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Um toque

Brasileiro tem um tesão inexplicável em vidro elétrico. Deve achar o máximo apertar aquele alarme Positron após sair do carro e o vidro subir sozinho. Ápice da masculinidade, nível legendários. Só isso pra explicar as atrocidades que cometem em carros com a humilde manivela, trocada por um kit de botões genéricos que não tem nada a ver com o carro e uma gambiarra horrorosa no sistema elétrico. Tudo isso pra não dar 3 voltas numa manivela. O vidro manual tem muitas vantagens, sendo a principal que você pode operar o vidro com o carro desligado. É também bem melhor em precisão, para deixar o vidro em qualquer posição intermediária. O elétrico tem uma vantagem: abaixar com um toque só, facilitando quando nos aproximamos de um totem de estacionamento por exemplo. Não defendemos o fim dos vidros elétricos, não é isso e nem tem como. Mas se seu carro tem vidros manuais, mesmo que somente nas portas traseiras, aproveite. Feliz 2026!

Teste: Honda Civic Hybrid (híbrido) e:HEV

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  Quase apanhamos. Talvez não tenhamos apanhado pois nosso amigo ficou com medo que a gente piorasse. Ele achou que com certeza a gente estava despirocado quando dissemos que esse Honda Civic não deixa a desejar para uma BMW 320i.   É forçoso entender que tanto Civic quanto Corolla às vezes dão saltos quânticos em qualidade de uma geração para outra. Hoje, ambos têm o porte de Accord ou Camry de duas ou três gerações atrás, e comportamento até melhor. O Corolla é outro carro se comparado à geração anterior. Evolução brutal mesmo, se a Toyota quisesse poderia ter dado outro nome.   A Honda já havia feito isso no Civic G10, o último que tínhamos fabricado no Brasil. Um salto de qualidade absurdo em relação ao antecessor, e por sua vez o “New Civic” de 2006 foi outro salto quântico. O Civic atual aprofunda essa melhoria com um refinamento que não é comum nessa categoria. Se tiver a oportunidade, abra e feche as portas de um e conta pra gente se não é do mesmo nível d...

Meu primeiro carro híbrido

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  Como é dirigir um carro híbrido pela primeira vez? Apostamos que muitos estão se fazendo esta pergunta ao considerarem trocar o seu carro e analisar as diversas opções híbridas (e elétricas) disponíveis tanto novas quanto usadas. Mas o que um motorista acostumado com carros a combustão pode esperar? Ficamos estas semanas com um Honda Civic Hybrid e podemos passar essa impressão em primeira mão. Oportunamente faremos também o teste do carro no formato já costumeiro do blog. Só aqui você lê oportunamente e costumeiro na mesma frase, quão satisfatório é sair da escrita de estagiários e inteligências artificiais. O primeiro impacto é ao apertar o botão de partida e não ouvir o familiar barulho do motor de arranque levando um motor a combustão à vida. Você aperta o botão e o silêncio permanece. A reação imediata é buscar algum sinal de que o carro está realmente ligado. Alguns emitem um leve zunido. No caso do Honda, o que nos avisou foi o painel que imediatamente acendeu e,...

O melhor saiu

  A Jeep lançou o Commander renovado para 2026 e eliminou duas versões do portfólio, a Longitude 5 lugares e a Overland com o motor Hurricane 2.0T de 272 cv, além de abaixar o preço de todas as versões.   Não se apeguem muito a essa queda de preço; o Commander e todos os carros da Jeep têm descontos substanciais nas concessionárias, e que afetam ainda mais este modelo devido à concorrência acirrada com os chineses. Foi somente formalizado algo que já acontecia na experiência de compra, e vai continuar acontecendo.   O que faltou nessa renovação foi justamente a adoção da hibridização para o motor 1.3T, que se ressente de precisar empurrar os 1700 kg da Commander, particularmente saindo da inércia. Um motor elétrico entregando torque instantâneo faria maravilhas para a sensação dinâmica desse carro. Aparentemente virá no próximo ano-modelo.   Enquanto isso, a Jeep matou a nosso ver a versão mais interessante do Commander, a Overland 2.0T. A de cinco lugare...

