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Teste: Honda City EXL

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Fala-se muito na rivalidade entre Civic e Corolla, carros que há anos disputam ferrenhamente o mesmo segmento e o mesmo tipo de consumidor. Está certo em se falar de rivalidade, e a frase acima estava correta até a geração que conhecemos como New Civic em 2007. Pois a partir de então os japoneses continuaram disputando o mesmo segmento, mas com perfis de consumidor bastante diferentes. Originalmente este Civic vinha com suspensão multilink, comportamento nitidamente esportivo e um porta-malas risível. Definitivamente fora do que se convencionou chamar de sedã familiar. Muita gente comprou assim mesmo, uns por não precisarem desses atributos, outros simplesmente fizeram malas menores ou levaram menos gente. Fato é que estas características dessa geração do Civic, aliados à comodidade de já oferecer o produto em outros países, a partir da plataforma do Fit, levaram a Honda a iniciar a produção brasileira do City. E, considerando o aspecto “carro de família”, o rival do ...

Como foi 2015

Fechado o balanço de vendas do ano, 2015 fica marcado pela queda em vendas, 26,6% em relação a 2014. Vamos absorver este número: um em cada quatro carros deixou de ser vendido de um ano para outro. O total de vendas ficou em 2,57 milhões de carros, caminhões e ônibus, contra um pico em 2012 de 3,8 milhões. Um terço a menos. A indústria automotiva é um dos expoentes mais visíveis de uma política econômica horrorosa, míope, de curtíssimo prazo, que isolou o Brasil do mundo exterior e estimulou o consumo loucamente por meio de isenções temporárias e locais de impostos. Mas não vamos entrar nessa seara, não é sobre isso que falamos aqui. Infelizmente a queda em vendas não tem se refletido em queda nos preços, embora em muitos casos isto tenha acontecido de forma ligeira pelos reajustes abaixo da inflação. Carro não é algo que possa ser brutalmente desvalorizado, sob pena de alienação e mesmo protestos das pessoas que acabaram de comprá-los. Assim a solução é pequenas desvalorizaçõ...

Câmbio volátil

Neste momento: Nissan Sentra SL CVT 2.0 (topo de linha): R$ 84.990 Nissan Sentra SL CVT 1.8 (topo de linha): USD 22.170 + 1.130 de opcionais (teto solar e iluminação nos para-sóis): USD 23300 x 4 (câmbio de hoje): R$ 93.200 Comparar preços entre países depende muito da volatilidade do câmbio.

Teste: Volkswagen Golf GTI

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   “All the car you’ll ever need”. Todo o carro que você precisa, nas palavras de Jeremy Clarkson. Tá aí o cara que dirige Ferraris a rodo dizendo sua opinião sincera sobre o Golf GTI, e ele falou isso mais de uma vez. O James May, num especial chamado “Cars of the People”, também chegou à conclusão de que o carro das multidões hoje é o Golf, disponível tanto nas versões mais baratas quanto nas apimentadas, ou seja, para todos os gostos. Claro que o Golf ainda é inacessível para boa parte da população mundial, mas dá para entender o espírito da coisa. Então o que temos à nossa frente é uma lenda. O Golf GTI surgiu em meados da década de 1970 na Europa como a versão apimentada do hatch médio e seu 1.6 16v de 110 cv, girador e de ronco instigante, imediatamente conquistou corações e mentes dos jovens que buscavam esportividade e joivialidade nos carros, sem precisar conviver com as falhas mecânicas dos roadsters ingleses. Até então não eram tão comuns as versões esp...

Teste: Toyota Corolla GLi Upper 1.8

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    Ah, o Corolla. Motorização sem emoção, sem complicação, sem nada. Arroz, feijão, bife e salada. Empatar em zero a zero. Chupar bala com papel. Até a Toyota tem ficado incomodada com esses comentários. Mas como mudar a imagem de um carro quando é justamente essa imagem um fortíssimo argumento de vendas, que torna o Corolla um dos carros mais vendidos do mundo? Aliás, é interessante notar como o Civic, mesmo nas gerações mais sem graça, sempre aparece numa versão tunada, apimentada, enquanto o Corolla passa ileso pelos fãs de JDM. A julgar pela geração atual, a estratégia dos japoneses foi atualizar o design, e não mexer no resto. Quem sabe conquistamos compradores pelo visual e não afastamos os fãs ao manter a parte mecânica intacta. No visual, acertaram. Não há como achar feio. Poderia ser mais ousado por exemplo na visão lateral, ou ter um pouco da suavidade nos traços que caracterizam a bela escola italiana, mas do jeito que está ficou muito bo...

