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Ajuste elétrico dos bancos – Fazem muito sentido se vierem com memórias, pois assim o carro pode ser usado por mais de um motorista e os ajustes ficam guardados para fácil mudança. Mas mesmo sem memórias são úteis, para os pequenos ajustes do dia-a-dia, como por exemplo quando se está com calçados de solado mais grosso ou mesmo a diferença de altura que os seres humanos passam todo o dia (de manhã somos mais altos). E também são úteis quando se quer baixar totalmente o encosto. Alerta para atar cintos – Concordamos com o editorial. Aquele modelo que apita se você tão somente ligar o carro sem o cinto atado é simplesmente insuportável. Preferimos o sistema que acende a luz espia, mas o alerta sonoro só aciona acima de 20 km/h. Alerta para cansaço do motorista – O motorista deve ter consciência de quando está cansado e parar. Simples assim. Assistente para estacionamento – Duvidamos que sejam mais eficientes do que uma baliza bem-feita. Parece algo melhor para mostrar aos vi...

Equipamentos - o que é bacana? Parte 1

O recente editorial do Best Cars Web Site antecipou algo que já pensávamos em comentar aqui há algum tempo: dentre os vários equipamentos novos disponíveis em cada vez mais carros, quais os que realmente valem a pena? Vamos começar pela lista do Best Cars: Abertura e fechamento de vidros a distância – Temos o hábito de conferir se todos os vidros estão fechados antes de fechar o carro, portanto o comportamento padrão é fechar tudo antes de desligar o carro. Mas não deixa de ser útil, em caso de esquecimento. Abrir também é bom, antes de entrar no carro em dias quentes, mas a verdade é que o refresco que vem dessa ação é bem pouco. Acesso ao interior sem uso de chave – Nada contra o acesso, embora se estamos com as mãos tão ocupadas que não posso apertar um botão na chave, como vamos abrir a porta? O problema aqui é confiar que o carro vai trancar sozinho quando você se afasta dele; e mesmo que tranque, quanto tempo leva? Aqui preferimos abrir e fechar pelo botão da chave ...

Teste: Jaguar XF 3.0 V6

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No M4R, temos saudades dos temos em que marcas e mesmo países deixavam claro suas tradições nos carros que fabricavam. A mudança mais radical talvez tenha sido da Cadillac, que por décadas foi sinônimo de carros grandes, largos, macios e equipados, empurrados por grandes motores V8. Hoje a linha Caddy está cheia de esportivos, carros aperfeiçoados em Nürburgring, downsizing espremendo os V8 cada vez mais, e por aí vai. Tem a Porsche enchendo a linha de SUVs – caminho trilhado também por Lamborghini e Maserati -, e o carro mais fascinante do mundo, Bugatti Veyron, é produzido pelo conglomerado capitaneado pela marca do “carro do povo”. Não cabe discutir estas decisões mercadológicas, que têm se revelado bastante acertadas. No final das contas, é preferível uma Porsche viva, que use o Cayenne para subsidiar a próxima geração do 911, do que ela fechada e relegada ao passado. Ou como a Alfa Romeo, cuja mística é tão grande que empresas como Zagato (TZ23) e Touring (Disco Volante) c...

Etanol: é bacana

Desde já vamos deixar claro que somos contra o aumento do etanol anidro na gasolina, dos 25% atuais para 27,5%. A quantidade atual é a máxima determinada por lei, e uma alteração para cima pode trazer problemas aos carros a gasolina. Mas não é por isso que deve-se bater sem dó no etanol, como se tem feito, e muito menos associar o nome etanol a qualquer homossexualismo ("etanol é coisa de viado", algo totalmente sem noção). Etanol é o nome internacional do antigo álcool, e reclamar disso é como reclamar que Brasil se escreve com Z em inglês: apego a coisas sem importância. A produção de etanol dá emprego a milhares de pessoas no interior do Brasil. É a chance que muita gente tem de melhorar de vida, e sem precisar inchar ainda mais as favelas de uma cidade grande em busca de oportunidades. As usinas de etanol produzem eletricidade com a queima do bagaço da cana, ajudando a gerar energia limpa e renovável.  Canaviais representam menos de 5% do uso das terras agrícolas do Brasi...

Reflexo

É interessante notar como os produtos das montadoras no Brasil refletem a estratégia global das matrizes. Na VW, o foco é se tornar líder em vendas. E pra vender altos volumes precisa ser barato. Então o Gol recebe melhorias, o Fox também, lança-se o up!, motor 1.0 de três cilindros, agora o novo 1.6 16v. Anos de letargia com o Golf 4,5 tornaformam-se num Golf 7 lançado a preço competitivo, derrubando a concorrência; atreve-se com Golf GTI, para chamar consumidores às revendas, e passa ser sinônimo no imaginário do brasileiro de tecnologias como “motor turbo downsizing” e “cambio de dupla embreagem” (a sigla DSG está perigosamente próxima de virar sinônimo do equipamento). A Fiat está preocupada em unir-se com a Chrysler e aplicar essa sinergia na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, o foco está na construção da fábrica em Pernambuco. E aí a linha de carros sofre: um face lift aqui e acolá, um equipamento a mais, e os anos vão passando. Com exceção talvez do 500 e da Freemont, i...

