HB20: Primeiras impressões

O segundo dia do Salão do Automóvel foi chato, só com os importados de baixo volume. Vamos falar de outra coisa.

Tivemos um bom contato com o Hyundai HB20. Só faltou dirigir.

A impressão que ficou é a de um carro projetado e construído para derrubar o Gol. E está no caminho certo.

Antes de seguir, um parênteses. Recebemos alguns comentários criticando os elogios que o M4R faz ao compacto da Volkswagen. O Gol G5 é o melhor carro do segmento de entrada disponível hoje no Brasil, e ponto final. É melhor que Uno, Palio, Celta, Ka, Fiesta, 206,5, Clio, Logan, March. O único que tem argumentos nessa disputa é o Sandero. E é por isso que usamos o Gol como referência no segmento.

O último carro que lembramos foi lançado com um concorrente em vista foi o Vectra, que mirava no Corolla da antiga geração. Todos sabemos o que aconteceu: a GM fez um carro 0,1% melhor que o Corolla, aí veio o New Civic, o Corolla remodelado e o Vectra voltou ao esquecimento.

A Hyundai não cometeu esse erro. O HB20 é consideravelmente melhor que o Gol em alguns aspectos, como o design externo (e isso vindo de gente que não é fã dessa história de “linhas fluidas”) e o layout da cabine, bem mais moderno e agradável no coreano. O acabamento é similar, com plástico duro em toda a parte, mas a Hyundai mescla texturas e obtém um bom resultado final. Os mais completos vêm com volante em couro, revestimento nos porta objetos e maçanetas em tom de alumínio, um visual luxuoso até.

O espaço interno não é lá essas coisas. O carro é compacto, e por isso sacrifica quem vai atrás. O espaço para cabeças é bom, mas largura e espaço para pernas estão na média do segmento. A posição de dirigir é ótima: centralizada, e os ajustes de altura e profundidade do volante (opcional) são amplos. O volante tem boa pega e a alavanca do câmbio é uma delícia de manusear, leve e com curso adequado.

O porta-malas é bom para a categoria e vem todo revestido – carpete na base e plástico nas laterais.

Pelo posicionamento no mercado, a força real do HB20 está no segmento de entrada e intermediário: de 32 a 40 mil reais, é difícil achar concorrentes. O Sandero tem mais espaço, menos design, menos refinamento. O Gol é muito bom de dirigir – não sabemos o HB20 ainda -, mas menos design e menos refinamento também.

Nas versões de topo, e o HB20 fica uma graça com o volante em couro e interior em dois tons, a briga fica mais séria. Na faixa acima de 45 mil já encontra-se opções como Nissan Tiida, New Fiesta, até Fit de entrada, que tem outros bons pontos fortes.

O carrinho conseguiu dar uma boa chacoalhada no segmento. Fiat, GM e Ford vão ter de rever os carros meia sola que oferecem (o Onix, novidade GM, já nasceu datado). Que continue assim.

Comentários

Gustavo disse…
Olá Dub,

Você disse que o Onix já nasceu datado. Por que você acha isso? Obrigado.
Anônimo disse…
olá, gostaria de dizer que admiro muito esse Blog.

acho sinceramente que o desenho do HB20 vai cansar muito rápido, sei lá é uma impressão.
Anônimo disse…
Olá Dub! Tb estou curioso para saber o porquê do Ônix tb já ter nascido "datado". Imaginava que a GM fosse trazer o Corsa europeu ao invés de fazer essa gambiarra nacional. Mas infelizmente esse é o padrão que impera na indústria nacional (vide Palio, Uno, Gol, Agile etc ). Abraços, Luciano!
Anônimo disse…
Vc podia falar mais sobre os novos GM, que não vimos muito ainda.

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