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A passo de formiga...

O consumidor brasileiro é bizarro. Em primeiro lugar, o que importa na aquisição do carro é o preço. Cidadão tem 50 mil pra investir num automóvel e fica na dúvida entre um EcoSport, um Fit, uma Meriva e um Golf. Difícil imaginar carros com propostas mais distintas do que esses quatro, com apenas uma coisa em comum: custam menos de 50 mil. O resultado disso é a família apertada e levando menos bagagem do que gostaria, ou o consumo excessivo de combustível, ou alguma outra ocorrência que deixe bem claro a inadequção daquele carro para aquele uso. O consumidor brasileiro médio não pensa no uso que fará do carro: roda sozinho na cidade, mas, como está ganhando bem, manda um Fusion V6. Ou aboleta o carro de tralhas do filho recém-nascido e opta por um Astra hatch ou ainda uma 207 SW, que é perua só no nome, com aquele porta-malas exíguo de 313 litros. Além de não se preocupar com o uso que fará do carro, o consumidor brasileiro médio também não se preocupa com os custos envolvidos na po...

Descanse o pé

Resumindo de forma grosseira, existem quatro tipos de transmissão para automóveis no mundo. A mais comum é a manual, na qual o condutor seleciona as marchas através do câmbio e do auxílio de uma embreagem. Temos a automática, na qual um sistema complexo envolvendo um conversor de torque faz as trocas de marcha automaticamente. É mais antigo do que pensamos, tornando-se popular nos Estados Unidos já na década de 50 (a Cadillac parou de oferecer carros manuais antes dos anos 60 e só retomou a prática 30 anos depois). Temos ainda a CVT, que andava esquecida e que tivemos por aqui no Fit da geração anterior e no Sentra. Um grupo de polias adapta-se à velocidade e à abertura do acelerador, dando a impressão de marchas infinitas. E, por fim, existe o câmbio automatizado, um manual com operação eletrônica, dispensando o pedal da embreagem. Todos têm suas vantagens e desvantagens. O manual é o mais eficiente, com menos perdas de tração e desperdício de combustível nas trocas de marcha. O autom...

A trilha mais radical: SP na chuva

Três conhecidos sofreram danos em seus carros devido à chuva da madrugada de quarta para quinta-feira (20 e 21/1) em São Paulo. Carros normais, hatches e sedãs. Não vou me alongar aqui falando do descaso do poder público, da impermeabilização excessiva, do aquecimento global, do El Niño, etc. Mas sim do reflexo disso no universo automobilístico: o crescimento nas vendas de SUVs. Faz sentido; SUVs são mais altos, calçam rodas maiores, muitas vezes possuem tração nas quatro rodas e estão infinitamente mais preparados para rodar nestas condições caóticas. A grande maioria dos donos de SUV, no entanto, tem dó dos seus carros, pelos quais pagaram bem caro, para colocá-los a enfrentar um alagamento. Claro que é preciso tomar cuidado: um Tucson é bem mais limitado que um Defender, e tendo em vista que alguns túneis em São Paulo ficaram com água até o teto, nem um Defender com snorkel encararia aquilo. Mas muitos pontos de alagamento podem ser vencidos por um SUV. Os donos só precisam de um po...

Um cara bom

Esses dias pude ler uma revista nova, "Tempo da Sky", voltada aos assinantes da operadora de TV paga. Iniciativa brilhante, não é uma revista com a programação do canal como seria de se esperar, mas uma revista com matérias interessantes sobre diversos assuntos, mais ou menos como a V, da VW. Uma das matérias é sobre carros, a construção de carros artesanais por um italiano radicado no Brasil. Assinada pelo Arnaldo Keller. Desde que vi seus textos no Best Cars Web Site e, principalmente, escrevendo sobre carros antigos na Car and Driver, fiquei admirado com a elegância da escrita deste senhor. Ele te coloca no banco do motorista de qualquer máquina, descreve um DKW de uma maneira glamourosa, tem poesia em seu texto de prosa. É absolutamente genial, quiçá o melhor autor brasileiro sobre automóveis da atualidade. Para quem não conhece, recomendo demais a leitura.

Teste comparativo: Volkswagen Fox 1.6 Prime I-Motion x Chevrolet Agile 1.4 LTZ

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Eles tomaram conta das capas das revistas automobilísticas mais recentes. Foram, talvez, os lançamentos mais importantes da indústria no Brasil em 2009. Demorou, mas finalmente o M4R traz o super comparativo entre os novos compactos da Volkswagen e da General Motors, e interpreta o que cada um deles significa para a montadora e que lições podemos extrair dali. Vamos começar pela Volks. Foram anos de supremacia absoluta no mercado brasileiro, dormindo em berço esplêndido, vendendo carros incrivelmente defasados contra uma concorrência cada vez mais moderna. O resultado demorou muito, muito mesmo, mas veio inexoravelmente: a VW não conquista o título de montadora que mais vende no Brasil há nove anos. É óbvio que isso não foi visto com bons olhos. E, com a bênção da matriz, a Volks brasileira começou a dar uma revigorada em sua linha de produtos. No começo, nada deu certo: o Gol G4 é um dos piores carros já fabricados por ela, e o Fox, embora razoavelmente bom de vendas, não substituiu...