Não é assim que funciona

Em julho: "Agora é a hora de comprar seu Toyota! Corolla GLi por apenas 79.450!" Em agosto: "Na Toyota não tem desgosto! Mega promoção!  Corolla GLi por apenas 79.450!" Em setembro: "É a sua independência do carro básico! Inacreditável: Corolla GLi por apenas 79.450!" Em outubro: "Nem Nossa Senhora Aparecida faz igual! Corolla GLi por apenas 79.450!" Em novembro: "Mega ultra promoção master blaster! O gerente ficou maluco! Não vamos perder negócio! Você nunca viu carros a esse preço! Tá demais, tá incrível, tá impressionante! Agora você sai de carro zero, não tem como, o preço caiu a valer! Corolla GLi por apenas 79.450!" Ganha um picolé de limão quem acertar o preço do Corolla GLi em dezembro. E tem gente que ainda cai no conto do "só hoje"...

Rumo ao abismo

A Peugeot acaba de iniciar as vendas do “novo” Peugeot 308, em breve seguido pelo 408. O “novo” vem entre aspas pois o carro é o mesmo, tendo sofrido ligeiras atualizações na dianteira e no painel – o resto permanece intocado. Na Europa já existe um novo 308, esse novo de verdade e portanto sem as aspas, mais moderno, mais bonito, e mais seguro. A história é muito semelhante à do 206,5, chamado pela Peugeot de 207, que foi na verdade o velho e bom 206 submetido a um plástica horrorosa que não o deixou bem parecido com o 207 europeu, nem com o belo 206 ao qual sucedeu. E, claro, o 207 foi um fracasso de público e crítica. Aí a Peugeot faz DE NOVO A MESMA COISA! Quer dizer, se aconteceu alguma recuperação de imagem com o bom 208, ela já foi pro buraco com essa falta de compromisso com o consumidor brasileiro. E que não me venham com a palhaçada de “custos de produção” que tá cheio de carro aí sendo produzido tal e qual na Europa sem essa argumentação falaciosa. Mas nem a...

Um viva ao A3 nacional!

As mudanças efetuadas pela Audi no A3 Sedan 1.4 nacional (veja o teste do 1.8 importado aqui ) têm dividido opiniões. Aliás dividido talvez não seja a melhor palavra; a simplificação tem apanhado bastante na imprensa e ainda mais nos comentários. Nesta selva surge uma voz em defesa da Audi: o M4R. E não, não somos subornados com “Audi Day” nem nada disso – é nossa opinião mesmo. As alterações envolvidas nesta polêmica são três: 1. O aumento da potência e torque do motor, agora flexível em combustível: o salto foi de 122 cv a 5000 rpm para 150 cv a 4500 rpm, e o torque de 20,4 m.kgf a 1400 rpm para 25,5 m.kgf a 1500 rpm. Em termos de desempenho, segundo os números oficiais, a melhora foi discreta: o 0-100 baixou de 9,4 para 8,8s e a velocidade máxima subiu de 212 para 215 km/h. 2. A troca do câmbio de dupla embreagem a seco e sete marchas S-Tronic pelo automático convencional de seis marchas originado da japonesa Aisin. É o mesmo câmbio da Tiguan, do Jetta flex e mesmo do B...

Teste: Jeep Renegade Sport 1.8 flex automático

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    Após bons meses de braçadas, o HR-V (relembre nosso teste aqui ) finalmente precisa suar a camisa para manter-se à frente em vendas diante do crescimento lento porém inegável do Renegade. Acreditamos que esta convergência tem dois fatores: o primeiro, mais importante, é que o HR-V vende tantos quantos a Honda conseguir produzir, algo que hoje está na faixa de 5 mil por mês. Ano que vem, com a nova fábrica da Honda funcionando, a coisa vai mudar de figura. O segundo fator foi a lenta aceitação da Jeep como marca “acessível” e do Renegade como opção ao HR-V. O nome Honda não só está cristalizado com os brasileiros como ainda por cima é sinônimo de sucesso, até um certo status, de carro que não dá dor de cabeça, então quando isso se juntou a um carro desejável o que vimos foram vendas aos borbotões – o sucesso do HR-V hoje é comparável ao do New Civic em seu lançamento, outro blockbuster. Parte do aumento das vendas do Renegade explica-se, portanto, com a aceita...