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Novidades de três volumes

Dois sedãs interessantes chegando ao mercado brasileiro. Primeiramente o Jaguar XE, a incursão da marca no segmento da Série 3 e da Classe C. Quem entrar no site vai ficar até enjoado com a quantidade de vezes que a frase “é realmente um Jaguar” aparece – com certeza pela lembrança do finado X-Type feito na base do Mondeo com um monta de peças Ford no acabamento, e que ficou conhecido por “não ser um Jaguar de verdade”. Algumas coisas indicam sim que é um Jaguar, especialmente o design e o acabamento interno. E a tração é traseira, ponto importante. Só que é caro na versão de entrada. 170 mil reais é um preço elevado e 40 mil acima do 320i. Sendo que o Jaguar de entrada não é esse festival todo de equipamentos não, não tem teto solar e nem sensor de chuva por exemplo. No M4R somos fãs incondicionais da Jaguar, mas não dá pra justificar tamanha diferença sobre a BMW – ainda mais se pensarmos que o XE usa o motor do Fusion, quer dizer, novidade nenhuma. A coisa fica ...

Teste: Chevrolet Spark 1.2 GT

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  Teve uma época em que falou-se muito sobre mini carros no Brasil. Não como os kei japoneses e seus motores de 660 cm3, mas carros menores que Gol e Celta para abrir um novo nicho de mercado. Faz mais sentido ainda se pensarmos que via de regra todos os carros crescem em dimensões geração após geração e com isso o segmento dos carros pequenos fica sem atenção. Quando falamos em carros pequenos, queremos dizer Up. Automóveis cujo comprimento é cerca de três metros e meio. O alemão tem 3,6m e o Spark 3,64m. Nossos outros compactos, como March, Uno, Ka, superam os 3,80. E aliás o Up é um ótimo exemplo: os outros carros da VW cresceram e abriram o nicho para um novo carro pequeno. O 500 é outro exemplo com 3,54m de comprimento, embora sua proposta premium o afaste em termos de preço. Falou-se muito na vinda do Spark para o Brasil, como opção e substituição ao Celta, o que nunca se concretizou mesmo quando a GM inundou a lista de compactos com Celta, Classic, Sonic e A...

Comentários a esmo sobre as coisas

VW foi conservadora nos números de torque e principalmente potência no Up TSI. Provavelmente durabilidade e a flexibilidade em combustível pesaram. Tem espaço para uma versão GT de verdade, com uns 15 cv a mais. Infelizmente não deve acontecer. Mesmo assim, Speed Up! já nasceu com cara de futuro clássico. Focus Fastback é um ofensa aos verdadeiros Fastbacks. Especialmente num face lift de meio de ano que nem mudou o jeito do carro. Se a Ford quer vender mais Focus, não é por aí. O M4R dá a receita: mais investimentos em propaganda (isso aparentemente já vai acontecer), melhor calibração do Powershift para ele funcionar como um dupla embreagem de verdade, e uns 15% a menos no preço. Esse povo precisa entender que não dá pra competir com Civic e Corolla sendo somente “mais completo”. É preciso ser “mais completo e mais barato”. Ah, e oferecer um pós-venda bom, que é crítico na Ford. É notável a ofensiva da Audi na imprensa e nos preços. Tá realmente botando pra quebrar. Em tod...

A diferença entre cavalos e cavalos

Vamos comparar alguns números, todos de testes da revista Quatro Rodas: Modelo Potência (cv) 0 a 100 km/h (s) Peso (kg) Honda Civic Si MT 204 8,2 1359 Jetta TSI DSG 211 7,3 1375 Golf TSI MT 140 9 1218 Focus Titanium PwrShift 178 9,4 1414 Honda Civic 1.8 MT 140 10,2 1238 Bravo T-Jet 152 9,3 1230 O aumento da presença de carros turbo no mercado precisa levar a uma nova discussão sobre números de potência (e torque, mas vamos falar somente de potência para simplificar). Veja no quadro acima que, embora com exatamente a mesma potência declarada e somente 20kg de diferença em peso, o Golf cumpre a aceleração de 0 a 100 km/h em 1,2s a menos do que o Civic 1.8, ambos manuais. Aliás o Golf deixa para trás o Focus com câmbio de dupla embreagem, que no papel tem 38 cavalos a mais, diferença que deveria ser suficiente para compensar os expressivos 200 kg adicionais. O Jetta TSI com 7 cv a mais que o Civic Si, e ...

