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Golf novo Acabei de ver as fotos do interior do Golf novo. Fiquei com uma pontada de decepção pelo design ser bem parecido em relação ao atual - o controle dos vidros elétricos na porta do motorista é igual. Mas a impressão geral foi essa: "Chegou o novo padrão" Exatamente como o mesmo Golf já fizera em 98. Quero só ver o Astra.
VW Fox Não gostei do nome. Soou estranho. No mundo automobilístico brasileiro, Fox ainda é muito associado ao Voyage nacional que, após 3 mil modificações (o número é esse mesmo), seguia para os EUA. O nome em si não é ruim, problema é estar associado a um produto que não foi exatamente um sucesso. Gosto muito dos nomes da linha GM, à exceção do Celta. Corsa, Astra, Vectra, Zafira, Omega, mesmo a Meriva. Todos terminados em a, têm uma conotação de futuro e passado muito interessante. Mas voltando ao Fox/Tupi: será que dessa vez vai? Na minha opinião, a melhor parte do lançamento do carrinho será o barateamento da linha Gol. Será que finalmente teremos Gol GIII a 15 mil? Gol bolinha a R$ 13 mil (seria o fim do Mille)? Gol 1.6 a R$ 21 mil - ou menos, já que este será o preço de entrada do Fox? Ou o Gol vai ficar vagando numa faixa de preço que não é a dele, como a VW já fez para micar outro excelente produto, o Bora? Eu achei o Fox estranho, por dentro e por fora. Minhas fontes ...
Conforto x Prazer ao Dirigir Meu amigo teve o grande prazer de ser convidado, no último sábado, a fazer test-drives na linha 2004 dos importados da Mercedes-Benz (ou seja, os Classe A ficaram em casa). Ao dirigir a S 500, um dos sedãs mais refinados do mundo, “você não tem mais noção da velocidade. A 180 km/h, é como se você estivesse a 50. O silêncio é absoluto e o carro não oscila nem sai do asfalto.” As palavras são dele. Como já disse aqui, o melhor carro que eu já dirigi até hoje foi um Ford Mondeo. Lógico que fiquei impressionado. S 500 é sonho de consumo, carro que mal se vê nas ruas e que custa bons meio milhão de reais. Compete com automóveis espetaculares, os melhores exemplos de beleza, tecnologia e engenharia que não os super-esportivos: BMW Série 7, Audi A8, VW Phaeton. Mas são automóveis projetados para quem vai atrás, e não na frente. O vendedor da Mercedes fez questão de mostrar ao meu amigo um botão que, acionado do banco de trás, empurra os bancos dianteiros para ...
Alfa Romeo Que enfie a cabeça em uma jarra de álcool queimando quem não achar o Alfa Romeo 147 bonito. Não causou o impacto e a surpresa das obras de arte 156 e principalmente 156 Sportwagon, mas é belo e conjuga elementos clássicos das Alfas e do design italiano como um todo. Por dentro é muito bem acabado e, com aqueles instrumentos redondos, passa uma sensação de esportividade que poucos podem igualar. Mas é só sensação. 140 cv ninguém merece. Quer dizer, não num carro de mais de R$ 120 mil. Ainda mais com o genial câmbio Selespeed, com acionamento no volante e o mesmo número de marchas de um Fusca 1972: 4. A sensação é uma delícia, mas o real tapa na nuca não vem. E aí até um Marea, a um terço do preço, entrega mais. O que me leva a pensar: essa não é a primeira Alfa sub-potente a sair de fábrica. À exceção das 156 GTA, todos os outros modelos atuais (até o 166) padecem de motores inferiores se comparados à concorrência. Será falta de confiança no comportamento dinâmico? Ou me...
Abram espaço para o líder Excluindo-se o Astra Sedan e o Santana, o Toyota Corolla vende mais do que todos os outros sedãs médios somados – Civic, Bora, Marea, Focus e Vectra. Essa situação era impensável até há bem pouco tempo, quando o Civic exercia uma liderança tranqüila ciante de um Corolla quadradão e tímido. Porém, ao som de “New Sensation”, do INXS, e com Brad Pitt de garoto propaganda, a categoria viu surgir o novo líder. Porém, quando se fala de sedãs médios, categoria entre 40 e 50 mil reais, pouco vale a propaganda mais criativa. O perfil do consumidor (homem, pai de família, mais de 40 anos) já mostra como a racionalidade está envolvida na questão. Não é gente com grana para queimar, nem que se deixa levar por design ou motorização. Querem o melhor carro, por tais, tais e tais argumentos. E a grande vantagem do Corolla é justamente essa argumentação. Pode não ser brilhante em nenhum quesito, mas é ótimo em todos. O espaço interno não tem a ótima solução do assoalho tr...
