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Down: Volkswagen encerra produção do Up!

  Hoje a VW oficializou o encerramento da produção do Up! Aqui no M4R sempre gostamos do carrinho , achamos muito válida a proposta de um carro pequeno, urbano, com desempenho acima da média e níveis elevados de segurança. Infelizmente, no Brasil ficou perdido em meio a tantos outros carros de maior porte e melhor acabamento que custavam a mesma coisa. As vantagens em desempenho e segurança também foram diminuindo conforme a concorrência se modernizou. Neste parágrafo, iríamos fazer uma crítica ao planejamento da VW Brasil com o caso do Up. Ele surgiu na Europa como subcompacto, com dimensões menores, tanque de 30 litros, porta-malas inexistente e tampa traseira de vidro. Num projeto exclusivo para o Brasil (que, portanto, demandou tempo e dinheiro), o Up ganhou comprimento, espaço no banco traseiro, no porta-malas, e tanque maior. O que acabou transformando-o num concorrente dos compactos nacionais como Gol e Onix. Em retrospecto, não parece um bom investimento. Mas não quer...

Teste: Toyota Corolla Altis 2.0 flex Dynamic Force

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  Começou com as minivans. Depois as peruas. Depois os hatches médios. Segmentos agonizam e são destroçados pela injustificável preferência brasileira e mundial pelos SUVs de shopping. E não se engane – os sedãs médios já começaram a agonizar.   A mais radical foi a Ford, que puxou o plugue do Focus de maneira injustificável. A PSA também abriu mão do segmento (ainda vende C4 sedã?). A Renault ficou sem substituto para o Fluence. A Fiat não tem representante desde o Marea, se levarmos à risca que o Linea era um sedã compacto. O Sentra tá lá, mas só faz figuração (o novo parece interessante, porém como vender Kicks com plataforma de March é mais lucrativo, fica a dúvida de quando a Nissan vai querer oferecê-lo no Brasil).   Quem ficou? O Cruze, herdeiro de uma linha magnífica de Opala, Monza e Vectra, agoniza e depende de vendas a frotistas. O Jetta, que avaliamos há pouco tempo, e demonstra a grandeza da Volks em seguir oferecendo propostas em todos os segmentos (até pou...

Por interiores decentes

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  Esse é o interior do Jeep Grand Wagoneer 2022, recém-lançado nos EUA para ser o topo de linha da Jeep (tão topo de linha que a marca Jeep não aparece no carro, para esconder a origem humilde). É um carro caro e concorrerá com pesos pesados como o Cadillac Escalade. Mesmo assim: OLHA ESSE INTERIOR. Belos materiais, combinação perfeita de couro, madeira, metais, LEDs, telas, um ambiente que mescla moderno e refinado ao mesmo tempo. Como é bom ver evolução nos interiores, em contraste com o monte de plástico que somos obrigados a aturar por aqui, cuja expressão máxima é a linha Polo da VW com aquele interior digno de carrinho de brinquedo.

São Paulo Yellow

  Agora que o mercado automotivo brasileiro tá uma merda total, tudo caro pra caralho, qualquer carro bosta custa 300 mil e nós voltamos aos anos 80, aquela época terrível que o máximo que a classe média podia sonhar era andar de Gol quadrado pelado, pelo menos uma notícia boa. A cor de lançamento da nova BMW M4 chama-se São Paulo Yellow. Na verdade, Sao Paulo porque na gringa eles desconhecem o til.

Ford encerra atividades no Brasil

“Ah mas não é bem assim vão continuar os importados e blá blá blá”. Que se exploda. Se até a LAND ROVER tem fábrica no Brasil, como que um colosso como a Ford vai ficar de fora? Acha que vai virar uma marca de butique com carros e SUVs na faixa dos 400 mil reais. Como se teu nome fosse Jaguar. Ford é marca de VOLUME, Ford colocou o mundo em Quatro Rodas com o Modelo T, vai virar marquinha de 3 carros por ano agora? Não foi por falta de aviso. Em 2014 já avisamos que no Brasil teram três fabricantes grandes e um que definhava. Em 2019, quando fecharam a fábrica de São Bernardo do Campo, vaticinamos o fim da Ford . Veio mais rápido do que esperávamos. Ficamos aqui imaginando, como que GM, VW e Fiat operam várias fábricas no Brasil, centros de pesquisa e desenvolvimento, locais de teste, centenas de concessionárias associadas, e ainda obtêm resultados? A Ford não conseguiu? Imagina o TAMANHO DA INCOMPETÊNCIA dos gestores, dos administradores, dos caras super bem pagos para fazer ...

