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GM Montana Vi uma ontem na rua, provavelmente pré-série, mas com placas de rua normais e sem disfarces. Para quem não está atualizado, Montana é o nome da nova picape Corsa, agora com a mesma aparência da família. O resultado ficou interessante. Mal vi o carro, mas pude perceber que ele ficou mais largo, com a caçamba mais longa e protuberâncias sobre as caixas de roda traseiras que lhe dão a impressão de pertencer a um segmento superior. A frente é a mesma dos novos Corsa, ao passo que a traseira não pude ver direito. Chamam muito a atenção as entradas de ar na altura da caçamba, solução polêmica que com certeza encontrará o seu nicho de apreciadores entre os fanáticos por desenho agressivo. Alguém comentou no BCWS que a picape Corsa foi um fracasso de vendas do começo ao fim de sua produção. Discordo: fracasso foi a Courier. A Corsa pode não ter atingido os patamares de vendas de Strada e Saveiro, muito recomendadas para frotistas pelas suas qualidades de preço e carga, no pri...
Coluna de Roberto Nasser "O jornal inglês Daily Telegraph elegeu o Peugeot 206 como o mais “gay“ dos automóveis. Em progressão, o sítio Club Auto Raimbow, para motoristas homossexuais, elegeu o 206 CC, o bem bolado cupê-cabriolet, é o “Carro Gay do Ano”. A população homo e simpatizantes é hoje sensível fatia do mercado de bom poder aquisitivo."
Carros ingratos Mas como um carro pode ser ingrato? Bom, para você conceder o dom da ingratidão a um automóvel, você tem que acreditar que forças mais poderosas regem a sua vida e a dele, e não apenas que ele é um monte de aço, vidro e borracha pronto para te transportar. Qualquer um que já tenha falado com o carro sabe do que estou falando. Pois bem: um carro ingrato é aquele que, apesar de todos os cuidados, dá problema. Acho que todo mundo já teve um desses na família. Na minha casa foi um Voyage 1.6 Plus 1986 a álcool. Era carro de garagem; rodava pouco e sempre pelos limites urbanos. Seus pneus eram calibrados com freqüência e ele sempre abastecia no mesmo posto, numa época em que o combustível adulterado não era uma preocupação. Nunca foi forçado nem utilizado em corridas ou rachas. Sinceramente, acho que nunca pegou uma estrada de terra. E aos 20 mil km, fundiu o motor. Lógico, existem explicações mecânicas. A ventoinha saiu com um defeito de fábrica que fazia com que el...
Palavras sábias “Quem tem R$ 22 mil para gastar em um carro não vai comprar um Gol. Ele compra um Fiesta ou um 206.” A frase não é de nenhum analista da indústria, e sim do próprio presidente da Volkswagen do Brasil, o engenheiro inglês Paul Fleming, em entrevista concedida à Folha de São Paulo no último domingo. Na gíria, Fleming chegou causando. Sua missão era (ainda é) transformar uma empresa que já deteve mais de 70% do mercado e que amarga o 3º lugar em vendas em um bólido ágil e com produtos atraentes. Na mesma entrevista ele expõe uma certeza: “Em dezembro a VW será líder de mercado.” Todos os ovos da VW apostam em uma única cesta, o Fox. Não é uma cesta que me inspira confiança. Foi como Bob Sharp indiretamente apontou na sua matéria de apresentação do Fox para o BCWS: “tem o símbolo da VW.” É de se pensar; se o Gol é líder absoluto em vendas, um projeto moderno como o Fox, adornado da aura VW, tem grandes possibilidades, e tem mesmo. Mas a ponto da VW apostar todas as su...
Bandeira zero Sou fã de Roberto Nasser desde que o conheci, através de sua primeira coluna no BCWS, há muito tempo atrás. Acredito que ele seja um jornalista sensato, imparcial, que tem excelentes fontes no mercado e não hesita em antecipar informações, além de possuir um estilo de escrita próprio e muito interessante. Na última publicação, Nasser passeia por toda a inadequação de diversos veículos que rodam no Brasil, como Vectras automáticos para a polícia (difícil pensar em algo mais sujeito a quebras), ambulâncias a diesel (mais de uma vez andei mais rápido que uma ambulância de sirene ligada apenas mantendo-me à velocidade máxima permitida; essas vans demoram para acelerar e não podem usar o embalo na cidade) e carros de táxi a gás. Não questiono o modus operandi da categoria. A gasolina é sim absurdamente cara e, para eles e para o meio ambiente, a conversão a gás é mais do que uma opção, é uma necessidade. Infelizmente. A corrida de táxi em São Paulo é um assalto a mão ar...
