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Impressões: Citroën DS3

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A chegada do DS3 ao Brasil é uma humilhação vergonhosa para alguns concorrentes e um grande elogio a um outro carro com nada a ver. A linha DS se propõe a ser uma faixa superior aos Citroëns atuais, um híbrido entre uma Lexus – que é superior a Toyota e rompe as ligações com a empresa-mãe – e as divisões esportivas AMG e M, que ostentam toda a pegada Mercedes e BMW. O objetivo é rejuvenescer a Citroën e atrair consumidores modernos e antenados para a marca, diferenciando-a mais claramente da irmã Peugeot, que fica com os carros mais burocráticos – e de maior volume. Entenda-se ou não a estratégia de marketing, fato é que a linha DS faz sucesso na Europa. Nem tanto em vendas, mas em prestígio. Num episódio recente do Top Gear, o DS3 Racing foi o carro escolhido pelo Jeremy Clarkson para um rolê pela Itália, e saiu-se melhor que os concorrentes Clio RenaultSport e Fiat 500 Abarth. Vale lembrar que o DS3, na Europa, é menor e não concorre diretamente com os pilares Golf GTI e Focu...

Bits and bobs

Antes de mais nada, respondendo aos comentários, vamos iniciar dizendo que a equipe do M4R está absolutamente sem tempo. Os mais assíduos devem ter notado que o ritmo das atualizações diminuiu, e que não trazemos testes de carros há algum tempo. Tem sido difícil arrumar tempo para estruturar estes testes. E também vamos combinar que de uns tempos pra cá nenhum carro realmente interessante apareceu no mercado brasileiro. Enquanto isso, matamos o tempo com uns aperitivos. A Peugeot vai trazer para o Brasil o 508. Seu impacto no mercado nacional será o mesmo de quando você espirrar, ou seja, nenhum. Típica compra de empresa francesa para seus diretores, e só. Não que o carro seja ruim – é muito bem acabado e bem equipado, como todo Peugeot -, mas não vai fazer frente aos rivais alemães de entrada (A4, C, 3) e nem aos “nacionais” que, na faixa de preço estimada (R$ 110 mil) são muito mais potentes e tão bem equipados quanto – notadamente Fusion V6 e Jetta TSI. O revoltante na precifi...

Anunciar o que é bom

A Toyota resolveu assumir de vez a propaganda com celebridades. Com o Corolla XRS, os atores Wagner Moura e Selton Mello. Agora, com a Hilux, o treinador de vôlei Bernardinho. Fazer propaganda com celebridade significa associar as características do produto ou marca às da pessoa em questão. A pessoa “empresta” as características pelas quais é conhecida. Quando a Philips trouxe a Ivete Sangalo pra fazer propaganda das suas TVs, pagou fortunas para associar uma certa brasilidade à sua marca, e à confiança que brasileiros depositam nela. Deu tudo errado. Com os atores citados, a Toyota quer associar o Corolla com a excelência que estes atores têm em seu trabalho, e também com uma certa jovialidade (daí Wagner Moura e não Antonio Fagundes ou Lima Duarte). Ainda mais com o XRS, esportivo. Já o Bernardinho empresta garra, força de vontade, superação de obstáculos à Hilux, características relevantes para quem gosta de picape. Aqui no M4R defendemos faz tempo que propagandas d...

GM acelerando

É cedo, muito cedo, prematuro até para falar em “virada” da GM. Agora, que a linha de produtos ficou bem mais interessante, isso não tem dúvida. Começando pelo Cobalt, que não tem nada de revolucionário, mas é um produto bem-feito e encaixado num nicho de mercado bem definido e que tem seus admiradores. É competitivo em relação a Logan, Versa e Siena de uma forma que o Prisma ou o Corsa Sedan antigo não conseguiriam ser. E é o mais espaçoso dos três. Depois vem o Cruze, sedã bem executado e que, ao apostar na sobriedade, ganhou consumidores que não se tornaram fãs dos desenhos mais ousados de 408 e Fluence. O Cruze ganha em preço dos japoneses e não sofre com os problemas crônicos de Jetta (aquele motor paralítico de 120 cv) e Focus (aquele câmbio de 4 marchas que já deu). O Cruze hatch vai pelo mesmo caminho, adicionando uma dose extra de esportividade e um design mais bonito. O preço está muito alto, mas os de boa memória lembrarão que o Vectra GT-X começou a vida custan...

Comentando

Corolla XRS Volante cortado, aerofólio e... Mais nada? Vai tomar banho, Toyota! Não é assim que se reduz a média de idade dos compradores de Corolla, atualmente na casa dos noventa anos. Que tal um câmbio melhor do que aquele pré histórico de 4 marchas, hein? VW Amarok automática Ganhou o comparativo da Quatro Rodas E o da Car and Driver. Impressionante. A nova S10 é muito interessante, mas não há como negar que a Amarok é a picape do momento. New Fiesta Dona Ford, CADÊ O AUTOMÁTICO? Quem sabe em maiúsculas... Novo Civic Que bobagem, hein Honda? Não tá vendendo nada... Que venha a próxima geração, porque essa... nasceu morta.

