Esquentou

Tanto a Quatro Rodas quanto a Car and Driver dedicaram suas capas ao Golf 7. Interessante perceber a expectativa pelo médio da VW, sendo que o Focus (mais vendido globalmente) também está chegando, inclusive com unidades expostas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

As informações você já deve ter lido. Nesta primeira onda de veículos importados da Alemanha, teremos a versão civil equipada com um 1.4 turbo de 140 cv e 25,5 m.kgf de troque a partir de 1500 rpm, número digno de motores acima de 2.0. O desempenho é claramente superior a tudo que se entende como hatch médio hoje, com a aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 9 segundos - tá cheio de suposto esportivo por aí que não chega nem aos pés. 

Além disso, o Golf promete um nível de refinamento diferenciado, tanto no comportamento da suspensão, com multilink na traseira, quanto no acabamento, que deixa pra trás a pobreza nos painéis de porta que acomete tanto o Focus atual quanto o primo Jetta.

O pacote de equipamentos é muito interessante, embora os itens mais requintados devam ser opcionais: park assist, sensor de fadiga, ajuste automático do facho dos faróis e controle de distância do carro à frente. Mas de série serão sete airbags, ABS, EBD, controle de tração, ar bizone, cruise control, sensores de estacionamento, tela sensível ao toque para controle do som e tecnologia start/stop. E faz sentido: não vamos esquecer que a Volks chamou esta versão de Highline, que é sua denominação para carros de topo. Ou virão versões mais simples ou o Golf 4,5 vai seguir brigando e apanhando na faixa de preços inferior.

As duas revistas cravam o preço da versão manual em menos de 70 mil e a DSG em torno de 75, subindo a quase 90 com todos os opcionais. Valores salgados, porém competitivos com as versões de topo de Cruze hatch e Focus. 

O problema vai ser o ágio. Todo carro interessante lançado recentemente, como Jetta TSI, Fusca, Fusion, teve sobrepreço aplicado pelas concessionárias. Esse Golf vai ser impossível de comprar pelo preço sugerido, e nenhum carro, por melhor que seja, justifica essa postura irresponsável das concessionárias. Pode ser o melhor do mundo. Ágio, não.

Mais para frente falaremos do GTI...

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