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Criteria

É impressionante o número de critérios sem relação com a dirigibilidade do carro em si que são levados em conta na aquisição de um novo automóvel. Para muita gente, faz mais sentido colocar critérios lógicos e objetivos na frente, como manutenção, consumo e preço do seguro, do que o prazer ao dirigir. É certo que cada um encara o automóvel de um jeito. Para muitos, é somente uma maneira de ir e vir e, nesse caso, critérios objetivos fazem a diferença na decisão entre um ou outro modelo. Hoje em dia, considero meio relativo se utilizar o critério manutenção na compra de um carro. É certo que alguns modelos têm peças mais caras que outros, mas, de uma maneira geral, a manutenção de carros mais novos é rara e cabe dentro de um padrão simples de revisões periódicas de custo pequeno se comparadas ao valor total do veículo. Desconfio de todos que compram Volkswagens pela sua confiabilidade. Isso era muito verdadeiro quando o Fusca era a alternativa a Fords e Chevrolets dos anos 50 e 60. Hoje...

Quando o sol se for...

Impossível comprar um carro 0 km com teto solar nesse país. Ok, não é impossível, mas que é complicado, isso é. Para ficar nas quatro grandes (até porque Renault, Honda e Toyota não oferecem o acessório em nenhum modelo, falta significativa para Mégane, Civic e Corolla), as opções são: - na Fiat: Idea e Stilo – não chequei o Marea, e acho que nem precisa. O Idea 1,4 com SkyDome é, provavelmente, o carro mais barato à venda no país com teto solar. Em ambos os casos não são modelos tradicionais, são equipamentos “diferenciados” e que por isso mesmo , muito mais sujeitos a quebras. Vale lembrar o SkyWindow do Stilo da 4R, que quebrou duas vezes em 60 mil quilômetros. Péssimo para um opcional de 6 mil reais. Eu prefiro aqui os modelos tradicionais, e por isso não consideraria nenhum dos modelos da Fiat. - Ford: Focus Ghia, hatch e sedã, e Fusion. Para mim, são os carros mais interessantes entre os que dispõem do opcional. Problema é a má vontade: teto solar é o ÚNICO opcional no Fusion, a ...

Honda Civic EXS

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Quem diria: o pequeno Civic está bombando. No editorial mais recente, o BCWS comenta alguns exemplos de carros que tiveram ágio na época de seu lançamento, e é possível traçar um denominador comum a todos eles: foram carros inovadores e atualizados. Tanto Brasília, Fusca e Corcel II, numa época de poucos lançamentos, até os revolucionários JK 2000, Corsa Wind, Vectra de segunda geração e, agora, o novo Civic. Nem todos os bons carros tiveram ágio, mas é certeza que todos os carros com ágio eram bons. Os números de vendas me surpreenderam: o Civic foi o nono carro mais vendido do mercado em junho, à frente do Corolla por 800 unidades e do Vectra por 1200 – o que mostra ainda que o Vectra não consegue desbancar nem o defasado Corolla. Parabéns, GM. Esse é o caminho da derrota. Acabei de voltar da minha migração anual para Campos do Jordão. Em termos automobilísticos, a cidade está bem fraca. Estandes com test drive, só Honda, Toyota e Peugeot. Como não fazia sentido dirigir o 307, o Coro...

Pausa do mundo automobilístico

A apatia da seleção brasileira foi um reflexo da apatia do nosso povo. Aqui sempre se dá um jeito, se encaixa tudo, não precisa levar a ferro e fogo, há uma grande faixa cinza entre o preto e o branco. Ninguém vai às ruas protestar contra o mensalão. Ninguém vai às ruas protestar contra a decepção deste governo. Mesmo entre os caras-pintadas existiam muitos jovens achando que aquilo era uma balada a céu aberto, e não um importante movimento popular. Nós não somos um povo que marca. Nós não somos um povo guerreiro, desbravador. Os argentinos vão às ruas fazer panelaços contra o governo. Os argentinos dão uma banana ao FMI e assistem ao crescimento exponencial da sua economia. Os argentinos podem não jogar com técnica, mas sempre jogam com raça. Desde a Copa de 90 a marcação se tornou um pilar fundamental para se ganhar uma Copa. E esse é um dos motivos pelos quais as seleções africanas têm falhado. Em 94 o Brasil jogou com a vontade de quem estava há 24 anos sem ganhar. Jogadores limita...

Uma questão de nível

Em termos financeiros, você nasceu mazomenos. Estudou em escolas privadas, mas não as mais caras, ralou, entrou numa universidade particular, os pais pagaram uma parte, você começou a estagiar, aí se formou e começou a trabalhar de verdade. Ralou, ralou, ralou, fez boas escolhas, não foi vítima de crises na bolsa e agora, em algum lugar entre os 40 e 50 anos, você chegou lá. Fanático por carros desde pequeno, está na hora de comprar seu sonho de consumo. A casa está linda, montada, os filhos numa boa escola ou faculdade, todos viajaram juntos recentemente. Agora estamos falando de garagem. Consciente, escolheu um carro absolutamente magnífico: BMW série 3. Em termos financeiros, você nasceu bombando. Faltam adjetivos. Só os rendimentos das aplicações do seu pai equivalem ao PIB de uma cidade pequena. A empresa da família vai de vento em popa. A mãe veio de uma família não menos abastada, dona de contas bancárias tão impressionantes quanto a quantidade de sobrenomes. Ao fazer dezoito an...