Apaixonado por automóvel Bob Sharp acaba de publicar uma coluna no BCWS a respeito da paixão do brasileiro por automóveis, e justamente questionando-a no sentido que brasileiros muitas vezes maltratam seus veículos. No fundo achei a crônica uma maneira de Bob Sharp extravasar tudo que lhe incomoda no trânsito, sem ponderar o que é errado ou não. Ele faz críticas veementes ao uso do engate (com as quais concordo) e ao Insulfilm (com as quais discordo, exceção feita aos muito escuros), entre outras. Na minha opinião, brasileiro é sim apaixonado por carro - não todos, mas boa parte - mas é ignorante sobre o assunto. Daí podemos deduzir uma série de ações que vemos no dia-a-dia, que vão muito além do simples não ler o manual (para mim, aliás, é muito prazeroso ler o manual do seu carro novinho), como passar com uma roda de cada vez em lombadas e valetas, sendo que o certo é atravessá-las com as rodas paralelas, de maneira a evitar torções excessivas no monobloco. Ou ainda não estar c...
Golf novo Acabei de ver as fotos do interior do Golf novo. Fiquei com uma pontada de decepção pelo design ser bem parecido em relação ao atual - o controle dos vidros elétricos na porta do motorista é igual. Mas a impressão geral foi essa: "Chegou o novo padrão" Exatamente como o mesmo Golf já fizera em 98. Quero só ver o Astra.
VW Fox Não gostei do nome. Soou estranho. No mundo automobilístico brasileiro, Fox ainda é muito associado ao Voyage nacional que, após 3 mil modificações (o número é esse mesmo), seguia para os EUA. O nome em si não é ruim, problema é estar associado a um produto que não foi exatamente um sucesso. Gosto muito dos nomes da linha GM, à exceção do Celta. Corsa, Astra, Vectra, Zafira, Omega, mesmo a Meriva. Todos terminados em a, têm uma conotação de futuro e passado muito interessante. Mas voltando ao Fox/Tupi: será que dessa vez vai? Na minha opinião, a melhor parte do lançamento do carrinho será o barateamento da linha Gol. Será que finalmente teremos Gol GIII a 15 mil? Gol bolinha a R$ 13 mil (seria o fim do Mille)? Gol 1.6 a R$ 21 mil - ou menos, já que este será o preço de entrada do Fox? Ou o Gol vai ficar vagando numa faixa de preço que não é a dele, como a VW já fez para micar outro excelente produto, o Bora? Eu achei o Fox estranho, por dentro e por fora. Minhas fontes ...
Conforto x Prazer ao Dirigir Meu amigo teve o grande prazer de ser convidado, no último sábado, a fazer test-drives na linha 2004 dos importados da Mercedes-Benz (ou seja, os Classe A ficaram em casa). Ao dirigir a S 500, um dos sedãs mais refinados do mundo, “você não tem mais noção da velocidade. A 180 km/h, é como se você estivesse a 50. O silêncio é absoluto e o carro não oscila nem sai do asfalto.” As palavras são dele. Como já disse aqui, o melhor carro que eu já dirigi até hoje foi um Ford Mondeo. Lógico que fiquei impressionado. S 500 é sonho de consumo, carro que mal se vê nas ruas e que custa bons meio milhão de reais. Compete com automóveis espetaculares, os melhores exemplos de beleza, tecnologia e engenharia que não os super-esportivos: BMW Série 7, Audi A8, VW Phaeton. Mas são automóveis projetados para quem vai atrás, e não na frente. O vendedor da Mercedes fez questão de mostrar ao meu amigo um botão que, acionado do banco de trás, empurra os bancos dianteiros para ...
Alfa Romeo Que enfie a cabeça em uma jarra de álcool queimando quem não achar o Alfa Romeo 147 bonito. Não causou o impacto e a surpresa das obras de arte 156 e principalmente 156 Sportwagon, mas é belo e conjuga elementos clássicos das Alfas e do design italiano como um todo. Por dentro é muito bem acabado e, com aqueles instrumentos redondos, passa uma sensação de esportividade que poucos podem igualar. Mas é só sensação. 140 cv ninguém merece. Quer dizer, não num carro de mais de R$ 120 mil. Ainda mais com o genial câmbio Selespeed, com acionamento no volante e o mesmo número de marchas de um Fusca 1972: 4. A sensação é uma delícia, mas o real tapa na nuca não vem. E aí até um Marea, a um terço do preço, entrega mais. O que me leva a pensar: essa não é a primeira Alfa sub-potente a sair de fábrica. À exceção das 156 GTA, todos os outros modelos atuais (até o 166) padecem de motores inferiores se comparados à concorrência. Será falta de confiança no comportamento dinâmico? Ou me...