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Hyundai HB20

HB20 é o nome do compacto da Hyundai que vem pra competir com Palio e Gol. E não se enganem: carros assim são o forte dos coreanos, muito mais que os SUVs pelos quais são conhecidos por aí. A estratégia dos produtos também é diferente: Santa Fe, Vera Cruz e Azera – os Hyundais acima de 100 mil – são atraentes pois são mais baratos e mais equipados do que os sedãs/SUVs equivalentes de outras marcas. Mesmo bem mais caro, o Azera atual ainda é significativamente mais barato que Camry, Accord, e os alemães parecidos em preço não têm o porte, equipamentos ou motorização do Hyundai. Em miúdos: ainda é uma proposta de custo-benefício. Já os Hyundais abaixo de 100 mil (e muito possivelmente os futuras gerações dos Hyundais mais caros) vêm com preço equivalente aos similares nacionais e importados. O i30 não é significativamente mais barato que o Focus, o Elantra é da mesma faixa de Corolla e Civic, o ix35 compete com RAV4 e CR-V. Aqui o fator determinante, para a Hyundai, é a qualid...

Ainda sobre preço

Mais uma boa opinião sobre os preços de carros no Brasil, de quem tem boas fontes sobre o assunto: http://carros.uol.com.br/colunas/alta-roda/2012/09/04/carro-e-caro-no-brasil-por-conta-do-real-impostos-e-juros.htm

Impressões: Toyota Etios

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Há algum tempo elogiamos no M4R a estratégia de marketing da VW quando do lançamento do Golf 4,5. Mesmo com produtos ruins na mão, a turma se esforça para tirar leite de pedra. Foi assin no lançamento do Etios, da Toyota. Um show tecnológico com projeções de imagem, música, cadastro para pré-vendas e test drives. Tudo bonito, eficiente, correto. Muito bem feito. Só faltou uma coisa, um banheiro. Para as pessoas vomitarem após ver o carro.   Dizer que o Etios é feio é sacanear a palavra feio. O Etios leva o segmento dos sedãs espaçosos e mal desenhados – Logan, Cobalt, Versa, Grand Siena – a novos níveis de horror. A frente é achatada; a lateral é desproporcional; a traseira usa elementos de design redondos de vinte anos atrás. Por dentro, o que se esperava de um compacto japonês: muito plástico duro, tecidos ásperos, e um desenho totalmente sem criatividade. As poucas ideias diferentes, como o cluster central e a maxi-tampa do porta-luvas, são mal executados: o prim...

A pressão continua

http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2012/08/31/carro-novo-feito-no-brasil-ja-chega-defasado-e-expoe-nosso-atraso.htm A pressão continua. O artigo também responde em parte o comentário do T.G no post abaixo. O governo pode e deve balancear o mercado. Se tivesse alguém com três neurônios na equipe governamental, já tinha dado um jeito de tirar essas carroças do mercado. Pagar 60 mil reais num Golf é caro. Pagar 60 mil reais num Golf com mais de dez anos do lançamento é abusivo.

Um dia...

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/08/31/chevrolet-camaro-custa-nos-eua-menos-que-palio-weekend-no-brasil.jhtm E a presão aumenta. Vamos explicar como funciona. Quando o item discutido na imprensa é polêmico, e abrange várias ou todas elas, as empresas se escondem atrás das Associações de classe. É isso mesmo, se escondem. Fiat, Ford, VW, GM, as outras, não vão se pronunciar oficialmente. Vão ficar mudinhas e caladas atrás da Anfavea, a Associação dos Fabricantes de Veículos, presidida pelo Cledorvino Bellini, que também é presidente da Fiat. Não é privilégio das montadoras. Quando o Brasil mudou os padrões de tomada, as empresas de eletrodomésticos eram totalmente contra. Mas ninguém viu Brastemp, Electrolux, LG, Samsung ou Philips se manifestarem. Quem falou foi a Eletros, a associação de classe. É sempre assim. Então infelizmente vamos continuar ouvindo ladainhas e boçalidades da boca dos representantes da Anfavea. Nenhuma montadora vai se adiantar ...