AustralopiVectra

Viram o que eu falei? Viram? Viram? É uma delícia falar “eu não disse?”... A GM comprou alguns Corolla, mediu de cima a baixo e lançou no mercado um produto competitivo com o então líder de vendas. Ficou na crista da onda por dois meses. Agora, acaba de queimar seu flagship, seu produto nacional símbolo, mostrado corretamente antiquado e mal projetado diante de concorrentes de uma nova classe mundial, estes sim aptos a enfrentar o que o Corolla trará na sua nova geração, em 2007/8. Mégane e Civic são projetos modernos, bem-acabados, recheados de opcionais. Para ficar no extremamente básico e visível, o Mégane traz câmbio automático seqüencial, ou então manual de 6 marchas; chave em formato de cartão; direção com assistência elétrica; e um computador de bordo bem avançado. O Civic vem com câmbio automático de cinco marchas; suspensão muito bem acertada; painel em dois níveis com iluminação diferenciada; e um motor que gera 140 cavalos com economia de carro 1,0 na estrada. E o Vectra? O ...

Top Top Gear

Top Gear é demais. You Tube também, assim como conexão ultra-rápida. Os dois últimos não carecem de explicação. Top Gear é um programa da BBC (British Broadcasting Company, nome mto show). Fala de carros, lógico. Mas de uma maneira diferente. Nas revistas, como estamos acostumados, são fotos, gráficos e números. No Top Gear, são imagens dos carros, dos repórteres dentro deles, dirigindo e falando, e de vez em quando de alguma apresentação. Tudo bem que se conhece um carro melhor pela análise detalhada das revistas (ou melhor, dos sites) do que por uma aparição de 7 minutos na TV. Mas ver ali uma Ferrari fritando as 4 rodas, ou um Veyron apostando corrida com um avião, é impagável. As pautas são brilhantes. A matéria sobre o Golf GTI Mk IV - o que temos aqui, mas apimentado com 240 cv no V6 e tração nas 4 rodas – é absolutamente fantástica. Lado a lado, o GTI de primeira geração e o atual. Ao fundo, uma música triste. E o narrador comentando: “O Golf atual é duas vezes mais potente, dua...

Bocão

Geral tá caindo com vontade em cima do 307. Não tenho números absolutos, mas quando você vê que pessoas próximas, e interessadas em carros, compraram o Peugeot, é possível deduzir que o carro vem vendendo bem. Some-se a isso a quantidade absoluta de 307s que vemos nas ruas. O carro é bom, ótimo, excelente, como comentei quando dirigi o 307 Rallye automático. Aliás, esse tem sido o grande argumento de vendas. Com 63 mil reais você leva pra casa um carro moderno, extremamente bem acabado, com 138 cv e um câmbio automático desenvolvido em conjunto com a Porsche, possibilitando mudanças seqüenciais na alavanca. Se você procura um automático, é difícil conseguir coisa melhor. No Brasil, não há. Os câmbios que vão se igualar ao do 307 são encontrados nos A3 e Passat, acima de 80 mil reais. E é possível ir além: entre vários carros que custam simplesmente o DOBRO que o 307: Mondeo, Accord, Omega e (menos) Fusion e Vectra Elite, nenhum deles tem um câmbio que equivalha. E o “mas”? Toda históri...

Em se plantando...

Como eu vivo falando mal da Volkswagen, não podia perder essa. Então a gigante recebeu um vultoso empréstimo camarada do BNDES para depois anunciar que vai demitir 6 mil funcionários e talvez fechar uma fábrica. É uma gerência de muita incompetência mesmo. Eu sou contra, como mostrei no post da Varig, a qualquer ajuda governamental a qualquer empresa já estabelecida. Digamos, se a Airbus resolve construir uma nova fábrica e está em dúvida entre o Brasil e a China, concordo do governo atuar para trazer esse investimento a nossas terras. A VW goza de incentivos fiscais na sua fábrica do Paraná e teve um lucro tremendo no primeiro trimestre desse ano – globalmente; multinacionais dificilmente alardeiam os resultados das suas subsidiárias. Ela ainda precisa de um empréstimo para anunciar demissões? Ah, então o real está forte e prejudica a VW nas suas exportações. Pois é, a Fiat, a GM e a Ford também. TE VIRA NEGÃO. Essa foi a política que o governo decidiu seguir e, esteja errada ou certa...

4R Experiência Frustrante

Bob Sharp comenta na sua coluna desta semana no Best Cars sobre o Quatro Rodas Experience, evento que a revista organizou no Autódromo de Interlagos. Ali, mediante uma quantia entre 100 e 200 reais, uma pessoa comum poderia tomar o volante de alguns carros – como Mégane – e andar de passageiro em máquinas como Ford GT. Quer coisa mais frustrante? Tem de ser muito conformado para se contentar com o “é melhor do que nada”. Eu já andei em Interlagos com o meu carro com velocidade controlada – uma experiência semelhante à que quatro rodas impôs, só que sem outra pessoa no meu carro. Assim, pude distanciar-me do carro à frente e acelerar em alguns trechos. Mesmo assim (não consegui passar de 100 km/h), a experiência valeu mais pelo traçado do que pela pilotagem. Alguns dos carros abertos aos motoristas comuns eram legais, a verdade. Chevy Avalanche, Hummer H3, Nissan 350Z. Pois bem: que graça tem pegar um Pontiac Solstice e andar a 60 km/h em Interlagos? Essa velocidade pode ser emocionante...