Vai tomar o X

O Uno superou o Gol em vendas em março e no acumulado de 2012. Por um pentelhonésimo. O que isso significa? Nada. Vamos refazer estas contas em dezembro. Até lá, a VW pode ter adotado a estratégia de antecipar o face lift do Gol para meados do ano, ou simplesmente reduzir os preços de um carro que é melhor que a concorrência, mas é caro pra caramba. Ou não fazer nada disso e perder a liderança para o Uno. Cai um argumento de vendas do Gol, que talvez já esteja na hora de cair mesmo. 25 anos como líder em vendas é muita coisa.

Quanta bobagem

O Jornal Nacional de hoje acaba de mostrar uma reportagem sobre os efeitos do álcool para quem dirige. A estrela da matéria foi um simulador de direção sob o efeito do álcool. Nele, o pedal fica mais mole, a direção mais leve, e a tela fica borrada, para simular os efeitos da bebida. Engraçado. Não me lembro do pedal de nenhum carro ter uma opção para ficar mais mole em destinada circunstancia. Esse simulador é a maior bobagem. Quem precisa "estar bêbado" é a pessoa, e não o simulador. Coloquem as pessoas para beber, e aí dirigir na máquina. Assim seria possível verificar os efeitos reais da bebida (o que não serviria para o propósito da lei, pois aí seria verificada A VERDADE: cada pessoa tem uma tolerância à bebida e os limites ridículos não servem pra nada). Do jeito que está, é um besteirol sem tamanho.

JAC Siena

Muitos méritos para a Fiat com esse Grand Siena. Investiram pesado e transformaram quase num sedã médio. O entre-eixos é de 2,51m, o mesmo do defunto Bora, o que mostra o quanto o carrinho cresceu. Saiu definitivamente da categoria do Classic e começou a brigar com gente grande – os maiores rivais, agora, são Polo, Fiesta (estes dois já fazendo hora extra), New Fiesta, Cobalt e Versa. Pelo posicionamento de preços e design interno e externo, a Fiat decidiamente optou por não investir nesta seara de sedã médio a preço de compacto, segmento inaugurado pelo Logan e melhorado por Versa e Cobalt. O Siena é bem mais caro e mais refinado do que eles – embora não necessariamente maior ou mais espaçoso – e vai brigar com outros sedãs compactos como Polo e, especialmente, New Fiesta. Tem tudo para vender bem. Vai apelar a um consumidor que não é fã dos sedãs mais “utilitários” da concorrência e, ao contrário da lerdeza incompreensível da Ford, o Siena já começa o jogo com o câmbio automatizado q...

O que é belo?

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A nova Ferrari V12 de motor dianteiro é um assombro, superando a já respeitável 599. São 730 cv de uma unidade naturalmente aspirada, mantendo-se firmemente do outro lado da tendência do downsizing, os motores de menor cilindrada e com alimentação forçada de ar, com turbos ou compressores. Alguns mitos, como a M5, já cederam a esta nova tentação. Lamborghini, Ferrari e Aston Martin, ainda não. Aliás, um parênteses para falar dos italianos. A F12 parece desenhada sob medida para superar o Aventador. Ambas com um V12 aspirado, mas a Ferrari desenvolvendo 30 cv a mais. O que na verdade é mérito da Lamborghini, que voltou a ser levada a sério pela Ferrari após muitos anos requentando projetos maravilhosos, porém envelhecidos, como a Countach e a Diablo. Voltando ao cerne da questão, ninguém é besta de discutir o quão maravilhosa deve ser esta Ferrari nova em termos dinâmicos. Seguramente um assombro. A pergunta que cabe é: é bonita? Para citar o Top Gear de novo, no lançamento da 458 o Jer...

Bando de folgados

Na temporada passada do Top Gear, revoltado com algum assunto, Jeremy Clarkson disse que determinadas pessoas deveriam ser mortas a tiros (“be shot”) na frente de suas famílias. O caso causou a maior repercussão no Reino Unido, até que após quase um ano ele foi absolvido. Pois bem. O M4R acredita que os grevistas responsáveis pela paralisação dos caminhões que fazem o abastecimento de combustíveis em São Paulo deveriam ser mortos a tiros na frente de suas famílias. Aliás, nem a tiros: lentamente, com uma serra tico-tico. Ou uma colher de pau. Vamos analisar três tipos de greve: 1. Uma greve numa fábrica causa problemas sérios aos donos, pois paralisa a produção. É uma greve de alto impacto aos donos, e baixo impacto à população em geral, que pode comprar outros produtos. Então é uma greve 100-10 (100 em impacto aos donos, 10 em impacto a população) 2. Uma greve bancária é uma greve 20-20, pois traz poucos prejuízos aos banqueiros e também à população, que pode recorrer às casas lotéric...