Soberba

Feliz 2010! Que seja um ano de muitos bons quilômetros rodados para todos! O M4R retoma as atividades um pouco chocado com a petulância da Fiat nas propagandas celebrando sua liderança em vendas pela oitava vez. Para quem não viu, nos anúncios a Fiat lista uma série de iniciativas nas quais foi pioneira no Brasil, como ao lançar o primeiro carro a álcool, a linha Adventure, etc. Tudo é verdade e eu respeito a Fiat, mas gostaria de acrescentar outros dados a essa lista, que eles talvez tenham esquecido: - A primeira montadora a substituir um excelente motor 1.6 16v por um 1.8 beberrão, barulhento, antiquado; - A primeira montadora a manter um carro por 26 anos em linha sem a menor preocupação com a segurança dos seus ocupantes (Mille); - A primeira montadora a realizar quatro cirurgias cosméticas sobre a mesma plataforma, distorcendo completamente o carro (linha Palio); - A primeira montadora a não oferecer ao consumidor um câmbio automático decente; - A primeira montadora a tentar vend...

Os favoritos

O M4R encerra 2009 com a eleição dos carros favoritos da casa de acordo com a faixa de preço. Até R$ 25 mil: - Ford Ka 1.0 Até R$ 30 mil: - Renault Clio 1.0 16v Até R$ 35 mil: - Ford Fiesta 1.6 Até R$ 40 mil: - Fiat Punto ELX 1.4 Até R$ 45 mil: - Fiat Punto HLX 1.8 ou VW Polo 1.6 Até R$ 50 mil: - Ford Focus GL 1.6 Até R$ 55 mil - Ford Focus GLX 1.6 Até R$ 65 mil - Toyota Corolla GLI/XEI 1.8 automático Até R$ 80 mil - Ford Fusion SEL 2.5 / VW Jetta 2.5 / Hyundai Azera Até R$ 100 mil - Ford Fusion SEL V6 / Chevrolet Captiva V6 A lista encerra as atividades do M4R em 2009. E aguarde que entraremos em 2010 com o pé direito: um super comparativo entre o novo VW Fox e o Chevrolet Agile!

Teste: Ford Focus hatch GLX 1.6 16v flex

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O M4R traz, com EXCLUSIVIDADE na blogosfera, o teste do Focus 1.6! Questionada recentemente sobre o fato do ar-condicionado ser opcional no CrossFox, carro cujo preço inicial é de R$ 42 mil, a Volkswagen respondeu à imprensa que “a culpa” é dos moradores da Região Sul, que não fazem questão do equipamento por morarem um lugar de clima ameno. Seguindo esta linha de raciocínio, a Ford lançou o Focus movido somente a gasolina para agradar os habitantes da Região Norte, onde o preço do álcool é elevado devido ao custo dos transportes das regiões produtoras até ali. Representando São Paulo, a cidade e o estado mais populosos do País, digo que quero meu carro com ar-condicionado e flex, por favor. O resfriador o Focus sempre teve. A capacidade de rodar com álcool, no entanto, só chegou agora para o modelo novo. E, contrariando todas as expectativas, veio juntamente com um novo motor, o 1.6 16v Sigma, do qual já falamos aqui . É difícil para um médio estabelecer boas vendas sem uma versão de...

Podia ser mais fácil...

Esses dias precisei entrar em contato com concessionárias e oficinas a fim de resolver problemas automobilísticos. É sempre uma decisão conturbada, optar por qual serviço levar o seu carro. Se ele está na garantia, a maioria dos proprietários acaba levando o dito na concessionária. Afinal, não se paga a mão-de-obra e, o que muita gente acaba esquecendo, as primeiras revisões de um carro são normalmente muito simples, envolvendo pouco mais que uma troca de óleo e filtros, o que ajuda a baixar o preço. Ainda assim, existem muitos casos por aí de trocas de óleo e filtros mais vantajosas em oficinas e postos de gasolina do que na concessionária mesmo. E aí temos uma armadilha desses carros com garantias extensas, de 3 ou 5 anos: você acaba “preso” à rede de concessionárias, que mesmo não cobrando pela mão-de-obra segue praticando preços abusivos nas peças que troca. Se eu entendo um pouco de mecânica ou conheço uma oficina de confiança, é uma grande perda de dinheiro levar um carro por tod...

Palpites para o futuro

A Quatro Rodas antecipou, na edição deste mês, as novidades que veremos no mercado em 2010. Algumas chamaram a atenção: Ford Fiesta - Ganha a reestilização feita na Índia, que nas fotos parece bem interessante. Não faz sentido remodelar o Fiesta em 2010 e substitui-lo pelo Fiesta europeu (esse sim muito bonito) em 2011, então ou demoraremos ainda mais para receber este carro ou o Fiesta europeu virá para competir no segmento dos compactos premium, contra Polo, C3 e Punto. É uma estratégia interessante. Fiat Palio 1.6 16v - A Fiat comprou a Tritec, fábrica que fazia os motores 1.6 para o Mini Cooper, e deve aproveitar esse conhecimento e ferramental para equipar a linha com um novo 1.6 16v, rendendo por volta de 130 cv. Vale lembrar que a Fiat disponibilizava até o começo desta década um excelente motor 1.6 16v na sua linha, um exemplar digno da linhagem italiana. Quem sabe os carros da Fiat voltam a ter alma? Fiat Bravo - Não sei se fico mais feliz pelo fato de termos mais um médio atu...