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Blogueiro PSDB

Foi notícia recentemente que o Governo do Estado de SP, do PSDB, pagava para um blogueiro publicar conteúdo anti-PT e pró-PSDB em seu blog. Esse é o problema quando você pulveriza a notícia, sai dos grandes grupos de imprensa que deveriam ser imparciais, e acredita em blogs e publicações independentes. Todos são muito mais suscetíveis a acordos financeiros. Teve uma outra polêmica quando descobriram que algumas blogueiras recebiam jabá de empresas de cosméticos ou alimentos ou fitness para elogiar os produtos. Nada contra a ação em si, desde que seja identificada como publieditorial ou conteúdo pago, como faz a grande imprensa. No ramo automotivo é igualmente ruim, pois os autores dos blogs muitas vezes dependem da própria boa vontade das montadoras para existir. Não é todo blog que tem a inventividade do M4R de não depender do empréstimo oficial das fabricantes para os seus testes. Muito pelo contrário: muitos blogs existem justamente como ferramenta para que os “jornalista...

Existe carro ruim?

Claro que existe. Mas é importante ter perspectiva. Muitos dos mais velhos defendem que todo carro atual é bom. Para dizer isso, eles estão pensando no passado, no qual a diferença entre os carros era mesmo maior e a baixa com fiabilidade mecânica levava muitos motoristas a ficarem no meio do caminho. Não foi à toa que o Fusca, com sua robustez e simplicidade, foi o carro que motorizou o Brasil. Então se a sua noção de carro ruim é a de um que vai quebrar com sua família na estrada, aí não tem carro ruim mesmo. Nenhum carro 0km vendido no Brasil hoje deveria te deixar nessas condições. E por isso mesmo que é errado continuar usando esse critério. Isso se chama “elevar a barra”. Quando os carros não tinham confiabilidade, chegar sem sustos de A até B era uma grande vantagem competitiva. Hoje, que todos fazem isso, a vantagem competitiva foi para outros itens. Por isso que hoje o que devemos avaliar é prazer em dirigir, comportamento de suspensão, economia de combustív...

Clarkson, Hammond and May

Não deu pro Jeremy Clarkson. A BBC anunciou que não vai renovar seu contrato. A se acreditar no comunicado oficial da emissora, é impossível discordar. JC empurrou e xingou o produtor. Esse tipo de comportamento deve ser inadmissível, independente de quem seja. JC não pode se esconder atrás de sua fama e talento para abusar dos outros, da mesma maneira que um político ou juiz não deve esconder atrás de seu cargo para desrespeitar as leis, por exemplo. O mundo corporativo de hoje não aceita mais o talento “indomável”. Se você é um gênio, porém intratável (para quem assistia, lembrem do Dr. House), não há espaço para você nas empresas. Elas vão de bom grado contratar alguém menos brilhante porém mais sociável. E estão certos; dificilmente a genialidade compensa a brutalidade. O próprio caso do Jeremy é exemplar. Sim, Top Gear era uma das maiores fontes de receita da BBC e sim, é um programa idolatrado no mundo todo. Vamos à prática: Top Gear ia ao ar no máximo duas vezes ao ...

Por uma imprensa combativa

O UOL foi bastante ousado em matéria recente sobre o HR-V e manchetou: “ HR-V é primeiro Honda com preço atrativo eprovoca correria às lojas ”. Foi o suficiente para tornar o texto um dos mais lidos e comentados do portal, sendo que a vasta maioria dos comentários é relacionada ao alto preço do carro. Ambos estão certos. R$ 70.000 pelo HR-V de entrada – versão manual que na prática não deve nem existir – em valores absolutos é muito dinheiro. Há dez anos era suficiente para comprar um apartamento razoável. No entanto, o UOL também está certo e aqui no M4R aplaudimos de pé a alfinetada na Honda – e conseguinte alfinetada em todas as montadoras. O que a manchete quer dizer é: “Olha só, lançaram um carro com preço razoável e teve correria nas lojas! Que tal irem com menos sede ao pote montadoras?”. Sujeito fica dizendo bobagem achando que é matéria paga, quando na verdade é um tapa na cara das montadoras. Ironia é difícil de perceber. A manchete também quer dizer que Fit, Cit...

Warning: loyalty

Vamos sair um pouco do assunto agora. Mas só um pouco. Já citamos aqui algumas vezes o programa britânico Top Gear, da BBC. É o programa de TV sobre carros mais assistido no mundo, e uma grande fonte de receitas para a emissora britânica. Desde 2002 é apresentado por três jornalistas, Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond. O programa começou como algo bem focado em carros e suas avaliações no dia a dia, e ao longo de 22 temporadas passou a ser mais um show de diversão revolvendo ao redor de carros. Se no começo comentários sobre o porta-malas de um Berlingo eram assunto, ultimamente o que se vê são Mercedes AMG andando de lado na pista. De qualquer modo, a dinâmica de humor entre os apresentadores e as imagens absolutamente maravilhosas dos carros por si só já valem assistir. Jeremy Clarkson é o líder do trio de apresentadores e o único que foi jornalista especializado em automóveis quase toda a carreira. É a alma do programa e é fácil deduzir que teve um razoável esfor...

