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Brasileiro, um idiota

O que vem abaixo é um texto longo e muito revoltante. Este é o trabalho brilhante do Joel Leite em seu blog no UOL Carros, “ O mundo em movimento ”. Joel analisa há anos o mercado automotivo e, embora sempre criticasse os preços altos, decidiu agora compor uma reportagem de verdade sobre o absurdo que é o preço dos carros aqui. Nós do M4R agradecemos imensamente e parabenizamos o Joel Leite por este trabalho. Este é o verdadeiro papel da imprensa: crítica, e não aceitar desculpinha de fabricante como faz a QUATRO RODAS e aquele dublê de fotógrafo colocado como editor. Em itálico, ao longo da reportagem, estão os comentários do M4R. Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os...

Os inúteis da CET

A CET (Companhia de Embaralhamento do Tráfego), uma grande responsável por deixar o trânsito de São Paulo ainda mais caótico, segue numa campanha desenfreada para reduzir os limites de velocidade em determinadas ruas e avenidas da cidade. Já são maioria os corredores que tiveram o limite reduzido de 70 para 60 km/h – na 23 de maio, o maior corredor Norte-Sul, o limite foi reduzido de 80 para 70 km/h. Não que faça muita diferença: durante o dia é quase impossível desenvolver a velocidade máxima em quaisquer destas vias. E isso só agrava o problema: de madrugada, quando o risco de assalto é maior, o limite da via é menor e a exposição a riscos aumenta. A CET apresenta os estudos de redução de acidentes, mas quanto desses acidentes foram causados pela velocidade? Lembrando que a velocidade em si não mata, o que mata é a imprudência. Muito dessa redução de velocidade deve-se à sanha arrecadatória, essa necessidade de multar motoristas para encher os cofres públicos. Uma outra parte devemos...

Teste: Chevrolet Vectra Elegance 2.0 manual

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Tchau. Já vai tarde, na verdade. Próximo ao fim da linha, caiu em nossas mãos um Vectra para testar, no que será o terceiro teste seguido de um GM no M4R (podia ser o terceiro teste seguido de um Aston Martin, mas tá difícil). A sensação é a mesma de quando você encomenda um produto, digamos uma panela, pela internet, e vai abrir o pacote em casa: tchans – lá está a panela igualzinha à foto. O teste foi a confirmação de tudo o que falamos sobre o carro nesses seis anos de produção. Primeiro: o carro é bonito. Era mais ainda na versão original do lançamento, em 2005. A tentativa de colocar a nova grade GM simplesmente não colou, e as rodas também ficaram mais feias. Ainda assim, não dá pra negar que é um carro esguio, elegante e proporcional. Especialmente charmosas são as curvas das portas traseiras na coluna C. Já o acabamento nunca esteve à altura do Vectra II – no entanto, dado o empobrecimento generalizado dos interiores, até que o acabamento do Vectra hoje não é de todo ruim. O to...

Não merecia

A GM prepara a despedida do Vastra (ops, Vectra) da mesma maneira que o anterior: com a série especial Collection, desta vez pintada num belo Verde escuro (chamado de Verde Lotus e que lembra o tradicional British Racing Green) e rodas especiais. Então é chegada a hora de pensar no epílogo desse carro. O Vectra atual foi um carro que o M4R viu nascer , cheio de esperanças. Seria o substituto de um ícone, de um sedã que foi sonho de muita gente. Acompanhando sua fase de projeto por meio de fontes dentro da GM, depositamos um bom grau de esperança no modelo. E quebramos a cara. Feio. O Vectra consolidou num carro tudo de ruim que permeia o pensamento da GM ultimamente. Falamos sobre isso exaustivamente . Os custos tomaram conta do projeto, e o resultado foi um automóvel minimamente melhor que o Corolla à época, e que tornou-se uma simples nota de rodapé quando as novas gerações de Civic e Corolla trucidaram o GM. Os detalhes dessa ruindade você poderá conferir logo mais – celebraremos a ...

