu um de perto sabe que é um carro pequeno e baixo, pouco maior que um Focus – está vivo. De nada adiantou a Tucson ser grande, pesada, alta, e tudo mais.

Muito mais importante do que estar num SUV é dirigir direito. Isso sim previne acidentes.

Comentários

Anônimo disse…
dubstyle seu comentário foi infeliz, primeiro porque existem relatos que o jovem de 36 anos estava alcoolizado (não abordado no post) depois por defendê-lo. Mesmo que não estivesse a 150km/h para uma rua estreita como a tabapua (itaim bibi) é ato de insanidade e total irresponsabilidade. Existe uma recomendação da própria polícia de não parar no sinal vermelho de madrugada, e de fato foi o que a garota fez. É impossivel o olho humano ver um carro na velocidade de 150 km/h (faça o teste a noite). E mais o comentário de que um porche não é a coisa mais silenciosa do mundo, MEUS DEUS basta estar com os vidros fechados e um som ligado para não se ouvir. Resumindo seu post seria mais ou menos assim: ela foi imprudente em não estar com os vidros baixos para ouvir o barulho do porche que passava, ela deveria ter parado no farol sob o risco de ser assaltada como mostram grande parte das estatísticas, culpa dela que não viu o farol do carro, e por fim (como falou o rapaz) bem tipico: "bateram no meu porche". Ou seja, aquela tucson estava no meio do caminho atrapalhando o passeio do jovem trabalhador e sem antecedentes criminais que apenas buscava um pouco de diversão com a chegada do fim de semana. aff..
Anônimo disse…
Não acho que o Dub esteja defendendo qquer dos 2...
O que eu gostaria de colocar é que o Porsche, mesmo pequeno, se utiliza de grande quantidade de aço Boron, por isso seu "pilotóide" não morreu e nem se feriu gravemente... Já o Tucson, além de não usar o aço Boron, foi reprovado em teste feito pela IIHS nos EUA simulando capotamento, ano passado, então o fato de se estar numa SUV realmente não significa muita coisa, agora, o triste consumidor brasileiro (triste pois pensa que é rei, qdo na verdade é enganado -e bem)compra algo pensando ser o "melhor do mundo"... fui...
Anônimo disse…
Minha opinião: Ambos estão errados porque descumpriram regras básicas de trânsito. Para o amigo que citou as recomendações da polícia: Recomendação é uma coisa e LEI É OUTRA. Esta última sim, deve ser cumprida. Se São Paulo é violenta e existe o risco de assaltos, o problema é das autoridades, e principalmente NOSSA, porque somos omissos e coniventes com tudo isso que está acontecendo, e pelos governantes que elegemos. LEI É LEI, MEU AMIGO, NÃO SE ESQUEÇA! A MOÇA TEVE SIM SUA PARCELA DE CULPA, isso é fato!
Sobre o motorista do porsche, nem se fala né. Total irresponsabilidade!
Os fatos devem ser analisados com racionalidade, não com emoção, igual ao que está fazendo aquele zé buceta chamado JOSÉ LUIZ DATENA, um sensacionalismo BARATO E SEM VERGONHA!
Anônimo disse…
Gostaria de saber apenas, como que testemunhas podem afirmar a velocidade do veiculo, de onde saiu este 150? Das testemunhas ou do velocimetro travado, coisa q tb nao serve de prova...
Anônimo disse…
Da perícia, anta!
Anônimo disse…
Anta é a pobre da tua mae,,, Imbecil, o cadaver sequer havia sido removido, e o noticiario ja dava conta da velocidade, do numeral 150, obtido por meio de testemunhas. Veja menos csi e pense antes de escrever lorotas, a pericia se foi realizada, nao concluiria nunca algo assim, de plano, e mesmo q a central eletronica do veiculo grave os ultimos dados, haveria necessidade de ter acesso ao soft da Porche, coisa q nao aconteceria instantaneamente. Abs pra tua mae, se é q vc a conhece, he he
Anônimo disse…
Olha o baixo nível aí, cambada de PORRA!!
Anônimo disse…
É M4R, agora você foi infeliz no seu Post.

Agora é simples: a mulher morreu e o cara não, pois foi atingida na lateral pela frente do Porsche.
Tô na Rede! disse…
Vamos resumir: A moçinha foi estúpida ao atravessar o sinal vermelho, e o sujeito um imbecil ao trafegar em alta velocidade numa via daquelas. Mas duas grandes diferenças devem ser consideradas: a primeira é que o sujeito estava em um sofisticado Porshe, e a moçinha em um lata velha chamada Tucson. E a outra, talvez a que mais contribuiu para o resultado final do acidade, a posição desfavorável da batida no Tucson.
Tô na Rede! disse…
A propósito, vele a pena ler os comentários de Carlos Mauricio Farjoun sobre o tema em questão, do Blog AUTOentusiastas, que juntamente ao M4R, são os melhores que conheço.
Tô na Rede! disse…
http://autoentusiastas.blogspot.com/2011/07/outro-lado-da-historia.html#more

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