Mais sobre os carros caros do Brasil

A Autoesporte acaba de soltar um levantamento que dialoga perfeitamente com o que publicamos no último post. Vale a pena ler: https://autoesporte.globo.com/mercado/noticia/2020/11/carro-novo-e-caro-seus-pais-e-avos-pagavam-mais-ainda-para-andar-de-gol-basico-e-fusca-inseguro.ghtml Porém, queremos fazer um contraponto. É verdade que o Onix de hoje em dia não se compara em termos de tecnologia ao Fusca. Aliás não se compara ao Gol G4 de 2010, que era pelado de tudo. Porém, também não se compara a tecnologia e eficiência dos meios de trabalho. O Fusca de 1960 era um carro que praticamente estreava a fábrica nova da VW em São Bernardo, que começara a montar Fusca e Kombi há muito pouco tempo – a inauguração oficial da planta foi em 18 de novembro de 1959. Então todo o maquinário, funcionários, terceirizados, fornecedores, tudo era muito novo e tudo isso seria pago com o lucro obtido com a venda do carro. E mesmo o Fusca não sendo um primor de tecnologia, não era defasado para 1...

Porque carro é tão caro no Brasil?

O Brasil é um país pobre. Paupérrimo, pobre de marré. Porque a gente esquece disso quando fala sobre carros.   Em 1972, o Fusca atingiu o ápice de vendas. Foram 252.209 unidades comercializadas no ano, nas versões 1300 e 1500.   A família Dodge V8 (Dart, Gran Sedan, Magnum, Charger) ao longo de DOZE ANOS, vendeu cerca de 100 mil carros. Os Ford Landau, menos de 78 mil ao longo de TREZE ANOS. O Maverick passou pouco de 100 mil.   Pega o Opala, paixão nacional. Um milhão de unidades, só que de 1968 a 1992, ou seja, VINTE E QUATRO ANOS.   Esse é o abismo.   Em janeiro de 1973, um Fuscão 1500 saía, em valores atualizados, por R$ 86 mil. O 1300 deveria ser pouco menos que isso. Então avançamos muito, porque esse valor hoje permite comprar um Onix LTZ 0km, com motor turbo e uma série de equipamentos. Lembre que mesmo em 1973 o Fusca já era defasado, sem ventilação interna, freios a tambor, itens que já apareciam nos concorrentes.   Mas...

Teste: Toyota Corolla XEi 2.0 16v 2016

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Já faz tempo que pensamos em escrever algo sobre o reinado absoluto do Corolla entre os sedãs médios. 2013 foi o último ano em que as vendas do rival Civic superaram o Toyota. Desde então tem sido de lavada, com o Corolla vendendo mais que o dobro. A nosso ver, o Civic sofreu uma tempestade perfeita. Gráfico de vendas por ano: Sofreu talvez não seja a palavra ideal, porque o primeiro fator causador da tempestade está ali, no mesmo teto: o HR-V, lançado em março de 2015. Um excelente SUV compacto, sucesso absoluto de vendas desde o início. Se por um lado trouxe novos compradores para a Honda, por outro lado claramente canibalizou as vendas do Civic, ao oferecer a carroceria “da moda” com atributos comparáveis aos do sedã, como bom porta-malas, bom espaço interno e motorização adequada. Não que a Honda esteja reclamando: usou a plataforma do Fit para criar um SUV compacto com preços similares aos do Civic, que tem construção bem mais cara. É bem plausível que a margem de lucro do HR-...

Um país sem esportivos

Muito boa avaliação do Daniel Messeder , que é um dos veteranos da imprensa automobilística e com isso preserva uma qualidade de avaliação e de texto que se perde nos mais novos e principalmente nos YouTubers. A melhor parte é a avaliação da ausência de mercado para hatches esportivos no Brasil. 500 Abarth, DS3, 208 GT, todos tiveram vida curta. O Punto T-Jet e o Golf GTI cumpriram seus ciclos de vida como produtos. Hoje sobramos com o venerável Sandero RS (quanto mais o tempo passa, mais gostamos dele) e o Polo GTS. Daniel comenta que a VW tem total ciência dos atributos que o Polo GTS deveria ter para ser um esportivo mais puro e entusiasta. Começa comentando a possível importação do Polo GTI, que viria a preço de Golf GTI. Depois, comenta a ausência de teto solar e câmbio manual, ambas rebatidas pela VW com um argumento simples: não vai vender. É verdade. Nossa posição, como entusiastas, é extremamente fraca. Não conseguimos gerar volume de vendas para essas versões. Precisamo...

Ford Territory: o que achamos

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ASSUSTADORA a repercussão negativa do lançamento do Ford Territory. Não tem uma avaliação cujos comentários não sejam esmagadoramente negativos. A coisa está tão absurda que até no LINKEDIN o pessoal se deu ao trabalho de se expor numa rede profissional para descer a lenha. Olha, fazia tempo que não víamos tanta negatividade com um carro novo. A Ford pediu né. Puta merda. Decisão bosta em cima de decisão bosta. Fechou a fábrica de São Bernardo do Campo. Tirou o Focus de linha. Tirou o Fiesta. Tirou o Fusion. Tirou a Ranger flex. Basicamente só fez cagada, e ficou com uma linha de produtos no Brasil menor que a Chery, ainda mais que Edge ST e Mustang são somente decorativos. Qualquer boa vontade que fosse possível ter com a empresa caiu por terra. E aí você nota o carinho que muitos brasileiros tinham com a Ford, lembrando com saudosismo de Landau, Maverick, Escort, Corcel. Capital reputacional que os gênios ali jogaram fora. Com tudo isso, vem o Territory. De origem chinesa, é um...