Rapidinhas

- Em três dias, avistamos cinco Jettas novos na rua. Sem nenhum embasamento científico, essa é uma marca impressionante, digna do lançamento do novo Gol. Mostra o quanto o Jetta se tornou sonho de consumo de uma população que, no fundo, ama Volkswagen. Mesmo com motor de Santana e suspensão pré-histórica. - Estamos armando um comparativo entre o novo Jetta e o Fusion, pra ver se esse VW é bom mesmo. O Ford já testamos, o VW está mais difícil. - E o povo acha que entende de carro mesmo né. Muitas risadas com os comentários nos sites, em especial o UOL Carros, dos competentes Rodrigo e Eugênio. - Sujeito compra um Azera e sai falando que “isso sim é esportividade”. O outro chama o Audi A1 de Gol com quatro argolas. - Mas o tipo favorito é o que compra o carro e DEPOIS vai na Internet procurar testes sobre o veículo. Aí entra no M4R e se depara com as verdades que escrevemos sobre atrocidades como Vectra GT e S10 e fica todo bravinho. Vai se informar antes... - Está insuportável a quantid...

Esperança

E a Ford baixou oficialmente os preços da linha Fiesta. O catálogo mais completo, com air bag duplo, freios ABS, faróis de neblina, ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico está disponível por R$ 37.900 no hatch e R$ 39.900 no sedã. É exatamente a faixa de preço do JAC J3 e do Turin, a família chinesa da JAC que aparentemente vinha vendendo muito bem, o suficiente para chacoalhar a gigante americana. Resta saber se a Ford vai conseguir mostrar ao consumidor que seus carros estão mais baratos e competitivos com os chineses, já que a excelência no marketing definitivamente não é o forte da Ford. É cedo para afirmar com convicção, mas este parece ser o primeiro sinal de que os chineses vieram mesmo para reduzir um pouquinho as margens estratosféricas de lucro das montadoras por aqui. Quem sabe, em breve, não tenhamos Palio 1.4 e Gol 1.6 vendidos nas mesmas faixas de preço e totalmente equipados, incluindo aí air bag e ABS? Grande notícia para o consumidor.

Genial, André

"Curtir GM é o mesmo que curtir o site da Receita Federal". Genial, André.

Teste: Chevrolet Zafira Elegance 2.0 automática

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Na apuração de dados para a publicação das avaliações de carros no M4R, é prática comum buscarmos outros testes para conferir números e mesmo algumas opiniões. Não costuma ser difícil: existem diversas resenhas publicadas em sites e revistas responsáveis. O teste da Zafira foi uma exceção: tivemos de nos contentar com avaliações de até seis anos atrás, pois não há nada mais recente. Claro: não faz sentido avaliar um carro que parou no tempo. A Zafira que temos por aqui surgiu na Europa há – preste atenção – DOZE anos atrás, em 1999, e está entre nós desde 2001. Em 2005, ganhou o aspecto atual, e depois herdou o motor 2.0 repotenciado para 140 cv, no lançamento do Vectra atual. O nascimento da Zafira no Brasil coincide com o início da decadência da GM por aqui. Com exceção dos importados, desde então a GM não lança um automóvel digno do nome por estas paradas. O que temos em mãos, então, é um projeto brilhante e envelhecido. O brilhantismo da Zafira reside em dois fatores: um, óbvio, é...

Dívida externa

Devendo posts novos por aqui. Alguns testes no forno que devem aparecer por aqui em breve. Enquanto isso, fiquem com o ótimo editorial do Fabrício no Best Cars: http://www2.uol.com.br/bestcars/editorial/352-velhinhos-que-compensam.htm

Vergonha paulistana

Alguns motoristas de má-índole torcem pela expansão do metrô de São Paulo, assim "as ruas ficam livres para meu carro". Não é a visão do M4R: tendo em vista o pouco prazer ao dirigir proporcionado por trajetos curtos e urbanos, apostamos sim numa ampla rede eficiente e civilizada de transporte público para este tipo de locomoção. E é onde entra o grande fracasso que é o metrô de São Paulo. Ou melhor, a malha metroviária. O metrô em si é limpo e bem-cuidado, para os privilegiados que têm sua rota atendida por ele. E são muitos estes privilegiados: o metrô paulistano é o mais cheio do mundo. O aperto e a absoluta falta de condições de civilização são no mínimo vexatórios. Sofremos a incompetência dos canalhas que governaram este estado e esta cidade nos mandatos anteriores. E, dado a quantidade de metrô que precisamos construir, ficar construindo uma linha por vez é de uma falta de visão exemplar. Como se o governo não tivesse gente suficiente para gerir estas construções. E ne...