Que demora!

Caros e caras, desculpem a demora. Feriados mais dias atribulados levaram a essa ausência não-programada.

Passei um bom tempo nesta semana pensando no Civic LXS, o carro que analisei aqui há pouco. Por um lado, qualidades de produto irrepreensíveis – suspensão bem acertada, câmbio justo e preciso, pedais de curso curto, volante preciso e rápido nas respostas (embora ainda um tanto pequeno demais para meu gosto), acabamento excelente, em especial na precisão da montagem das peças e no acionamento dos botões.

No entanto, a lista de equipamentos do carro é sofrível. A Honda cobra, e caro, pelo fato de ter um produto claramente superior em termos mecânicos. Colocar lado a lado a lista de equipamentos de um 307 e de um Civic LXS chega a ser ridículo, o Honda parece um Celta. Ar digital? Iluminação nos espelhos de cortesia? Dobradiças pantográficas? Computador de bordo? Mostrador de temperatura externa? Repetidores dos piscas? Tudo isso é de série no 307 sedan Feline, a versão intermediária que compete com o Civic nesta faixa de preço dos 65 mil reais, e já avaliado aqui em outra oportunidade. O Civic não tem nada disso.

É o caso de se mensurar com cuidado o que é importante para você num automóvel. Eu prezo qualidades mecânicas e entendo que o Civic me entrega hoje uma dirigibilidade e uma confiabilidade sem iguais no mercado. Eu topo, então, abrir mão destes opcionais sem dúvida convenientes para possuir um carro que me envolva mais ao dirigir. No entanto, conheço gente que não se conformaria em gastar 65 mil reais num carro sem os equipamentos mencionados acima, e que portanto desconsideraria o “pelado” Civic em prol de algo mais completo.

Da maneira que vejo, hoje, temos numa ponta do espectro os franceses 307 e C4, completos, mas sem envolvimento do motorista e com pouco respaldo em termos de confiabilidade, e na outra Civic e Corolla, mais pelados, porém com mais atrativos mecânicos (embora o Corolla não seja nenhum driver’s car). No meio fica o Vectra, com opcionais interessantes, mas uma plataforma velha e um motor mais velho ainda, que inviabilizam a compra. E não me falem do Bora, tô de mal com ele.

Como, então, conciliar equipamentos e mecânica no mesmo pacote? A solução deve vir no final do ano, e atende pelo nome de Focus MkII, ou o Focus europeu. É uma pena que a Ford fique ocupada em remodelar o EcoSport e não traga o carro logo para resolver de uma vez com esse problema.

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