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Mostrando postagens de julho, 2016

Teste: Chevrolet Cruze LTZ 1.8

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    Quis o destino que caísse em nossas mãos um exemplar 2016 do Cruze, portanto anterior ao novo modelo com motorização 1.4 turbo que acaba de ser lançado. Não temos por costume no M4R publicar testes de carros que já saíram de linha; por outro lado, sabemos pelos comentários e pelo volume de tráfego que muitos compradores de carros usados usam as informações do site para basearem suas compras – ou validarem após terem comprado o carro, vai entender – e por isso temos bom volume de tráfego em páginas como o teste da Zafira ou do Azera . É nesse contexto que optamos por publicar esta avaliação de um carro recém saído de linha, mas que provavelmente pode ser comprado com grandes descontos nas concessionárias que ainda o tenham em estoque. Esta geração do Cruze chegou ao Brasil em 2011, três anos após seu lançamento internacional, com a responsabilidade de ser o carro-chefe da Chevrolet em muitos países. É o modelo mais vendido da marca, e compete no feroz mercado norte-american

Mais um tapa na cara. Ou melhor, dois.

A Honda apresenta hoje a nova geração do Civic. Os preços começam em 85 mil para a versão manual com bancos em tecido e motor 2.0 flex, sobem para 92 mil na versão EX – intermediária, equivalente à antiga LXR que era vendida por quinze mil reais a menos – vão a 105 mil na versão de topo EXL, a única que agrega itens como ar bizona e teto solar e custa vinte mil a mais que a EXR atual, e terminam na Touring, que substitui o Civic Si e traz o 1.5 turbo de 173 cv. Por acachapantes CENTO E VINTE E QUATRO MIL REAIS. Preço de BMW série 3 até poucos meses atrás. O segundo tapa veio do outro carro apresentado hoje à imprensa, o novo Ford Edge. Se os aumentos já são abusivos em carros de relativo volume e produção local como o Civic, imagine um importado do México e que tanto faz trazer um ou trazer cinco mil? Pois é, a Ford desproveu-se de qualquer vergonha ou conexão com a realidade e subiu o preço do Edge dos cerca de 150 mil pedidos para... DUZENTOS E TRINTA MIL REAIS. Simplesmente oit

Mais impressões do Cruze

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Entramos no Cruze esses dias. Aqui no M4R valorizamos muito o interior dos carros, normalmente bem mais que o design externo, e sabemos admitir que mesmo em projetos bem ruins a GM sempre soube trabalhar bem os interiores para não parecer aquela pobreza total. Melhor exemplo é a Spin, cujas cores claras e tecido aveludado disfarçam bem a pobreza dos plásticos. O Cruze é uma demonstração clara desta evolução. Em primeiro lugar, a cor. O LTZ topo de linha (tem sido chamado de LTZ II) mescla bege escuro com marrom, para um efeito muito aconchegante e luxuoso mesmo. Parece feio descrevendo pelas cores, mas o resultado prático é muito bonito mesmo, e quebra de vez com a monotonia dos interiores pretos e grada bem mais que os interiores que mesclam preto e bege, cores que a nosso ver não combinam. Boa parte do painel é revestida numa espécie de couro macio, bastante agradável ao toque. É a parte inferior da costura que atravessa o painel. A parte superior é que decepciona, plástico

Coisas que são revoltantes

Estamos aqui aplaudindo de pé, soltando fogos, tocando a música da vitória pelo SENSACIONAL artigo publicado no Estadão e Jornal do Carro. Ponto de vista de gente entusiasta de verdade (que não se contenta com Celta), que sabe o que fala, sabe o potencial dos carros vendidos no exterior e as carroças que somos obrigados a comprar. Stanislaw Ponte Preta dizia que "imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados." Não concordamos totalmente, coisas boas podem e devem ser noticiadas, mas o que existe hoje na imprensa automotiva brasileira é uma babação de ovo geral de jornalistas mal pagos que têm medo de perder a boquinha das assessorias de imprensa com viagens com tudo pago para os salões de automóvel ao redor do mundo e semanas com Jaguar, Land Rover, Mercedes. Qual pessoa com salário de 5 mil reais conseguiria viajar para China, França, Estados Unidos, tudo em um ano? E tome jabá, tome matéria dizendo que o ESP não faz falta, que o acabamento do Focus é bom, que o

Revogaram a lei da oferta e da procura

Visitamos uma concessionária da Volks nesse final de semana e ficamos impressionados com a sua reação à crise. Já havíamos visitado esta revenda em diversas outras ocasiões, porém nunca vimos como desta vez. A parte “nobre”, imediatamente ao lado da porta e visível da rua pela parede envidraçada, estava repleta de Up e Fox. Numa parte em destaque, onde ficam os carros premium, um solitário Fusca, com desconto anunciado em seu vidro. Na parte de trás, onde ficavam outros modelos 0km, um monte de usados. Dos zero quilômetro, nenhum Gol, Voyage, Golf, Jetta, Golf Variant, Passat, Tiguan, CC, Touareg... nenhum, absolutamente nenhum. Dá pra tirar uma conclusão, com as concessionárias reforçando a venda de usados dado que os novos caíram vertiginosamente. E foi a solução, dado que as quedas de preço que deveriam vir de um mercado desaquecido não se concretizaram. Os volumes produzidos ou importados que reduziram bastante. O consumidor interessado em carro zero até encontra algumas condi

Opinião: Novo Cruze e Novo Fiesta

Continuam as provações do Cruze. A novidade é o Park Assist, que na GM tem outro nome. Os caras pintaram os vidros dos carros com Suvinil e botaram os cobaias para estacionar, obviamente não conseguiram na Mercedes e o Cruze usou o sistema para estacionar sozinho. Porque EVIDENTEMENTE estacionar sua Mercedes numa rua totalmente escura é algo que se faz todos os dias. Esquecer que o Focus traz esse item desde 2013 também é bastante conveniente. Vimos o vídeo pela página da Chevrolet no Facebook e chamou nossa atenção a quantidade de comentários negativos que esse vídeo recebeu. Seguramente, mais de 90%, divididos entre "Chevrolet nunca será Mercedes" e "não vendam tecnologia obsoleta como se fosse de outro mundo". Fica cada vez mais claro: quem realmente se interessa por carros não cai nessas armadilhas e sabe diferenciar o joio do trigo. E também fica cada vez mais claro que quem se interessa por carro é uma parcela ínfima da sociedade. Como cansou de acontecer cono