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Será que a culpa foi a derrota para a França?

Quatro Rodas este mês traz um gráfico com as vendas dos sedãs médio-grandes e grandes nos últimos meses. Não estou com a revista aqui para passar os números exatos, mas Civic tem a liderança com folga, seguido de... Corolla, Vectra, Fusion e Mégane. Civic em primeiro é assaz óbvio. Fusion em quarto, com mais de 500 unicades/mês, é surpreendente, mas não medonho se considerarmos as qualidades do carro mais o público que está órfão de um grande carro americano desde 1983, quando o Landau saiu de linha. Corolla em segundo me intriga. A Toyota tem feito pacotes interessantes de pagamento nos seus carros, mas não tem, ao menos publicamente, dilapidado o preço como a Chevrolet tem feito com o Vectra. Já este tem como consolo o insucesso do Mégane, embora tenha qualidades para vender mais que o defasado Toyota. Já o Mégane definitivamente não deveria estar em último. O carro é muito bom, é bonito, tem uma opção de motorização 1.6 Flex, tem um 2.0 bastante cumpridor, tem troca seqüencial no câ...

Mais um break? Não vai falar de carro não?

Entrei agora no blog de uma amiga. Amiga, não, aliás, nem conhecida é. Nem sei como, mas a tenho no MSN. Enfim, ela é autora de um ótimo blog de moda , assunto sobre o qual não entendo nada, mas sempre reclamo que aquelas modelos são anoréxicas e, se fizessem desfiles no alto de um edifício, todas sairiam voando. O blog é super bem cuidado, escrito corretamente, sem erros de digitação. O template é bem bonito e personalizado. Ou seja, o oposto desse nosso cantinho aqui. Embora, lá no fundo, faça sentido um blog sobre moda ser corretamente apresentado, enquanto um sobre carros tem cara e textura de graxa.

Programa de Qualidade

“It’s interior design and materials remind us why GM is trying so hard to regain the respect of many American buyers. Even the underdog Korean brands are sculpting finer cabins. (…) The plastics on the dash and doors are rock-hard and roughly grained. The air vents feel cheap, as does most of the switchgear. The gauge cluster is all printed on one single panel, the way GM has been doing it since the Reagan administration. GM designers should sit in a Honda or Volkswagen and see how interiors should be done.” Não fui eu quem disse, foi uma revista Americana especializada. A verdade é que redução de custos tem um limite. Há uma história interessante da Mercedes sobre isso. Em 1994, a diretoria do fabricante alemão chegou à conclusão que seus carros eram “overengineered”, termo intraduzível que significa que tudo era calculado com muita precisão e muita margem de segurança nos carros, e isso se traduzia em custos excessivos. O processo de montagem dos automóveis foi refeito, para pior, e ...

Break do elogio

Hoje eu tive de ir ao banco, pagar uma conta. Da Idade da Pedra, mas eu precisava justamente do boleto autenticado para comprovar a uma entidade (essa sim da idade da pedra) que havia pago a taxa requerida - desnecessário dizer que esta entidade é controlada pelo governo. Tendo a opção de pagar em qualquer banco, fui numa agência do ABN Amro Real. No caminho, pensava nos dissabores. Porta giratória, vigia mal-humorado, filas enormes com apenas um caixa aberto. Nada disso. Passei direto pela porta giratória (e olha que estava com um molho grande de chaves no bolso, mais celular e carteira) e fui aos caixas. Outra gratíssima surpresa: o único caixa aberto conversava com outro funcionário do banco. Absolutamente NINGUÉM na fila. Paguei e fui embora. A operação total levou menos de cinco minutos. Como é bom elogiar quem tenta prestar um serviço digno neste país.

Sol da manhã

Abri a Folha de domingo e lá estava a chamada: Teto-solar é valorizado nos carros. Ou algo assim. Já imaginei que tivesse um pauteiro mane entrando aqui no blog e usando minhas idéias. Há, antes fosse. Aquilo era claramente uma matéria paga por uma dessas lojas que instalam tetos solares. Difícil dizer quanto sou contra esse negócio. Mesmo acreditando em tudo que é apregoado pela loja, ou seja, que o teto não tem infiltração, que o acionamento é rápido, e blá blá blá, o resultado final é bem fraco. É só comparar um original de fábrica com uma dessas instalações. Pelas fotos, era possível ver uma espécie de moldura de plástico ao redor do teto, roubando espaço e deixando bem claro que aquilo é uma instalação externa. Que pelo menos a matéria sirva para acordar as montadoras que “esquecem” de oferecer o opcional nos carros mais interessantes das suas linhas.

