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Teste: Volkswagen Jetta Comfortline 250 TSI Flex

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A história do Jetta no Brasil é distorcida. Aqui, fala-se em Jetta e imediatamente vem à mente um sedã esportivo, com dirigibilidade exemplar e desempenho superior. Na geração Mk5, recebemos a versão com o belíssimo motor 2.5, “meio motor de Lamborgini Gallardo”, com um ronco maravilhoso e um desempenho muito bom. Na comparação com o Fusion da época, ficava claro como o Jetta era a versão superior de um sedã médio, enquanto o Fusion era um sedã grande com preço surpreendente. Não eram comparados em porte, nem em espaço interno, embora o fossem em equipamentos e potência. Na geração Mk6, o que lembramos é do espetacular Highline, ou 2.0 TSI, com o desempenho do Golf GTI que só teríamos anos depois. Era superativo: 0 a 100 em 7,3s, 238 km/h de velocidade máxima. E isso acompanhado de uma carroceria maior, mais espaçosa, levando gente no banco de trás com dignidade. Mas nessa geração nós tivemos uma experiência do que é o Jetta na verdade: um bom sedã, pacato, para le...

Ganância sem fim

Estávamos começando a esboçar um post sobre o ridículo que são as montadoras aumentando preço na quarentena, quando tropeçamos neste artigo. https://jornaldocarro.estadao.com.br/onboard/preco-do-carro-no-brasil-foge-da-logica/ Fomos ávidos ler o conteúdo para embasarmos nosso post, porém infelizmente o que encontramos foi um monte de groselha e bobagem, o autor trazendo fatos que são irrelevantes para a discussão em si. Digno dos piores momentos da QR editada pelo dublê de fotógrafo e defendendo o Peugeot 206,5, que já entrou pra história como o momento mais vergonhoso e risível daquela revista – e que atualmente está muito melhor, como já reconhecemos aqui várias vezes. Vamos ao artigo e a nossos comentários: Em praticamente todos os segmentos de mercado, uma queda acentuada de vendas significa uma corrida para fisgar o cliente novamente. A ação inicial é sempre dar descontos, seguidos por facilitação na aquisição do produto. Na indústria automotiva brasileira, a pr...

Ford patética

Galaxie e Landau. Corcel. Maverick. Del Rey. Escort. Focus. Ka. Fiesta. Fusion. Quanto carro bom. Essa linda história, essa marca que moveu tantas famílias, em ambos sentidos, está à mercê de abutres, de fracassados, de incompetentes. Não faz muito tempo, quando GM e Chrysler pediam socorro ao governo americano, a Ford caminhava sozinha, orgulhosa. Parecia o final de um enredo feliz. No final, quem faz os melhores carros ganha. Mas o filme ainda não tinha acabado. E vimos o herói definhar, se desfazer, vitima de estratégias burras, de gente mais preocupada com o próprio bolso. Com a retirada do Fusion de linha, agora oficial, resta à Ford uma linha patética de automóveis composta por UM MODELO: Ka. E sua versão sedã. EcoSport é SUV, antiquado, apertado, relegado às margens do mercado. Outro SUV, o Edge, é vendido a preço de Rolls Royce numa operação que é difícil entender: para que dedicar esforços em trazer o carro se é pra fazer isso com o preço? E temos o Mustang...

Teste: Audi A5 Sportback Ambiente 1.8 TFSI (2016)

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“Na minha época as coisas duravam mais”. Muitas pessoas de uma certa idade têm essa sensação. Bons tempos aqueles em que geladeiras duravam trinta anos, fogões duravam vinte. Mesmo de carro se trocava pouco. Talvez a maior parte dos carros antigos que estão preservados até hoje é porque ficaram com o mesmo dono, ou poucos donos, por muitos anos – e tinha que ser assim, porque os carros eram ainda mais caros antigamente. Só que diversos fatores mudaram essa realidade. Não cabe a este blog investigar, mas podemos citar a obsolescência programada, a busca por eficiência que leva a dispositivos com tolerâncias menores, feitos de materiais mais leves, e mesmo o consumismo – quem nunca comprou algo novo não porque o anterior havia deixado de cumprir sua função, mas por simplesmente ter enjoado? A adoção de tecnologias cada vez mais avançadas tem levado a um envelhecimento precoce dos carros. O Fusca foi produzido por mais de 30 anos no Brasil com poucas alterações significat...

Salão Vazio do Automóvel

Têm causado alguma repercussão no meio as baixas enfrentadas pelo Salão do Automóvel 2020. GM e Toyota já declinaram sua participação, além de muitas outras que já estiveram ausentes da edição de 2018 e também de outros salões pelo mundo. A lista inclui Peugeot, Citroën, BMW, Volvo, Jaguar, Land Rover e Mini. A alegação das marcas é que participar do Salão é muito caro e elas preferem investir em eventos menores e mais selecionados, nos quais podem causar maior impacto ao seu público. É verdadeiro, assim como também é verdadeiro que a verba de marketing é cada vez menor e cada vez mais focada no mundo digital, que permite mensuração real dos resultados. Há tempos que alegamos aqui no M4R sobre a furada que é ir a um Salão, pelo menos para quem está lá pelos automóveis. Começa pelo ingresso caro, estacionamento caro, alimentação cara e transporte público deficiente. Depois, passa pelo mar de pessoas que torna a circulação desagradável. A maioria dos carros pode ser vis...