Citroën C3 1.6 16v E não é que o danado é bonito? Não parecia, pelas fotos. Eu posso ser suspeito, pois sou fã do 2CV que lhe inspirou o design. Não é um carro agressivo, mas sim um daqueles “eternamente felizes” como o Beetle. Tem um quê de retrô aliado com toques de modernidade, rodas bonitas e de tamanho adequado. E é pequeno: por fora, dá a impressão de ser menor que um Gol, embora o fato de ser novidadoso, além do símbolo da Citroën, garantam uma boa imagem. O test drive do C3 foi o percurso mais comprido que eu fiz em Campos do Jordão. Além disso, a permissividade (no bom sentido) da vendedora Marina permitiu manobras interessantes com o carrinho. A posição de dirigir é muito boa e não incomoda. O acabamento está no nível mais alto da categoria. É um passo nitidamente superior em relação ao Polo, por exemplo. Todo o painel é bem desenhado e atrativo. Eu não achei a visualização ruim, como muitos. Sua leitura não é clara como um bom painel analógico, mas pelo menos é muito me...
Fiat Stilo 16v Confesso que me surpreendi. Desde que os primeiros carros começaram a rodar pela Europa, e suas fotos chegaram aqui, em julho de 2002, eu já criticava o design. A frente é agradável, embora não seja um primor. A traseira não é o lado que eu penso ser mais fraco. O que me incomoda mesmo é a lateral. Aquelas janelas quadradas, quase perpendiculares em relação ao solo, são minivan demais para o meu gosto. Já comentei aqui sobre os outros aspectos do carro. Espaço interno e modularidade brilhantes, lista de opcionais nunca antes vista, mas ainda não havia guiado um. Até Campos. Sentei-me ao volante de uma versão 16v (a Abarth não estava disponível) completa, à exceção do Sky Window e das rodas de 17 polegadas – que, inegável, dão um toque mais do que especial ao carro. E não é que o danado é bom de guiar? Volante de boa pega e com uma calibragem correta entre leveza e precisão, câmbio com manopla boa e engates justos (embora a trava da ré fosse dispensável), pedais mu...
Campos do Jordão No final de semana passado, tive o privilégio de me juntar à “gente bonita” e passar algum tempo em Campos do Jordão. Apesar do calor absurdo (dava para usar bermuda de dia), o tempo estava ótimo, com céu azul sem nuvens o tempo todo. Como no ano passado, diversos estandes de montadoras espalhados pelas avenidas atraíam os consumidores com suas novidades. Test-drives não estavam no meu programa, mas já que o domingo de manhã estava inutilizado, resolvi das asas à paixão. Aos poucos vou falar dos modelos aqui. Começo com o menos impressionante. Ford EcoSport 2.0 16v XLT Eu já havia guiado o modelo XLT 1.6 naquele evento na Hípica Paulista. Agora tinha nas mãos um foguetinho capaz de 0-100 km/h em 9,8s, com 143 cv. Nota-se claramente que aquele motor é excessivo para o carro. Deve-se tomar cuidado nas curvas, pois é fácil entrar nelas a uma velocidade que o centro de gravidade elevado não permite. A aceleração impressiona (mas não muito) e as retomadas são uma...
Fordmania Pra continuar com minha mania de Fordmaníaco: no ranking das 500 maiores e melhores, a Ford fopi a única das 4 grandes que cresceu, da 30ª para a 27ª posição. Isso em 2001, sem EcoSport e sem Fiesta novo. Até que enfim! Ontem eu vi uma propaganda reveladora: Gol Special GII (bolinha) a R$ 15 mil, na Sabrico. Até que enfim! Com quase 10 anos de produção, o Gol com carroceria antiga consegue chegar ao preço do Palio Fire – mais moderno, atual, mais econômico e muito melhor de guiar. E não estou nem falando do Celta. VW: quer recuperar o tempo perdido? Siga esta fórmula: Gol bolinha a R$ 13 mil, Gol GIII pelado a R$ 15 mil, Gols melhores até R$ 25 mil, Polo disto até R$ 30 mil, Golf entre R$ 30 e 40 mil. Difícil, né?
De carros, economia e política Ontem tive acesso à lista das 500 maiores e melhores empresas, segundo a revista Exame. Não preciso ficar aqui discorrendo sobre a credibilidade desta ação – vocês verão a quantidade de ações de marketing, baseadas neste ranking, que serão veiculadas a partir de agora. Enfim, as três maiores montadoras do país registraram quedas significativas em comparação ao ranking de 2001 (este reflete 2002). VW caiu da 3ª para a 6ª posição, a GM da 6ª para a 10ª e a Fiat da 15ª para a 17ª. As colocações levam em conta o volume de vendas, e a crise do setor mostra o encolhimento das empresas. O relatório da Anfavea aponta o mês de junho como o pior mês de junho em 10 anos, e a situação não parece melhorar. Luís Perez, editor por muitos anos do caderno de Veículos da Folha de S. Paulo, comentou em sua mais recente coluna no BCWS sobre a mania que os brasileiros têm de manter o carro “zerado”. “Na Europa”, ele diz, “um carro batido vai continuar batido. Enquanto e...