Histórias de pescador

Longe de nós falarmos mal de qualquer aficionado por carros antigos. Com as mãos sujas de graxa, eles fazem muito mais pelo antigomobilismo do que qualquer blog. É graças a eles que muitos Galaxies, Dodges, Alfas, JKs, Simcas, DKWs e muitos outros fugiram do que seria uma lenta morte apodrecendo e hoje desfilam sua graça por aí. Só que paixão e razão muitas vezes não combinam. E aí achamos que valeria dar um pitaco. Recentemente conhecemos um Fusca 1976 levemente preparado. Motor 1.7, escape com poucas restrições e suspensão rebaixada. Segundo o dono, R$ 18 mil de investimento e “muito susto em carro de bacana por aí”. Outro caso é o do Chepala recentemente comentado no AutoEntusiastas. A história de como este carro ganhou vida é uma verdadeira epopeia, e muito gostosa de ler, embora quem tenha alguma preocupação com segurança fique inquieto ao pensar que este carro rodou centenas de quilômetros entre MG e SP com um diferencial lubrificado com água, entre outras calamidade...

Vou de táxi. #sqn

Alguns economistas têm colocado publicamente que os paulistanos (embora isto possa ser válido para outras metrópoles, os cálculos iniciais foram feitos para São Paulo) deveriam adotar táxis em seus deslocamentos diários, no lugar do carro particular. Segundo eles, em trajetos de até 34 km diários (17 km de ida e volta) o táxi sai mais barato. Não vamos entrar no mérito das contas. De fato, se somarmos todos os gastos com carro, inclusive a depreciação, a conta faz sentido. Mas o problema é que só a conta faz sentido. É como escolher a mulher pra casar pelo fato dela cozinhar bem. Não se está considerando todos os aspectos da equação. Começa pelo fato de que não existe uma multidão de táxis te esperando na porta da sua casa todos os dias. É preciso ter um ponto de táxi próximo – que nem sempre terá carros à espera – ou então chamar táxis de cooperativas, que levam horas para chegar na sua casa, isso quando estão disponíveis. Os aplicativos de chamar táxi ajudam bastante na ...

Teste: Fiat Freemont 2.4 Precision

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Faz tempo que queríamos testá-la no M4R. É raro, no atual cenário de preços, um carro ser elogiado pelo custo-benefício. E esta opinião era tão unânime no caso da Freemont que aguçou nossas expectativas. A Freemont é uma Dodge Journey com símbolo da Fiat, possível desde que os italianos compraram a americana, e o Brasil é o único mercado no mundo no qual os dois convivem. A segmentação ficou clara: Journey na faixa mais elevada de preço, ajudada pelo magnífico V6 Pentastar de 280+ cv,  e a Freemont mais acessível com um 2.4 moderno de 172 cv a 6000 rpm e 22,4 m.kgf a 4500 rpm. Não que seja um carro barato: a Fiat pede cerca de R$ 90.000 pela versão de entrada Emotion e R$ 10 mil a mais pela topo de linha avaliada, Precision. A diferença é paga pelos air bags laterais e de cortina, central multimídia com tela de 8,4 polegadas, câmera de ré, regulagens elétricas para o banco do motorista, ar trizona (inclui a segunda fileira de bancos) e dois assentos extras. Vale a dife...

Comentários soltos por aí

A adoção do motor 1.8 no i30, e a redução de preço do equipado com motor 1.6 (de 75 para 67 mil, segundo fontes), é a mostra que a massa pode forçar mudanças nos carros se assim o quiser. Foi muita sede ao pote da sul coreana, que não está tão cheia de status assim – ainda mais num HB20 anabolizado. Não comprar determinado carro é ferramenta poderosa. As más línguas dizem que em no máximo três meses a Ford vai revisar os preços da linha Focus (se não oficialmente, ao menos nas revendas) e talvez até oferecer taxa zero. Encalhar talvez seja um termo forte demais, mas é a reação mais fria à chegada de uma nova geração do Focus desde que o primeiro chegou ao Brasil. Corajosa a atitude da Quatro Rodas em estampar a reprovação do EcoSport após o teste de 60 mil km. Pode ter afastado um grande anunciante, e foi uma aposta na competência e profissionalismo da equipe de relações públicas da montadora (por muito menos, os pelegos da GM deixaram de ceder carros ao Best Cars há anos). Qu...

Faltou um

Faltou falar do Sonic, na avaliação (superficial) dos carros GM. Seria tentador dizer que esquecemos pois o próprio Sonic fica perdido na linha GM. É verdade, porém injusto. O Sonic é um compacto global, fácil de ver nas ruas da Europa, e o GM mais barato com estas características. Além disso, seu desenho tem personalidade (o que é diferente de dizer que é bonito), algo raro hoje em dia. Vale menção especial ao desenho dos faróis. Mecanicamente, traz um ótimo 1.6 16v, que deveria aparecer mais vezes em outros carros da linha, e um câmbio automático de seis marchas que faz bonito. Agora: é pequeno, não espere espaço de Cobalt. E vender pode ser difícil, dado que não caiu no gosto do povo. Mas aqui provavelmente é o gosto do povo que está errado.