GM tomando jeito?

Por conta das novas regras de emissão de poluentes válidas para 2009, a GM efetou mudanças nos motores 1.0, chamados agora de VHC E (o E é de Economia? Ecologia? Etruscos? A segunda opção é a mais provável, dado que o E vem pintado de verde). A potência aumentou em torno de cinco cavalos, e o torque em torno de meio quilo (0,5 m.kgf). São números suficientes para melhorar o desempenho de Celta e Classic, algo que eles já não precisavam – tinham uma das melhores performances no segmento, dado o baixo peso e o câmbio de relações curtíssimas. Quem se beneficiaria bem desse motor, mas ainda não o recebeu, é o Corsa, que é significativamente mais pesado.

De qualquer maneira, acréscimos de potência e torque são sempre bem-vindos, embora a GM pudesse ter aproveitado para baixar a rotação no qual eles aparecem – o torque máximo do VHC E, assim como do VHC anterior, vem a altíssimos 5200 giros, sendo que o ideal seria a 3000 ou menos. A VW fez isso nos motores VHT: obteve um ganho discretíssimo de potência (um cavalo) e bem maior em torque (um quilo), e ainda por cima reduziu a rotação de torque máximo. É melhor para a dirigibilidade do que a estratégia da GM, mas os números discretos não têm apelo marqueteiro.

No final, o que importa mesmo é que a GM aumentou os tanques de Celta e Classic de 48 para 54 litros. Pouco, porém avisa que a montadora está alerta às constantes reclamações da pouca autonomia dos carros flex usando álcool. A Fiat foi a mais agressiva nisso até agora, ao crescer o tanque do Punto de 48 para 60 litros, e deveria ser seguida por outras montadoras, em especial nos casos de Ka, Fiesta, Polo, Fox e família Corsa, todos com tanques abaixo dos 50 litros de capacidade e motores flex. Num trânsito urbano carregado, um tanque de 45 litros de álcool traz autonomia para pouco mais de 250 km, algo muito baixo.

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