Impressões: VW Tera 170 TSI MT

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  Vamos assumir logo de cara que avaliação estática é um golpe baixo. Vai ser algo necessariamente superficial, afinal de contas não dirigimos o veículo e se considerarmos que sua principal função é locomover pessoas, estamos deixando de fora a principal razão do carro existir. É verdade e continuamos acreditando nisso. Porém, também precisamos entender que o dirigir dos automóveis está cada vez mais parecido, especialmente nas marcas e carros generalistas. E, principalmente, como temos muito pouco tempo e interesse pelos carros novos, achamos que era melhor publicar essas impressões do Tera do que nada. Mérito também do Tera. Fosse um carro qualquer, mais um na multidão, e não estaríamos aqui compartilhando nossas impressões. Já andamos e temos material para falar nossas impressões do Taos, por exemplo, mas esse carro é tão sem graça que não vemos motivo para esse esforço. O Tera não. O Tera passa a sensação de um projeto bem cuidado desde o princípio, com a contribuição de ...

Desconto instantâneo

https://www.uol.com.br/carros/listas/volkswagen-ja-anuncia-carros-19-mais-baratos-apos-reducao-do-ipi.htm   Se você ficou desconfiado da VW anunciar descontos no mesmo segundo em que o governo anunciou a redução, você está certo. De duas uma:   A VW teve visibilidade antecipada das medidas e já havia planejado os descontos; ou   A VW aproveitou a medida para oficializar descontos amplamente aplicados nas concessionárias, com isso reposicionando os produtos no mercado sem impactar os consumidores que compraram esses automóveis pelos preços antigos – que não devem ser muitos por conta dos descontos como mencionamos.   A boa notícia é a ampliação de versões do Polo turbo manual, um dos carros de dinâmica mais interessante disponíveis para o afegão entusiasta que não recebe supersalários ou dividendos isentos de imposto.

Teste: Honda ZR-V Touring

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  (fotos: AutoEntusiastas e Divulgação/Honda) O teste está abaixo, mas em respeito ao seu tempo já vamos colocar nossa opinião final no primeiro parágrafo: este carro é a Honda zombando e rindo da cara dos seus clientes. Não compre se você valoriza seu dinheiro. É um carro que parece ter sido planejado por comitê, sempre adotando soluções de compromisso. O Top Gear tinha uma frase famosa difícil de traduzir: “that’ll do”, algo como “isso será suficiente”, usada para definir quando uma fabricante simplesmente abre mão de colocar algo de excelência e decide aceitar uma solução de segunda classe (ou pior que isso como veremos no caso do ZR-V). Este carro surge de uma lacuna na linha Honda entre o HR-V, representante na categoria dos SUVs compactos, e o CR-V que se começou a vida como SUV do Civic, hoje está mais na categoria do Accord, superior. É um carro global, vendido no Japão, Austrália, Oriente Médio e China – mas não encontramos na lista de modelos da Honda nos EUA. Inf...

Camioneta

 A gente tenta gostar do autoentusiastas, juro. Tem coisa boa lá. Mas obrigar a chamar perua, ou station wagon, de "camioneta", é delírio de quem não saiu dos anos 60. Quem sabe com menos ranço vai mais gente no próximo encontro presencial.

Difícil é enxergar o óbvio

Aconteceu o que era totalmente previsível no aniversário de 100 anos da GMB: a agência de marketing, sob a aprovação da empresa, fez um evento triste e um vídeo baratinho feito com IA com erros históricos pavorosos (um Chevrolet 38 num evento de 1932 e um Opala 1969 na construção de Brasília em 1961), investindo muito mais na Fernanda Torres como locutora do que no conteúdo.   Os mais pragmáticos dizem que tudo bem. Que a GMB tem mais é que olhar pra frente mesmo, que não adianta gastar dinheiro com o passado.   Pois aqui nós achamos que ignorar a sua história é um erro estratégico brutal.   Vamos olhar mara o mercado futuro. É de se imaginar que, no mundo ocidental, a proporção de automóveis vendidos em 2050 será algo em torno de 1/3 elétricos, 1/3 híbridos e 1/3 a combustão (ICE, internal combustion engine). É claro que isso vai variar de país para país; na Noruega os elétricos já dominam; na América Latina ainda vai demorar.   Esta proporção é base...