Remédio amargo

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Muito bom o vídeo acima. O maior mérito é divulgar o absurdo do preço dos carros no Brasil. O apetite das montadoras foi inclusive capa do jornal "O Globo" de hoje. Margens de lucro simplesmente estratosféricas. O vídeo patina em dois pontos. O primeiro é chamar o Gol de carroça - o Gol é o melhor compacto do Brasil e sem dúvida compete de igual para igual com outros compactos no mundo. A versão 1.0 pé-de-boi existe justamente porque os carros no Brasil são caros - é uma oferta mais barata. Se os carros tivessem preços acessíveis, esta versão não existiria. O outro vacilo é não oferecer solução; convenhamos que andar a pé ou de bicicleta não é viável para a maioria da população. As margens de lucro são justamente altas porque todo mundo quer o seu carrinho. Alta procura, preços sobem. E a solução não é fácil mesmo. Poderia vir de ações governamentais, mas com o bando de jumentos no poder vai ser difícil. A bolha só deve estourar mesmo na próxima crise econômica severa...

NBSR - Cruze hatch

Do iG: Indo direto ao ponto, o Cruze hatch é o carro mais caro de sua categoria e a montadora não tem vergonha de assumir isso e tampouco faz questão de voltar a liderar o segmento, como fez durante anos com o Astra. E claro, há uma desculpa para isso. “O Cruze Sport6 é o carro mais equipado de sua classe desde a versão de entrada. Buscamos clientes que desejam um veículo de ponta”, apontou o confiante Gustavo Colossi, diretor de marketing da GM no Brasil, durante a apresentação do produto. Ele não exagerou. Veículo de ponta nessa faixa de preço tem SUSPENSÃO TRASEIRA MULTILINK. Eixo de torção, como no Cruze hatch, não.

"ah, deixa pra lá..."

Com o final dos Jogos Olímpicos e a certa frustração generalizada com o desempenho do Brasil, muito se perguntou sobre o que diferencia uma nação vitoriosa de uma com menos sucesso nestas atividades. E várias razões são muito válidas, mas uma delas sobressai: a vontade de fazer direito. Os Estados Unidos, provavelmente com o melhor histórico nesta questão, são o país da competitividade, onde o segundo é o primeiro perdedor. Esta mentalidade chegou à China, país que abraçou o capitalismo com vigor e agora é uma potência mundial também nos esportes. Não é à toa que ambos lideraram os quadros de medalhas das Olimpíadas neste ano e devem estar no topo ainda por muitos anos. De forma geral, este não é o comportamento do brasileiro. O brasileiro não é o cara faca nos dentes. Não é o cara que quer chegar em primeiro sempre – e quando aparece um desses, como o Ayrton Senna, vejam o sucesso. Para o brasileiro, “assim tá bom”. O que lembra um episódio do Top Gear criticando algum ca...

Preço é uma coisa; status é outra

Teve certa repercussão a matéria da Forbes criticando os preços altos dos automóveis no Brasil. Aliás, não é matéria: é a opinião de um colunista/articulista, portanto sem muito embasamento que não a comparação direta dos preços. Parte do que foi escrito é conhecido e notório de quem gosta de carros. Pagamos preços escorchantes pelos carros no Brasil devido ao governo boçal e incompetente. É mais barato comprar uma BMW na Alemanha (país não exatamente reconhecido pelos preços acessíveis) do que no Brasil. Comparar com os EUA, como fez o autor, é até covarde; os carros nos Estados Unidos talvez sejam os mais baratos do mundo. E aí temos distorções como um Cherokee custar mais de três vezes seu preço original no Brasil. Até somos da opinião que as coisas nos EUA são baratas demais: as pessoas compram carros maiores do que precisam, com motores maiores do que precisam, e gastam uma gasolina barata produzida a partir de um recurso finito no planeta, o petróleo. O mundo se beneficiaria...

A mesma cara, o mesmo banco...

O lançamento da linha 2013 dos remodelados Gol e Voyage reacende o debate sobre a similaridade dos carros da mesma fabricante. A VW optou por um caminho agressivo de frentes quase iguais, nos carros citados e também em Fox e Passat – e não somente no Brasil, mas mundialmente: o novo Polo tem a mesma cara e o Golf 7 deve seguir a mesma linha. Quem leva a ideia ao extremo é a irmã Audi: todos os carros, do A1 ao A8, são muito parecidos de frente. No M4R defendemos o caminho do meio: por um lado, frentes muito parecidas desvalorizam os carros mais caros e transformam a linha toda numa mesmice. Por outro lado, carros muito distintos não consolidam a imagem de uma marca, fazendo com que o patrimônio da identidade seja perdido. Uma boa demonstração deste segundo exemplo é a Fiat. Retire os logos e é difícil dizer que Uno, Grand Siena, Punto, e Freemont são da mesma marca. Isso sem contar em versões como Palio Fire e Mille. E assim a Fiat, que poderia imprimir identidade italiana a seus...