Postagens

Novos GM

A GM do Brasil aproveitou o lançamento do Tracker para se reapresentar institucionalmente. Mudou o slogan - agora é Find New Roads - e começou a bater bumbo pelo fato de ter lançado 10 novos carros em 20 meses, ou algo assim. O M4R reconhece que a linha da GM melhorou muito em vários quesitos, mas talvez nem tanto assim. Vejamos: Celta e Classic estão fazendo hora extra há anos. Apertados, posição torta de dirigir, câmbio impreciso, poucos equipamentos, já não deveriam estar mais entre nós. Onix e Prisma, por sua vez, ganham destaque. Design atualizado, bom espaço interno, bom comportamento e um pacote de equipamentos muito interessante, com destaque para a central multimídia MyLink e o câmbio automático de seis marchas disponíveis nas versões de topo - o câmbio é um tapa na cara das montadoras que empurram essas porcarias monoembreagem nos carros pequenos e também fala grosso com o HB20 e seu câmbio de quatro marchas. O Cobalt é uma alternativa válida no segmento dos sedãs simples com...

Boas novas

Tem uns carros bem interessantes à venda no Brasil hoje. Muita coisa atualizada com o primeiro mundo. Quem opta por New Fiesta, Fusion, 500, Bravo, Punto, Jetta, Cruze, Sonic, 208, 308, 408, C3, toda a linha DS, Fluence, Civic, Fit, City, HB20 está levando pra casa um produto atualizado e coerente com o que se vende lá fora. Existem outros não citados, como Logan, Sandero, Focus e Corolla, que em breve voltarão a esta sintonia. E isso pra ficar só na maioria dos carros à venda hoje, abaixo de 100 mil reais. Existem outros projetos locais, como Gol, Fox, Onix e Prisma, que não ficam a dever com os compactos lá fora. Sobra uma minoria de carros de projeto fraco ou precisando de atualizações, como Palio, Siena, Palio Weekend, Uno, Polo, Golf, Ka, Fiesta, Agile, Monstrana, Etios, que comprar um a esta altura do campeonato é um desperdício de dinheiro. Nossos carros podem ter deixado de ser carroças; o problema agora é que continuam custando seu peso em ouro.

Os vendidos

Em teoria, a imprensa automotiva existe para informar o cidadão sobre os modelos disponíveis, seus preços e passar um veredicto se determinado automóvel é bom ou não, que motor leva, quantos cavalos, porta-malas, acabamento, e por aí vai. Pelo menos era assim quando isso ainda era levado a sério. Hoje a imprensa automotiva é um lugar onde jornalistas mal-pagos, recém saídos da faculdade, podem passear em carrões em troca de um texto curto e mal escrito, supervisionado por um editor que já deveria ter se aposentado. E tem também os jornalistas que deveriam estar aposentados, mas sobrevivem às custas de sites de blogs de qualidade altamente duvidosa, sem anúncios, mas que se pagam pois o jabá de ter carro novo para dirigir toda semana é uma tremenda economia em termos de seguro e IPVA. E quem sustenta os impressos, pelo menos, são as fartas verbas de mídia das montadoras, que por sua vez são justificadas ano após ano pelas matérias mal escritas, elogiando qualquer porcaria que cheg...

Teste: Ford Mustang V6 Conversível

Imagem
Respondendo já de cara aos apressadinhos. Sim, vamos publicar o teste de um Mustang V6. Pois é, não é V8. Nem tem compressor. Nem tem 500 cavalos. Sossegou aí na poltrona? Se não, sempre tem teste do Agile na Quatro Rodas pra te ajudar a passar o tempo. Bom, agora podemos começar. Recentemente publicamos o teste do Citroën DS4, bom carro que sofre de dois problemas: alto preço e falta de carisma. Pois se tem um diferencial entre vários carros bons atualmente é o quanto de carisma eles têm. Veja o caso do recém-lançado Fusca. Carisma de monte, e acompanhado de um ótimo carro a um preço dentro de um contexto. Pimba: sucesso de vendas. O mesmo vale pro 500 e pro MINI. Aliás, essa coisa do carisma está ficando tão séria que até nomes como Escort e Santana estão sendo cogitados para futuros carros que, vamos e venhamos, pelo que vimos até agora vão ser daqueles sedãs bem sem graça. Em termos de carisma automotivo, talvez nenhum carro supere o Mustang. Vejamos: o Camar...