No vermelho

O Autoentusiastas publicou recentemente um post no qual os colaboradores do site escolhem um carro para tempos de grana curta, ou seja, máximo de 15 mil. Quem ler o post vai se deparar com uma sequência inimaginável de carros franceses que obviamente não fazem o menor sentido para quem está em condições financeiras críticas. Alguns fazem a ressalva: em épocas brabas, importa a economia. O resto não. Concordamos com essa filosofia aqui. Quem está curto de grana e vai investir 15 mil não vai arriscar um Peugeot ou um Alfa Romeo (pois é, sugeriram). E para saber a resposta basta perguntar para os milhares de brasileiros nessa condição. E o que eles dirigem? Um carro que não foi citado. VW Gol. Seguro obviamente não importa, dado que somente um em cada quatro carros na rua têm seguro. Manutenção em qualquer esquina, com peças amplamente encontráveis. Outros nessa linha são Palio e Uno, esses devidamente citados na matéria. Aí, quando a coisa melhorar, investe-se no prazer.

O que comprar?

Recentemente estivemos envolvidos em algumas conversas sobre compra e troca de carros considerando os aspectos econômicos da questão. Existem muitas vertentes. Existem as pessoas que não passam mais de dois anos com um carro para evitar a desvalorização e a manutenção cara. Existem quem só compre carro zero, por considerar a melhor marca de todas. Tem quem só compre usado para reduzir a desvalorização. Tem quem se enforque para andar com um modelo novo, completo, desejado. E tem quem tem posses e anda por aí de carro relativamente simples para não chamar a atenção ou não gastar dinheiro com isso. Em termos racionais, os economistas são um tanto unânimes ao afirmar que você deve comprar o carro que atenda suas necessidades, sem se enforcar, e de preferência pagando à vista. Portanto, se é solteiro ou casal sem filhos, um hatch compacto é suficiente. A família cresceu? Um sedã médio. Precisa levar parentes? Um carro maior, talvez uma minivan. Enfrenta caminhos ruins? Picapes e...

Jetta Santana

Hoje a linha de automóveis oferecida pela VW no Brasil pode ser dividida claramente entre produtos top, de classe mundial, e produtos já defasados com necessidade de retrabalho. Os top são na maioria os importados, como Passat, Touareg, Tiguan e Golf. Nesta linha também incluímos o up!. Os que deixam a desejar são os outros, como Gol, Voyage, Fox, SpaceFox, Saveiro. Por uma combinação de motores antigos, acabamento fraco, pouca adoção de tecnologia e motorização antiga (com exceção do 1.0 3 cilindros e o novo 1.6 de 120 cv). Basta comparar um HB20 com central multimídia que inclui TV digital, câmbio automático de verdade, com um Voyage I-motion cuja atração tecnológica é o sensor de estacionamento. Deixamos o Jetta de fora de propósito, pois é a única linha de automóveis que tem representante dos dois hemisférios. Um pouco como Macapá, que tem cada metade da cidade de um lado do Equador. No lado da classe mundial está a versão Highline, com o 2.0 turbo de 211 cv e câmb...

Os honestos

Foi notícia hoje um grande acidente na Avenida Paulista, em São Paulo, envolvendo diversos ônibus e carros. Aparentemente tudo começou quando um ônibus ficou sem freios e, para evitar maiores consequências, o motorista bateu propositalmente em um poste. Parabéns ao motorista. Mas não é sobre isso que vamos falar. Outra notícia recente é a de que um grupo de quatro carros do Eike Batista, que seriam leiloados, têm entre si nove multas vencidas e não pagas. O que vamos falar é sobre desigualdade no trânsito. Desigualdade que joga contra os honestos que pagam com muito suor a compra de seu carro, que pagam com mais suor ainda a sua manutenção, que pagam as multas adiantado para aproveitar o desconto, e que parcelam o IPVA em três vezes (típico absurdo do Brasil, no qual o governo ao invés de baixar o imposto, parcela em três vezes). Aí você está na rua dirigindo, usufruindo do conforto e mobilidade pagos com seu suor, e vem um estúpido num carro velho totalmente remen...

Comparação: DSG x Powershift

Pudemos dirigir com certa assiduidade recentemente três carros equipados com câmbios de dupla embreagem e assim conseguimos compilar material para comparar as filosofias diferentes destas caixas. Os carros foram um Jetta Highline 2.0 TSI, com o DSG de seis marchas lubrificado a óleo, um Golf Highline 1.4 TSI, com o DSG de sete marchas e embreagem a seco, e um Focus Sedan Titanium 2.0 com o Powershift de seis marchas e embreagem a seco. Os DSGs são muito parecidos em comportamento e não negam a origem em comum. São câmbios assumidamente de dupla embreagem e seu funcionamento exemplifica claramente os prós e contras destes mecanismos. Quem quiser entender um câmbio de dupla embreagem em sua essência, deve partir para um DSG. Tanto no Golf como no Jetta, chama a atenção a rapidez e absoluta suavidade na troca das marchas. Nota-se que a troca ocorreu somente pelo movimento do conta-giros, pois na condução normal é quase como se fosse um CVT, sem o inconceniente da chatice. As troc...