Gol Rolling Stones

Amigão meu é fã de Citroëns. Gosta dos carros da marca francesa desde que os primeiros AX, BX e ZX começaram a chegar por aqui, bem no início da abertura brasileira aos produtos importados. Na casa dele só dá Citroën: Picasso, Xantia, Xsara. O sonho de consumo, não poderia deixar de ser, é um C5. Enfim, o Xsara dele já estava meio velhinho e ele trocou num C3. Opção única, na verdade, se você é um rapaz novo como ele e quer um carro da marca. O hiato entre a descontinuação do Xsara e a vinda do C4 deixou o compacto como única opção. E ele foi logo pras cabeças: escolheu um topo de linha, 1.6 16v, preto, banco de couro, um milhão de opcionais. Tirou da concessionária e levou na loja de tuning: colocou roda aro 16”, lanternas cristais e fez um som digno de orquestra – não vi ainda, mas o som do Xsara antigo dele era de fazer sombra à sala São Paulo tanto em acústica quanto em potência. E lá está ele, todo pimpão, mostrando o carro aos amigos. Tem isso, tem aquilo, aquilo outro. E um dele...

Criteria

É impressionante o número de critérios sem relação com a dirigibilidade do carro em si que são levados em conta na aquisição de um novo automóvel. Para muita gente, faz mais sentido colocar critérios lógicos e objetivos na frente, como manutenção, consumo e preço do seguro, do que o prazer ao dirigir. É certo que cada um encara o automóvel de um jeito. Para muitos, é somente uma maneira de ir e vir e, nesse caso, critérios objetivos fazem a diferença na decisão entre um ou outro modelo. Hoje em dia, considero meio relativo se utilizar o critério manutenção na compra de um carro. É certo que alguns modelos têm peças mais caras que outros, mas, de uma maneira geral, a manutenção de carros mais novos é rara e cabe dentro de um padrão simples de revisões periódicas de custo pequeno se comparadas ao valor total do veículo. Desconfio de todos que compram Volkswagens pela sua confiabilidade. Isso era muito verdadeiro quando o Fusca era a alternativa a Fords e Chevrolets dos anos 50 e 60. Hoje...

Quando o sol se for...

Impossível comprar um carro 0 km com teto solar nesse país. Ok, não é impossível, mas que é complicado, isso é. Para ficar nas quatro grandes (até porque Renault, Honda e Toyota não oferecem o acessório em nenhum modelo, falta significativa para Mégane, Civic e Corolla), as opções são: - na Fiat: Idea e Stilo – não chequei o Marea, e acho que nem precisa. O Idea 1,4 com SkyDome é, provavelmente, o carro mais barato à venda no país com teto solar. Em ambos os casos não são modelos tradicionais, são equipamentos “diferenciados” e que por isso mesmo , muito mais sujeitos a quebras. Vale lembrar o SkyWindow do Stilo da 4R, que quebrou duas vezes em 60 mil quilômetros. Péssimo para um opcional de 6 mil reais. Eu prefiro aqui os modelos tradicionais, e por isso não consideraria nenhum dos modelos da Fiat. - Ford: Focus Ghia, hatch e sedã, e Fusion. Para mim, são os carros mais interessantes entre os que dispõem do opcional. Problema é a má vontade: teto solar é o ÚNICO opcional no Fusion, a ...

Honda Civic EXS

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Quem diria: o pequeno Civic está bombando. No editorial mais recente, o BCWS comenta alguns exemplos de carros que tiveram ágio na época de seu lançamento, e é possível traçar um denominador comum a todos eles: foram carros inovadores e atualizados. Tanto Brasília, Fusca e Corcel II, numa época de poucos lançamentos, até os revolucionários JK 2000, Corsa Wind, Vectra de segunda geração e, agora, o novo Civic. Nem todos os bons carros tiveram ágio, mas é certeza que todos os carros com ágio eram bons. Os números de vendas me surpreenderam: o Civic foi o nono carro mais vendido do mercado em junho, à frente do Corolla por 800 unidades e do Vectra por 1200 – o que mostra ainda que o Vectra não consegue desbancar nem o defasado Corolla. Parabéns, GM. Esse é o caminho da derrota. Acabei de voltar da minha migração anual para Campos do Jordão. Em termos automobilísticos, a cidade está bem fraca. Estandes com test drive, só Honda, Toyota e Peugeot. Como não fazia sentido dirigir o 307, o Coro...

Pausa do mundo automobilístico

A apatia da seleção brasileira foi um reflexo da apatia do nosso povo. Aqui sempre se dá um jeito, se encaixa tudo, não precisa levar a ferro e fogo, há uma grande faixa cinza entre o preto e o branco. Ninguém vai às ruas protestar contra o mensalão. Ninguém vai às ruas protestar contra a decepção deste governo. Mesmo entre os caras-pintadas existiam muitos jovens achando que aquilo era uma balada a céu aberto, e não um importante movimento popular. Nós não somos um povo que marca. Nós não somos um povo guerreiro, desbravador. Os argentinos vão às ruas fazer panelaços contra o governo. Os argentinos dão uma banana ao FMI e assistem ao crescimento exponencial da sua economia. Os argentinos podem não jogar com técnica, mas sempre jogam com raça. Desde a Copa de 90 a marcação se tornou um pilar fundamental para se ganhar uma Copa. E esse é um dos motivos pelos quais as seleções africanas têm falhado. Em 94 o Brasil jogou com a vontade de quem estava há 24 anos sem ganhar. Jogadores limita...