Teste: Citroën DS4 1.6T "Prince"

Imagem
História interessante, a da Citroën. Até bem pouco tempo atrás, talvez final dos anos 90, uma marca atrevida e inovadora. Pareia-se ombro a ombro com a Lancia em termos de carros revolucionários (e lembremos que a Lancia foi eleita pelo Top Gear como a marca com o maior número de modelos avançados lançados em sua história). Na Cit, não precisamos vasculhar muito. Basta lembrar do Traction Avant, primeiro carro tração dianteira produzido em massa; o 2CV, carro simples, mas de soluções técnicas de alto nível. Mais recentemente tivemos todos os carros com a suspensão pneumática, aliando conforto de Crown Victoria a estabilidade de Lotus Elise; vários modelos históricos como XM, Xantia e C5 foram equipados com este recurso. Esta história é rica o suficiente; mas falta a cereja do bolo. É o Citroën DS, carro lançado em 1955 e aposentado 20 anos depois. Veja bem: 1955. Neste ano, o suprassumo era a Mercedes 300 SL asa de gaivota, com freios a tambor nas quatro rodas e inovação m...

Um país cordial

Recentemente o portal iG deu destaque a algumas matérias mencionando a impressão dos estrangeiros que vêm morar no Brasil em relação ao nosso país. Muitas coisas interessantes, e um ponto em comum aos vários relatos chamou a atenção: a cordialidade do brasileiro. "Brasileiro diz que vai visitar a pessoa mesmo que não tenha a menor intenção de fazê-lo. Não é falta de educação, é não querer magoar quem está convidando". Este tipo de atitude deixa o brasileiro complacente com o próximo. O que pode ter algumas vantagens, mas também desvantagens que nem sempre enxergamos. E aqui nos referimos especificamente a achar "tudo bem" uma outra pessoa fazer bobagem. Vamos pegar o péssimo atendimento em concessionárias, para ficar no tema do blog. Com honrosas exceções, o vendedor hoje é um tirador de pedido, um entendido em financiamentos que tem zero conhecimento dos produtos que vende. E o comprador acha que tudo bem, afinal é um trabalho digno, coitado, não teve oportunid...

Teste: Ford Fusion Titanium 2.0T Ecoboost

Imagem
Já faz tempo que as montadoras procuram elaborar “o carro global”, um único modelo vendido nos quatro cantos do planeta. Uma das primeiras tentativas da GM foi o Opel Ascona, que conhecemos aqui como Monza. Um carro global permitira à empresa imensa economia de escala, redução de custos, negociações agressivas com fornecedores, e investimento em um só projeto. Mas na prática o buraco é mais embaixo. Europa e Estados Unidos, os mercados mais relevantes, têm gostos muito diferentes. O próprio Ascona, que na época era um médio na Europa, nos EUA era considerado pequeno, carro de entrada. Até hoje, os exemplos de carros globais são modelos de baixo volume, se considerarmos a escala global, como as BMW e Mercedes. As japonesas não descobriram a chave do verdadeiro sucesso na Europa – Civic e Corolla por lá são raridade. E veja a ironia: a Volkswagen vende milhares de Golfs na Europa, enquanto nos EUA o que vende mesmo é a versão sedã, o Jetta – por sua vez um estranho no velho con...

Agradecimentos

Aos que comentaram na matéria dos dez anos do M4R, nosso muito obrigado. Deram um gás que este blog precisava. Como agradecimento, um teste especial vem aí.

M4R: dez anos

O primeiro post deste blog é de 21 de março de 2003.  Uau. Se me dissessem que ia durar dez anos, não teria acreditado na época. Também não teria acreditado que o layout permanece igual durante todo esse tempo. E provavelmente não teria nem começado se soubesse que, dez anos depois, este blog estaria num lugar muito parecido com o que começou, ao menos financeiramente. A grande conquista foram os leitores. Alguns assíduos, outros menos, com certeza quase todos decepcionados com a falta de atualizações. A vocês, um agradecimento sincero. É um blog amador, escrito de forma caseira, que nunca gerou um real sequer de lucro. O que é bom – permite escrever nossa opinião tal e qual, sem o rabo preso com ninguém – e ruim – se estamos viajando, ou ocupados, o número de posts despenca. Como parte deste post comemorativo, explicaremos um pouco mais as andanças deste blog ao longo dos anos. Tentativas de ganhar dinheiro Durante algum tempo, especialmente pelos idos de 2008-2010, h...

Funk ridículo

Aqui  você encontra a resposta da BMW ao lek lek lek da Mercedes. A ideal seria com música clássica, e o final "porque nossos clientes têm classe", mas somos obrigados a concordar que esta idéia é mais inclusiva. Pode não ser oficial, mas é ótimo.