Teste: BMW 320i ActiveFlex GP

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Você pode ter uma BMW. Já parou pra pensar nisso? Quem diria? Os com alguma idade lembram inclusive do frisson causado quando as primeiras 325i chegaram no Brasil em 1993, algumas já estão até com status de “clássicos”, pelo menos as que sobreviveram à manolização... E desde enão ter uma BMW do Brasil oscilava entre o impossível e o muito impossível, e é fácil notar isso pela raridade dos modelos subsequentes nas ruas. E isso porque estamos falando da série 3, sem mencionar as outras mais caras. Aí acontece que o brasileiro em geral fica mais rico, melhora o poder aquisitivo, melhora o poder de compra, o mercado é grande e significativo, e apesar do esforço ininterrupto do governo em tornar a vida do brasileiro um inferno, mesmo contando os impostos hoje dá pra levar uma série 3 para casa por R$ 130 mil. Ah, mas é muita grana! É mesmo, esse valor compra uma casa na maioria do Brasil. Não estamos dizendo que vai vender mais que Gol. Estamos dizendo que pessoas co...

Mi piace Alfa Romeo

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De arrepiar o ronco da nova Alfa Romeo Giulia, apresentado ao mundo ontem na comemoração dos 105 anos da marca. Falar de Alfa Romeo é fazer o coração de qualquer entusiasta bater mais forte, pela sua combinação de design, ronco de motores, personalidade e preço razoavelmente acessível. Não é à toa que o Top Gear vaticinou: você não é um apaixonado por carros se nunca tiver sido dono de um Alfa Romeo (algo que o próprio Top Gear não cumpre dado que o Hammond nunca teve um, mas enfim fica a dica). Nós, brasileiros, recebemos somente a fase arroz com feijão de carros sem graça com tração dianteira. Pode ser difícil identificar essa paixão toda, compreensivelmente. No M4R fazemos votos que a Alfa volte logo ao Brasil, e com preços competitivos. O slide de próximos modelos da marca, que chupiscamos do UOL Carros, dá dicas interessantes sobre o futuro line up: Sub compactos: hoje a marca produz o MiTo, sobre a base do Punto. É uma afronta à história da Alfa e só o comp...

E ainda ganha dinheiro com isso...

Recentemente entramos em contato com um blog sobre carros e mercado no site InfoMoney. Bastou lermos dois textos para sermos acometidos de uma ânsia de vômito violenta, causada pela quantidade incrível de bobagens escritas. O autor claramente quer vender seus serviços de consultor, para isso recorrendo a textos sem pé nem cabeça, que em teoria deveriam levar o leitor a consultá-lo. Nossa visão é que, da forma como estão, os textos afastam as pessoas com discernimento. Ficamos imaginando quem efetivamente o contrata... Vejamos o texto mais recente, que fala sobre o absurdo de termos carros médios custando acima de R$ 100 mil. E nesse ponto concordamos totalmente, cansamos de dizer aqui que Corolla Altis é só para frotistas, é provavelmente a pior relação custo-benefício do nosso mercado. Mas vamos ver o texto com mais profundidade: (Nossa intenção era copiar e colar os trechos do texto, mas o genial site não deixa. Então vamos escrever em linhas gerais). Ele fala em es...

Primeiras impressões: Jeep Renegade

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É um bibelô. Pense num MINI. É um carro pequeno, para duas pessoas e um banco traseiro fictício (estamos falando do MINI com a concepção original, não essas trapizongas de Countryman e quetais). É um carro que tem diversos detalhes que remetem ao original ou então que se esforçam para agregar exclusividade, charme, para justificar o preço diante de atributos mecânicos nem sempre adequados – sabia que o MINI tem ou pelo menos teve versões com motor 1,6 aspirado de menos de 100 cv? Pois é. Agora pegue tudo isso e coloque num carro que, ao invés de ter como diferencial a dirigibilidade próxima a um kart, como é o MINI, tem como diferencial a altura do solo e a robustez. É um Renegade. O mais atraente no Renegade é seu design e o grande esforço empreendido pela equipe da Jeep nos detalhes. Itens como o “since 1941”, as lanternas traseiras remetendo aos galões de gasolina dos Jeeps antigos, os pequenos desenhos de Jeep espalhados pelo acabamento, os selos “trail rated” e ...