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Comparativo: SUV ou sedã?

Jeep Compass Longitude T270 x Toyota Corolla Altis 2.0 Dois pesos-pesados em termos de venda. O Compass que por muito tempo figurou entre os 10 carros mais vendidos do Brasil, apesar de seu preço elevado, e o Corolla que dominou o segmento de sedãs de tal forma que fez a Honda desistir do Civic no Brasil (vergonhoso).   Mas a comparação aqui não é somente os carros em si, mas a escolha SUV x sedã, e achamos que faz sentido usar estes campeões de venda e concorrentes em preço como exemplo.   Design: é muito subjetivo e varia enormemente de pessoa para pessoa. Mais do que SUVs e sedãs, existem carros bonitos e carros feios. Neste caso ambos são do primeiro grupo: o Compass com um desenho muito feliz que remete aos SUVs maiores da marca como o Cherokee, a famosa grade com 7 divisões, a exuberante linha cromada em cima das portas e uma traseira um tanto sem sal mas que combina com o conjunto. O Corolla é também de execução primorosa, e também lembrando um modelo maior da...

Teste: Jeep Compass Longitude T270

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Quem trabalha em empresa multinacional vai entender o que vamos falar agora. Na maioria dos casos, o Brasil é um país secundário na estratégia da empresa. As grandes vendas estão nos EUA, na China, na Europa. Além de um mercado menor, o Brasil tem uma moeda desvalorizada com relação ao dólar e ao euro, então por mais que a filial brasileira arrebente a boca do balão em vendas em reais (afinal faz negócios no Brasil), o resultado final é dividido por 5 ou por 6 para se chegar na conta em dólares ou euros que é o que importa para a matriz. Países com moedas fortes levam vantagem nesse sentido.   O Brasil é o lugar onde a Fiat mais vende carro. É quase o dobro da Itália e da Turquia, os países mais próximos. Ao contrário do que falamos acima, o Brasil é um país importante para a Fiat.   Mas nunca foi para a Ford. O que a Ford brasileira faturava de lucro em um ano, quando tinha, era nada se comparado aos rendimentos da Europa e principalmente EUA. Então a Ford Brasil se...

Carro popular do governo

Tem muita bobagem sendo falada e escrita a respeito do novo carro popular como quer o governo.   A primeira é a especulação sobre quais equipamentos seriam retirados ou simplificados dos carros atuais para baixar seu preço. Essa conversa é absolutamente inútil. Um carro vendido a R$ 70 mil hoje não chegaria a reduzir R$ 10 mil no preço se fossem removidos itens como direção elétrica, ar-condicionado, conjunto elétrico e quetais. Lembrando que airbags e ABS são obrigatórios por lei. E não faça as contas pensando no valor que esses equipamentos têm para nós, pobres mortais, quando vamos adquiri-los como opcionais por exemplo. O custo para a fabricante é bem menor e é isso que ela quer com a redução.   A segunda é que os fabricantes não estão aqui para perder dinheiro ou fazer caridade. Se as regras do novo carro popular forem muito draconianas, elas simplesmente não entram no jogo. Obriga-se o carro a ter um teto de preço por lei e a fabricante simplesmente pula fora do ...

Teste: Chevrolet Onix Plus LTZ 1.0 Turbo

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  Logo que começamos a ver a família Onix nas ruas, nos chamou atenção o porte avantajado para um carro de entrada. Parecia pouco com os modelos substituídos, Celta e Prisma, e sim praticamente uma nova família de carros médios. Correndo o risco de sermos apedrejados, é o “novo Vectra”. E as dimensões oficiais corroboram essa versão, são quase que exatamente do mesmo tamanho:     Vectra CD (2001) Onix Plus (2023) Comprimento (m) 4,477 4,474 Altura (m) 1,415 1,473 Largura (m) 1,7 1,730 Enhtre-eixos (m) 2,64 2,60   A Chevrolet foi muito feliz em lançar carros do segmento “de entrada” com essas dimensões, que são capazes de substituir um hatch ou sedã médio sem dificuldades ao considerarmos as dimensões para passageiros e carga.   Essa afirmação faz ainda mais sentido se considerarmos a segunda coi...

Vou de táxi, alugado...

  Interessante este dado : 30% das vendas de automóveis e comerciais leves em 2022 foram para locadoras: 590 mil carros dos 1,954 milhão produzidos. A primeira coisa necessária para entendermos fatia tão significativa é que aquele aluguel de carro do imaginário coletivo, “vou passar uma semana em Itapipoca e precisarei de um carro alugado para me deslocar” já não compõe a rentabilidade principal das locadoras há muito tempo. A economia brasileira não está pujante a ponto de ter um aumento brutal de viagens em território nacional que justifique essa enormidade de carros. Segunda consideração é o gargalo na produção de novos durante 2020 e 2021, por conta da falta de planejamento e ganância absurda das fabricantes em cima de seus fornecedores de componentes eletrônicos (nota importante: não caia na falácia de “falta de componentes”; as indústrias que remuneravam adequadamente e não espremiam seus fornecedores tiveram seus componentes eletrônicos entregues certinho. Assim como “ex...

Não dá mais

 https://www.uol.com.br/carros/reportagens-especiais/onix-plus-x-city-os-r-20-mil-que-separam-as-versoes-de-topo-compensam/#cover Este comparativo é o mais recente demonstrativo de como as pessoas que escrevem sobre carros hoje não fazem a menor ideia do que estão fazendo. Ao final da leitura, a sensação é de forte enjoo, náuseas e um profundo arrependimento de ter perdido 10 minutos lendo isso. Enfiar agulhas nos olhos teria sido mais agradável.

Pobre não anda de carro

  A primeira coisa que precisamos entender é que o Brasil é um país pobre. Sim, também é um caso de riqueza mal distribuída, mas mesmo que pegando o PIB e dividindo por habitante daria algo como R$ 3.500 por mês. Com a má distribuição, temos uma renda média de R$ 2.700 por habitante, e sendo que 90% dos brasileiros ganham menos de R$ 3.500 por mês. País pobre não anda de carro, anda de moto. Vide Índia, sudeste asiático, mesmo China. A frota de motos no Brasil ainda vai crescer muito. A segunda coisa é que os carros estão ficando cada vez mais caros por uma série de motivos. Entre eles, estão: - A demanda por segurança. Hoje o carro precisa tirar cinco estrelas no LatiNCAP e proteger os ocupantes no caso da Lua despencar do céu e cair em cima do automóvel. Isso demanda estudos, aço reforçado, estrutura, projeto, e tudo isso custa dinheiro. - A demanda por equipamentos. Aqui é um pouco o dilema de Tostines. A pessoa que consegue juntar um suado dinheiro pra comprar um caro q...