Aprendendo com a Brasília

 Fantástica essa propaganda da Brasília 1980. Obrigado MIAU, ou Museu da Imprensa Automotiva, pelo compartilhamento. Neste ano a Brasília já estava em seus últimos suspiros, com sete anos de vida e pouco tempo restante até sair de produção e ser completamente substituída pelo Gol.

Chama a atenção a aparição de elementos que combinados culminariam na perda da liderança em vendas pela Volkswagen muitos anos depois. 

Começamos vendo como o volante esta torto em relação ao painel. Veja como o aro cobre o velocímetro, mas passa longe do relógio. Centralização nem precisa né?

Depois, o próprio relógio. Sempre foi recurso de empresas para economizar o espaço do conta-giros. Então vender uma ideia de painel completo de 2001 com um relógio não dá. E por aí já vemos a soberba que cometeu a Volkswagen por muitos anos. Chamar este painel de "o painel que carros grandes querem ter" é palhaçada da grossa, na época os carros grandes como Opala e principalmente Alfa Romeo 2300 tinham painéis muito mais completos. Aliás até o Maverick, descontinuado em 1979, tinha painel mais completo nas versões de topo. "Painel que só falta falar..." Sacanagem da grossa.

E a menção a momentos de troca de marcha e velocidade máxima, onde que esse painel indica isso?

Essa soberba, vendendo carros pelados a preço de outro, e com o marketing apoiando, seria característica da empresa por muitos e muitos anos, uma imagem difícil de apagar.

Por fim duas curiosidades: o hodômetro marcando mais de 20 mil km rodados num carro de anúncio é bem pouco usual. E, por fim, a citação de um vacuômetro opcional que não aparece no painel da foto - podiam ter escolhido um completo né?

Comentários

Anônimo disse…
Uma coisa que me pergunto: qual a razao para os carros mais antigos so terem 5 digitos no hodometro.... O gerson rodava 130milkm e vendia o carro file que so tinha rodado 30mil em 5 anos, de garagem....
Alguem me explica?
ISM

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