HB20 naufraga

www.uol.com.br/carros/colunas/primeira-classe/2020/01/20/por-que-hb20-perde-espaco-e-vira-cada-vez-mais-coadjuvante-no-mercado.htm Falou muito e falou mal. O fracasso de vendas do HB20 não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com o fato de não ter trocado de geração e usar a mesma plataforma. Esse tipo de informação não faz grande diferença em vendas de carros de grande volume. Tem a ver que o bicho ficou feio que dói, com essa frente que parece um baiacu e traseira de X1 redesenhada por um gorila.

Gran Forza

Já faz algum tempo que os maiores sucessos da indústria de entretenimento não são filmes, séries ou músicas. São games. https://br.ign.com/call-of-duty-modern-warfare/77674/news/call-of-duty-modern-warfare-ja-vendeu-o-dobro-de-coringa-na-estreia O mais recente Call of Duty faturou mais que o filme “Coringa”, que por sua vez possui o maior faturamento entre todos os filmes “R-Rated”, ou seja, voltados ao público adulto. Vale lembrar que CoD também é voltado a esse público. A nosso ver, o sucesso dos games está em combinar a narrativa do cinema, e séries, com a interatividade, dado que você efetivamente participa da história. No começo os games eram só interatividade, ação, pois mal continham histórias. Os lançamentos mais recentes mudam isso completamente. Alguns games chegam a investir mais de 20 minutos somente contando a história para envolver o jogador completamente. Já é histórica a abertura de Half-Life, contando um dia normal na vida do pesquisador Freeman, até que ...

Que me perdoem as feias

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Queremos falar do HB20 novo. Mas pra isso vamos falar do Renegade primeiro. Pois é, siga o raciocínio. O carro de volume da Jeep é o Compass. O Renegade é um carro num segmento inferior, que não é pensado em ser o único carro da família. É um exercício de design extremamente bem sucedido, porém com falhas importantes em aspectos práticos: nesse caso, espaço interno no banco traseiro e tamanho de porta-malas. Aliás, normalmente é assim: carros muitos bonitos são ruins de espaço. O principal mercado da Jeep é o norte-americano, e é com isso em mente que fizemos as considerações acima. O Renegade no Brasil é ainda pior, pois recebeu um motor flex totalmente inadequado para o peso do carro. Então temos um carro apertado, de desempenho ruim e alto consumo de combustível. Fracasso? Pelo contrário, vende mais que pão quente. Por que? PORQUE É BONITO. O sucesso do Renegade mostra claramente a importância do design para o sucesso em vendas de um carro. Um veículo ruim, p...

Considerações sobre o novo Onix

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Pelo que vimos até agora, todos os culhões que faltaram à GM para tornar o Cruze competitivo sobraram no Onix e sua versão sedã. Comecemos pela adoção de motor turbo nas opções de topo, com a saudável potência de 116 cv (curiosamente a mesma do antigo 2.0 8v da VW que equipou Santana e Bora e da própria GM usado no Astra), aliado às respostas ágeis em baixa rotação e consumo de combustível. Um passo ousado considerando que o consumidor dessa faixa de renda é mais sensível a manutenção cara e que a experiência da Hyundai com o 1.0 turbo não foi um sucesso. Vamos agora com a adoção da plataforma global GSE que aumentou a distância entre-eixos do sedã para 2,60, medida que era de carro médio até pouco tempo. Fica claro que o sedã vai matar o Cobalt e brigar com Cronos e Virtus. Seguimos com a classificação 5 estrelas no LatinCAP, crítica antiga à família Onix antiga e que lhe rendei o apelido de “bateu morreu”. Isso envolve um forte planejamento de segurança, reforços estr...

Trabalhar dá trabalho

Dois sedãs passaram por mudanças importantes nos últimos meses. Um ganhou face-lift na frente, novas lanternas traseiras, novo padrão de revestimento interno, central multimídia atualizada e o principal atrativo é um chip embutido que permite conectar até sete aparelhos em uma rede 4G. Outro mudou completamente. Nova plataforma, design completamente novo. Interior redesenhado, com materiais de melhor qualidade. Dois novos motores, um híbrido inédito no segmento e um outro de ciclo Atkinson com alta potência específica. Um câmbio completamente novo e inédito, com engrenagem para melhorar as saídas e CVT para o restante da condução. Ganhou também auxílios à condução, como piloto automático adaptativo e sensor de farol alto. Um desses sedãs é líder inconteste de mercado, vende mais que o dobro do segundo colocado. O outro amarga a terceira colocação em vendas, atrás de dois concorrentes de fabricantes cuja presença no Brasil é bem inferior à sua. Obviamente o sedã co...