Acessibilidade

Se existe um momento no qual o capitalismo brilha acima de todas as coisas é quando há uma concorrência de verdade no mercado. Faz bem pouco tempo e equipamentos como motores V6, air bags laterais e de cortina, câmbio de seis marchas e telas sensíveis ao toque estavam restritos a caros importados europeus e japoneses. Mas a Ford e a Hyundai acabaram com isso.

 

Quem começou foi a Ford, com os descontos progressivos aplicados ao Fusion. No preço original, de 83 mil reais, já era um pacote atrativo em tamanho e equipamentos em relação à concorrência. E o preço foi baixando, baixando, e o carro ficando mais acessível. Mesmo hoje, com o novo Fusion já lançado, comprar o antigo por 65 mil reais é um excelente negócio.

 

A Hyundai veio junto. É uma marca que tem como política cobrar mais barato por produtos similares – o que faz total sentido, pois falta a ela a credibilidade de uma montadora europeia, japonesa ou mesmo americana. O Azera já chegou a ser vendido a 130 mil reais – e nem os funcionários da marca deveriam comprá-lo nesse preço – e hoje é vendido oficialmente a 75 mil. Goste-se ou não do estilo e da marca, é um senhor carro em construção, equipamentos e motorização.

 

O resultado é que o Omega, hoje, sai por 120 mil reais oficialmente – já custou 20 mil reais mais que isso – e a mesma GM trouxe ao Brasil a Captiva, outro caso de excelente custo-benefício, não fosse o ágio que faz a V6 sair por mais de R$ 100 mil.

 

Já o novo Fusion vem para consolidar esta categoria de sedãs luxuosos. A aspiração máxima do brasileiro deixou de ser um Civic ou Corolla e passou a ser um senhor carro, mais de 200 cv, mais de 30 kg de torque, e um amplo espaço e dotação de equipamentos. Não acho que pedir R$ 100 mil pela opção V6 seja exageradamente caro, mas R$ 85 mil estariam bem cobrados. É provável que ele custe isso em breve.

 

O mais importante do novo Fusion nem são as qualidades do carro – que são muitas, à exceção a meu ver do design, que piorou -, mas o fato de ele representar definitivamente a existência de um segmento esquecido no Brasil desde o Opala, o dos sedãs grandes com seis cilindros e preço relativamente acessível (coisa que o Omega nunca teve).

Comentários

Conrado B. disse…
Dub,

Ja leste esta reportagem da Revista 4Rodas? Eu queria que esse tipo de informação saisse no Jornal Nacional, o povo é muito burro por aqui. http://bit.ly/SzZKb
Quero comprar um carro pra mim, e está muito difícil, os que estão na faixa do que eu quero pagar, não valem o que custam.
Dubstyle disse…
Conrado, mesmo antes dessa reportagem sair eu já escrevi sobre essa hipótese aqui no blog. Os impostos têm muita culpa, mas eles são iguais para todos os carros (de mesma categoria). Tem muita, mas muita ganância no bolo. Nada explica o Fiesta 1.6 completo ter caído de preço, de repente, de 42 mil para 34 mil como ele é vendido hoje, sem ser a gorda margem de lucro.

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